Não posso crer que isso aconteceu mesmo.
"Tema de redação polêmico pede que alunos pensem como nazistas."
Não posso crer que isso aconteceu mesmo.
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"A Lei Maria da Penha foi criada para a proteção das mulheres brasileiras contra a violência doméstica e familiar. Este tipo de agressão fere os direitos das mulheres, humilha, maltrata e mata.
Essa cartilha foi produzida no âmbito do Programa Conjunto Interagencial “Segurança Cidadã: prevenindo a violência e fortalecendo a cidadania com foco em crianças, adolescentes e jovens em condições vulneráveis em comunidades brasileiras”, que é uma iniciativa apoiada financeiramente pelo do Fundo para o Alcance dos Objetivos do Milênio (MDG-F), composto por seis Agências do Sistema das Nações Unidas: PNUD, UNODC, UNESCO, OIT, UN-HABITAT e UNICEF. O programa é desenvolvido em parceria com o Ministério da Justiça, através do PRONASCI, com o apoio da Prefeitura de Vitória/ES. Além do texto da Lei Maria da Penha, a cartilha traz informações sobre proteção e segurança que muda a vida das mulheres, definição de violência doméstica e familiar, perguntas frequentes sobre a Lei e um pouco da história dela." (UNESCO)
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Não me apoquento com a overdose de homenagens supérfluas que sempre ocorrem na passagem do Dia da Mulher (que, afinal, para mim, para nós mulheres, é todo santo dia). Não me irrito com as mínimas flores, as badalações inúteis, as exibições oportunistas, vazias. Mas, considero importantes as campanhas em favor, a eleição das virtudes, habilidades e competências femininas, que, no esteio das comemorações e também das bajulações desnecessárias, reforçam cada vez mais nas consciências - principalmente masculinas - a conquista de alguns dos nossos direitos.
Não é o suficiente, nem o justo, nem o ideal, eu sei. Uma longa estrada falta para se percorrer. Um profundo silêncio ainda paira tanto sobre a violência doméstica atrás das portas, como sobre a violência urbana e rural, a céu aberto, ao vivo e a cores. Ambas, igualmente coniventes, cúmplices e cruéis.
Muitas décadas de campanhas, conferências, debates, reuniões em que se discutam o papel da mulher na sociedade atual; muitas leis similares à Maria da Penha, sejam implementadas aqui e no mundo inteiro; muitas prisões; espaços a se conquistar; combates e embates diários, constantes; ainda serão necessários para enfrentar o preconceito e violência machistas. Todos movimentos, manifestações e gestos devem evoluir de maneira constante, como diz a Unesco:
"O movimento de mulheres, na sua longa história de avanços e de amadurecimento, tornou-se muito rico, diversificado e multidisciplinar. Algumas vêm trabalhando a questão de gênero na ótica da equidade, da igualdade de direitos, para superar as tradicionais iniquidades existentes entre homens e mulheres."
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Posted at 19:36 in Cultura, Cultura popular, Diversidade, Feminino, História, Leituras, Publicações | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Não conheço um só nordestino que não tenha sido vítima - em outras terras do centro-sul-sudeste deste país - de preconceito declarado, ou sofrido, desde a mais leve chacota, a traumas ou situações de ridículo, sobre sua origem, sua maneira de ser e de falar.
Posted at 23:53 in Comportamento, Diversidade, Educação | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Posted at 20:40 in Cultura popular, Poesia | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Que raízes são essas que se arraigam,
que ramos se esgalham
Nessa imundície pedregosa?
Filho do homem,
Não podes dizer, ou sequer estimas, porque apenas conheces
Um feixe de imagens fraturadas, batidas pelo sol,
E as árvores mortas já não mais te abrigam,
nem te consola o canto dos grilos,
E nenhum rumor de água a latejar na pedra seca. Apenas
Uma sombra medra sob esta rocha escarlate.
(Chega-te à sombra desta rocha escarlate),
E vou mostrar-te algo distinto
De tua sombra a caminhar atrás de ti quando amanhece
Ou de tua sombra vespertina ao teu encontro se elevando;
Vou revelar-te o que é o medo num punhado de pó.
[Terra Desolada, T.S. Eliot.]
Posted at 20:37 in Fotografia, Poesia | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Posted at 20:29 in Música | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Há tantas histórias, experiências de aprendizagem, facilitadas pelo Lego.
Posted at 20:11 in Aprendizagem, Comportamento, Educação, Tecnologia, Vídeo | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Homofobia:
o preconceito nas escolas, sob a perspectiva dos educadores, psicólogos e da vítima.
De 10 mil estudantes, 2.780 rejeitam homossexuais como colegas de classe.
Posted at 19:59 in Comportamento, Cultura | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Posted at 19:53 | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Vovó: Ya, me empresta uma moeda de 1 real?
Yasser: Não!
Vovó: Amanhã eu te devolvo.
Yasser: Não, o real é meu e eu tenho que cuidar dele.
Obs.: É a avó quem dá as moedas a ele!
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Lembrando a primeira vez que ouvi esta música [1963] no Colégio Nossa Srª da Luz, em Guarabira, quando um grupo de jovens se apresentou, dançando o twist. Logo depois, tratei de ensaiar, com minha trupe pré-juvenil, lá nas calçadas da rua Solon de Lucena, os meus primeiros e toscos passos do twist e hully gully.
Let's Twist Again - Chubby Checker
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Era finalzinho da década de cinquenta, para início de sessenta. Criança ainda, já reconhecia, intuitivamente, uma boa música. Comoviam-me as cantigas de roda, as músicas românticas, as dramáticas e, até, as de dor-de-cotovelo. As lembranças mais remotas que guardo das primeiras que aprendi a gostar, e a cantar, são daquelas que ouvia nas vozes de minhas tias e de suas amigas, e dos meus pais que também que eram bem cantantes.
Além destes, muito do aprendizado de ouvido musical veio também da eterna difusora de Sousa, e das ruas sonoras da “Cidade Sorriso”, onde nasci. Uma das ruas em que morei [situada atrás do antigo Cine Moderno], dentre as que mais marcaram a infância, há diversas fontes musicais da mais carinhosa lembrança.
As duas primeiras provem dos domínios de minha própria casa, onde meus pais costumavam cantar em momentos triviais ou especiais de nossas vidas. O meu pai adquiriu o hábito, desde quando estudou, na juventude, em seminário de padres. Ele entoava, em latim, cantos gregorianos e muitos cânticos de igreja, e dava aulas de canto na cidade. Era afinado, e apreciava muito o cancioneiro popular. Uma das mais queridas recordações que guardo dele, é cantando "Luar do Sertão" e “Uirapuru”. Muitos amigos, ainda hoje, o recordam também cantando "Índia".
Enquanto a minha mãe, cantava arrumando a casa, lavando roupa, cozinhando. Cantava a maior parte das cantigas de ninar que hoje conheço:
"neném, vá dormir
que tenho o que fazer
vou lavar, vou engomar
camisinhas pra você"
"a canoa virou
por deixá-la virar,
foi por causa de Lucinha
que não soube remar"
Lembro-a, balançando as redes de meus irmãos para fazê-los dormir, cantarolava também as músicas que ouvíamos na difusora de minha cidade, dos repertórios de Angela Maria, Dalva de Oliveira, Nelson Gonçalves
"lembro um olhar
lembro um lugar
teu vulto amado
lembro um sorriso
e o paraíso
que tive ao teu lado"
As músicas da velha guarda, eu as aprendi a cantar com minhas jovens tias Lourdes e Valdenora. Da convivência com elas, aprendi de cor as letras de Miltinho, Dolores Duran...
A segunda fonte, em importância, era o rádio de minha casa, e por meio dele, posso lembrar-me de ter conhecido "Tico-Tico no Fubá", "Moendo Café", “Suco, Suco”, “Wheels”, “Quando Setembro Vier”. Arre! Bons e longos tempos, os do rádio.
Saindo do contexto familiar, a minha vizinhança era igualmente musical, toda a rua, a cidade. O Colégio Auxiliadora, onde estudava, com seus dramas musicados dos dias das mães, dos pais, dos mestres, dos aniversários de Madre Aurélia. Os passeios/pic-nics feitos ao balneário de Coremas, eram musicais, pelo uso de toda sorte de instrumentos, sanfona, violão acústico/elétrico, maraca, saxofone.
Por tudo isto, o meu sonho de consumo mais secretamente acalentado até a adolescência só poderia estar relacionado à música. O maior desejo que tinha, naquela idade, era, certamente, ter um acordeon vermelho, igualzinho àquele, cujos acordes eu ouvia da casa de Seu Elísio (nosso vizinho), quando seus filhos, Deusinho e Fátima, ainda crianças, tocavam o tão cobiçado, deslumbrante e mágico instrumento. Da calçada, pela janela, eu os assistia, absorvendo avidamente as valsas, como “Waves of the Danube”, que tanto enfeitiçavam o meu coração pequenino.
Numa das casas mais adiante, vizinha à de Dr. Augusto, de vez quando, um grupo de jovens sentava na calçada para tocar... acordeon! E para cantar! Foi quando ouvi, num coro, a primeira vez,
"Hoje, eu quero a rosa mais
linda que
houver..."
Das calçadas da minha rua, à rua da Sanbra, eu brincava de roda com Lucinha de Seu Eliezer, e com outras tantas meninas. Foi a minha primeira turma. Desse tempo, guardo na memória todas as cantigas
"se essa rua
se essa rua
fosse minha..."
"a leiteira
a leiteira vende o leite
na cidade, na cidade de Lisboa".
E, cravada em meu coração, tenho a imagem de Lucinha, minha querida amiga de infância, que tão cedo partiu.
Seguindo o mesmo quarteirão, lembro que, aos pulos – só-andava-correndo -, ia à sorveteria “Flor de Lis”, comprar picolé. Lugar super frequentado, havia sempre muita, muita música tocando, tão alto que se espraiava por toda a cidade. Miltinho era uma das vozes mais ouvidas:
"você, botão de rosa
amanhã a flor mulher"
como também Nelson Gonçalves:
"Fica comigo esta noite
não te arrependerás
lá fora o frio é um açoite
calor aqui tu terás".
A essa lembrança, vem associadas às imagens dos passeios ao redor da “Flor de Lis”, dos brotos de braços entrelaçados, e de Absemar, infalivelmente sentada na calçada, acompanhando o burburinho da sorveteria.
Como negligenciar tão preciosas lembranças? Para mim, são como velhos postais sonoros, guardados com chave de ouro, que tocam de tempos em tempos, sempre que minha alma carece de retornar ao tempo perdido.
Fui uma criança de sensibilidade tão aguçada, de tanta expectativa e solidão interna, que, se não fosse a minha infância tão sonora, e não tivesse um coração tão aberto para música, não teria sido feliz, fosse eu quem fosse.
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P.S. A quem conhece a autoria da foto da Sanbra, que circula no Facebook, peço a gentileza de me informar.
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"Senhor recebe em teus braços esses irmãos.
Que nessa noite se despediram da nossa Terra.
Que teus anjos velem pela sua partida.
Que teus anjos velem pela sua chegada ao mundo espiritual.
Que eles possam compreender o que se passou.
Que saibam o porquê desse acontecimento.
Que reencontrem seus entes queridos.
Que se sintam amparados.
E iluminados pela tua Presença.
Assim seja."
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Posted at 20:13 in Comportamento | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
O caminho
é o que importa, não o seu fim.
Se viajar depressa demais, vai perder aquilo
que o fez viajar.
Louis L'Amour, Ride the dark trail.
As notícias sobre a onda de frio e neve que, mais uma vez, varre a Europa, me traz deliciosas lembranças da última viagem que fiz, com marido e filho, em 2010/2011, em pleno inverno. Temperaturas abaixo de zero, onde quer que estivéssemos. Chegamos em Lisboa com um frio suportável, em Madrid foi se intensificando, com vento e chuva. Quando chegamos em Paris, enfrentamos nevasca e, depois, ao entrarmos na Inglaterra, pensei que ia congelar, literalmente. Sofri, sofri com o frio, gripei, tinha dificuldade de respirar. Nunca pensei que viesse a ter tamanha sensibilidade, apesar de estar adequadamente vestida, bem agasalhada. Dos três, fui a única a reclamar do frio. Mas, amei de montão aquela viagem, aproveitei bastante, como sempre. Em qualquer das estações,a Europa sempre vale a pena. Viajar é tão bom... Em breve, poremos o pé de novo na estrada.
Em Lisboa, Monumento aos Descobrimentos.
Madrid, Museu do Prado.
Louvre, Paris.
Oxford Street, Londres.
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Posted at 03:34 in Flores, Fotografia, Natureza, Poesia | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Acabamos de chegar - eu, Elias, Philippe e Kyara (namorada do meu filho) -do Rio de Janeiro, onde passamos o Natal e mais alguns dias.
Os nossos planos de viagem eram para Buenos Aires no Ano Novo. Mas, a indefinição da agenda de Philippe na universidade, sobre os dias letivos que antecediam o Natal, atrasou a nossa marcação de reserva e, quando cuidamos, os hotéis em BsAs estavam lotados. Voltamos nossos interesses para o Rio de Janeiro. Afinal, ainda que velha conhecida, a cidade maravilhosa nunca decepciona. Gosto da descontração e da alegria de viver dos seus habitantes e dos milhares de turistas, das paisagens, do burburinho urbano, dos cariocas de havaianas com seus cachorros em Copapacabana, do chopp, dos botecos.
Antes da viagem, fiz uma listinha prévia do melhor do Rio - na nossa opinião e de alguns críticos do turismo. A idéia era cumprir mesmo o roteiro ou, no mínimo, escolher entre as alternativas; mas, pasmem, praticamente, repetimos o roteiro do ano passado e descansamos mais.
A grande novidade foi o calor infernal, que chegou a 43°. Soube que em alguns bairros a temperatura chegou a 50°. O calor, sem sombra (!) de dúvida, nos deixou mais lentos e mais propensos aos chopps gelados.
Então...
Assim, na chegada, antes de fazer check in no hotel, e apesar do cansaço da viagem, fomos ao Corcovado para a Kyara conhecer. Não tínhamos noção do calor que estava fazendo. Sentimos, de cara, o calorão, o bafão. O tempo, ora fechado, ora com sol, mas quente, com um mormaço e uma névoa, como fumaça, pairando no ar. E eu, senti, mais do todos, óbvio, enorme cansaço para subir aquelas alturas. Mas, tudo bem. Compensaram as paisagens, a descontração, as fotos, as companhias, os momentos livres de preocupação.
Ampla visão do suvaco de Cristo.
Já na fila imensa, admirando a moldura que descortinava o Cristo, ao fundo.
Sinais visíveis da bruma, do mormaço.
A clássica foto com o Cristo, de quem vai pela primeira vez.
Enfim, de volta ao hotel, feito o check in, subo ao apartamento, dou uma espreitada no mundo pela janela. E vejo, então...
Copacabana, a cara do verão brasileiro. Ou seja, Rio 40º.
Vontade de tibungar den'desse mar poderoso...
O mais famoso e descolado calçadão do mundo, com todos os ingredientes para curtir o melhor da viagem: praia, sol, brisa, maresia, boteco, sombra, chopp, água de coco, bike, caminhada, esporte.
Fim de tarde. Difícil escolher a melhor hora em Copacabana.
E haja andarilhos pelo calçadão, que assomam por toda a rua.
Rua Xavier da Silveira, lateral do Hotel Rio Othon Palace.
Estas imagens são flagrantes do nosso primeiro dia no Rio, aliás, véspera de Natal. Manhã no Corcovado, tarde dormindo, e, depois, curtindo o calçadão, na maior folga, no Flor do Caribe, degustando um Kir Royale, à base de champanhe e cassis.
Quanto a nossa noite de Natal, jantar, etc e tal, já vínhamos especulando dias antes de chegar ao Rio. Consultamos as sugestões dos medianos e melhores restaurantes, tanto sobre ceia natalina, como jantar normal. E constatamos o mesmo fenômenos do ano passado. O Natal no Rio não é um evento tão celebrado como o reveillon. A maioria dos restaurantes fecha cedo. Somente os estrelados oferecem a ceia típica. Quanto mais estrelado o restaurante, mais cara a ceia, obviamente. Preços variando de R$600,00 a mais de R$ 1000,00 por pessoa. E o detalhe: todos já lotados. Até mesmo o hotel onde nos hospedamos já não tinha mais reservas.
Bem, não estávamos tão interessados assim em ceia natalina. Só queríamos um restaurante legal, onde pudéssemos jantar bem, e em paz, como deve ser numa noite de natal. Ligamos para La Trattoria, onde jantamos no ano ano passado com nossa amiga Lourença, mas lá também não havia mais reserva.
Daí, final do enredo, caímos no mesmo restaurante, o Príncipe de Mônaco, na Miguel Lemos, 18, em Copacabana, onde jantamos no Natal passado. Não é charmoso, glamuroso, nem é moderno. É conservador, estilo família, feínho, mas é "honesto", acolhedor. E a comida, o mais importante, é dos deuses, sendo especializado em frutos do mar. Comemos todos super bem. E o clima do Natal ficou por conta dos nossos corações, da alegria e harmonia do grupo. Além de nós - eu, Elias, Pippe, Kyara -, tivemos a agradável companhia de Paulo Vinícius, primo de Kyara.
Dia seguinte, saímos cedo para o centro da cidade. Pegamos a estação mais próxima do metrô, Estação Cantagalo, e descemos no Centro Antigo.
A primeira parada foi na Praça Marechal Floriano, conhecida como Cinelândia. Descrição sobre esta região pode ser encontrada no post Explorando e Centro Histórico do Rio.
Na Cinelândia há uma concentração de monumentos históricos importantes, com um admirável cenário urbano, dinâmico, bastante movimentado. Fazia um calor insuportável e eu não me sentia com muita disposição para fotografia e/ou ficar muitos minutos ao sol.
Visitamos, e nos extasiamos, no Museu Nacional de Belas Artes, com a exposição em homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga, que estava um primor.
Observem bem a proporcionalidade entre Kyara e este quadro de Pedro Américo.
Na Biblioteca Nacional aguardei no hall, enquanto meus companheiros de viagem foram conhecer a biblioteca. Não estava me sentido disposta por causa do calor. Ademais, já estava sabendo da lamentável crise por que tem passado a Biblioteca Nacional.
Passamos pela frente do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde apenas tiramos algumas fotos.
Almoçamos por ali mesmo, no restaurante Amarelinho da Cinelândia, o prato de nossa preferência, o autêntico filé, com arroz, farofa e fritas, com chopp e Coca Zero. No melhor estilo carioca.
Em seguida, rumamos a pé para a Confeitaria Colombo, um dos mais doces e ansiados locais por nós todos.
Arrematamos nosso dia com uma paisagem de cair o queixo. Falo assim, porque sempre fico extasiada com o cenário da orla visto a partir do Forte de Copacabana.
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Colombo Centro – Rua Gonçalves Dias, 32
Capacidade - 180 pessoas
Tel: (21) 2505.1500
Posted at 20:43 in Família, Fotografia, Lugares, Natal, Rio de Janeiro, Viagem | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Quanto mais se alonga a linha do tempo, e mais se adensam as rugas em minha face, e entrevam as juntas em meus joelhos, mais o passado insinua-se no presente, sob as inquietantes formas de relembranças de tempos em que a vida pulsava com tanta vitalidade.
Eis que, numa dessas curvas do destino, escancara-me o Facebook as várias faces de uma imagem que guardo no coração, com o maior carinho.
Devido à vida itinerante que minha família (pais e irmãos) levava, pois meu pai trabalhava no Banco do Nordeste, víviamos a mudar de cidade. Durante infância e adolescência, várias foram as moradas que tivemos em Sousa-PB, Guarabira-PB, Campos Sales-CE, Pesqueira-PE, Santa Cruz-RN, Juazeiro do Norte-CE. Depois da adolescência, "ganhei o mundo" para tentar o vestibular, foi quando escolhi Patos e João Pessoa, na Paraíba, para buscar meu lugar ao sol.
Entonces... como vinha dizendo... numa dessas benditas rolagem do Face, deparo-me com as fotos da antiga e querida casa onde moramos, em Santa Cruz do Inharé. Perfeita, quase intacta. Despertando-me todos os fantasmas, os momentos mágicos, as emoções vividas e os sonhos malogrados.
Cada vez mais acredito que, numa foto, sempre está contido um filme.
Aí está nossa ex-casa, a quarta da esquerda para a direita, cuja frente dava para a Praça Coronel Ezequiel - nome insólito para uma praça.
Do janelão desta ilustre vivenda, assistia à sempre festiva juventude desfilar na pracinha, vi um dia um rally envenenado, ouvi irresistíveis serenatas, e reconheci os inconfundíveis passos do amado. Da soleira daquela porta, corrí muitas vezes para o abraço.
Deste, aparentemente insignificante, metro quadrado, que era o terraço aberto, onde uma bouganvília deitava seus ramos, meus amigos faziam pouso, e enchiam de gargalhadas minha tão simplória existência. Como passaram velozes todos aqueles e esses anos! Como passou tão rápido minha vida.
Aqui, na minha indefectível terceira idade, trago tesouros mantidos a sete chaves, minha galinha dos ovos de ouro. Deixa rolar porque, afinal, a vida é para ser vivida mesmo.
A única coisa a lamentar é ausência dos amigos, dos definitivamente ausentes, daqueles que se perderam na distância ingrata. Algum dia, quem sabe, abrirei meu relicário e dividirei com vocês outras imagens do meu passado remoto.
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Fico feliz de ver a casa onde morei abrigar uma biblioteca e uma estação digital, empreendimentos pelos quais tenho batalhado grande parte de minha vida.
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Foto em P&B, de autoria desconhecida.
2ª e 3ª fotos, de Nair Carvalho, divulgadas por Assunção Dalby, no Facebook.
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Sejam pés brancos, amarelos ou negros
São sempre pés dignos de sua caminhada!
Dos pés bem calçados aos descalços
Deviam ser pés bem tratados,
Muito bem conservados.
Pés descalços que falam por si!
Fazem realçar em plástico moldado,
Por atilhos, tiras entre dedos
Bem se livram de enredos
Caminhando o dia inteiro
Por serem pés iluminados!
Livres! Pés de mensageiro!
Com sua imagem de pobreza
Vingam outros em riqueza!
Fortes e fracos mas, são afirmados!
Ainda hoje co-habitam entre nós
Pés descalços que falam por si!
Pés descalços falam por si, Pinhal Dias
Posted at 04:22 in Fotografia, Natal, Natureza, Poesia | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Será flor que se cheire?...
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Imagem feita nos domínios do Hotel Porto do Mar, na Via Costeira, em Natal, RN.
Posted at 15:37 in Flores, Fotografia, Lugares, Meio ambiente, Natal, Natureza, Viagem | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Infelizmente, dias feriados sempre se esvaem celeremente. É como diz a marchinha de carnaval, "é de fazer chorar quando o dia amanhece e obriga o frevo acabar / Oh, quarta-feira ingrata, chega tão depressa, só pra contrariar."
Com frevo ou sem frevo - e apesar da péssima reputação que os feriados do carnaval representam pra'quela gente sisuda que acha que o país só começa a trabalhar depois do carnaval - felizmente, os feriados cumpriram-se ao que se propunham: lavar a alma do povo; permitir uma breve reflexão na quarta-feira de cinza sobre a ilusão da vida ou, ao contrário, sobre a importância de estar vivo e poder soltar as amarras, esquecendo os recalques nos embalos dos deus momo, para se arrepender na inexorável quarta-feira.
E, na melhor das hipóteses, nada fazer, ficar só ao deus-dará, esticando-se numa rede, lendo um bom livro, sonhando com anjos, tomando umas e outras, suspirando no colo da pessoa amada; ou simplesmente, restabelecendo as energias, esquentando os motores para, finalmente, começar o ano trabalhista, como na opinião dos antagonistas do ócio.
Há décadas que não brinco o carnaval; festa que, para mim, ao longo do tempo, mudou muito a sua feição, seus traços culturais, os seus sons e as suas emoções.
Ainda assim, o carnaval, com tudo o que lhe diz respeito, continuou arrastando multidões. E, parece-me, nos últimos anos, vem retornando aos seus ritmos originais, tradicionais. A cada ano, os blocos de frevo vem ganhando mais espaço nas ruas do país, a exemplo do Bola Preta no Rio, Galo da Madrugada em Recife, Muriçocas e Cafuçu em João Pessoa, que se consolidam cada vez mais, atraindo as novas gerações.
Particularmente, aprecio muito, muito mais o frevo do que o samba. E o axé - nem me fale - não suporto. Por enquanto, ainda não me sinto suficientemente preparada para retornar ao frevo [já fui foliana incondicional], preferindo, hoje, ir pra janela 'ver a banda passar'. Quem sabe, quando/se retornarem também os blocos nos clubes sociais; quem sabe, me arrisco ano que vem...
Por isso, preferi vir com a família para Natal. Pertinho de casa, estrada boa, tranquila, boa rede hoteleira, boas praias, bons restaurantes. O carnaval da cidade é pouco movimentado, observamos poucos blocos em alguns bairros da cidade (Pirangi, por exemplo), sob medida pra quem procura também outros movimentos ou só descanso.
Afinal, por esse comentário, pode parecer que a cidade fica vazia nesse período, o que não é verdade. Está cheia de turistas, os hotéis, praias e restaurantes estão lotados.
A prefeitura da cidade informou apoio a cinco polos carnavelescos em diferentes bairros da cidade, o que, aparentemente, não é visto pelo turista, devido à fraca repercussão. Os nomes dos blocos são, no mínimo, curiosos (mas isso faz parte de toda cultura carnavalesca): Banda do Siri, Zé Priquito, Cobra Coral, Só Nois, Seu Boga, As Raparigas, Baiacú na Vara, Suvaco do Careca, Q Fuxico, Piabinha, Pinto Pelado, Linguarudo, Kengo Tem, Psyu, Caixa D’Agua e Cheiro de Alecrim.
E como já falei outras vezes aqui, tenho uma antiga relação emocional com Natal, de quando, na década de setenta, morava alí pertinho, em Santa Cruz. Sempre me agrada voltar e voltar. Desfrutar das delícias do presente reaquecendo a memória do passado. E, relembrar passado de juventude, quando se tinha os pais vivos, a alegria e o amor ainda intactos, é sempre agradável a um velho coração.
Como somos visitantes habituais, há poucas atrações novas na cidade para nós. Na verdade, procuramos, na maior parte do tempo, refazer antigos percursos, fazer programas amenos, curtir praia, hotel, restaurantes, ruas da cidade.
Natal possui uma boa rede hoteleira, por isso, quando podemos, buscamos conhecer novas unidades. Desta vez, a nossa preferência foi pelo Hotel Porto do Mar. Alás, não foi realmente uma preferência; foi o único onde encontramos vaga e que possuía uma boa avaliação no TripAdvisor.
Mas já nos servimos do Pirâmide Natal, Visual Praia Hotel, Parque da Costeira, Golden Tulip Interatlântico. Pelo menos os mais recentes, Porto do Mar, Visual e Golden Tulip, estão em boas condições, e retornaríamos a qualquer um deles, sem restrições. Quanto ao Pirâmide e Parque da Costeira já faz mais de dois anos, não sei se ainda estão nas melhores condiçoes que encontramos.
A avenida que podemos ver na foto à frente do hotel é a famosa Via Costeira, cujo nome oficial é Dinarte Mariz, uma avenida repleta, obviamente, de hotéis de médio e grande porte. Um pouco além da avenida podem-se visualizar as dunas que tanto caracterizam a paisagem de Natal.
O hotel situa-se na Av. Senador Dinarte de Medeiros Mariz, 455, Parque das Dunas, Via Costeira, Natal.
Numa avaliação pessoal, não é um hotel de luxo, mas é bom, recomendo, e voltaria a me hospedar nele. Os pontos fortes do hotel são: aconchego, atendimento excelente dos seus funcionários nos quesitos limpeza, governança, recepção, restaurante, sempre atenciosos, simpáticos; café da manhã variado, com frutas frescas em boa quantidade e qualidade; uma sopinha quente e deliciosa, de legumes ou de cebolas, para fechar o dia; os jardins são bem cuidados; na lateral do nosso ap tinha uma varanda com bela vista para o mar; e, do final do corredor, que é uma varanda imensa, podia-se admirar a linda alvorada, um sol imenso a se derramar generoso sobre as espumas brancas de um mar bravio que batia e rebatia nas rochas escuras; hotel ótimo para descanso, pois fica bem afastado do agito de Ponta Negra; a piscina é grande, limpa e de boa profundidade.
Não obstante... vale apontar algumas restrições: o hotel se localiza numa área distante da praia de Ponta Negra, o point de maior agito da cidade, onde estão os melhores bares e restaurantes - ideal para quem vem de carro ou participa de excursões, pois o deslocamento de táxi, a partir do hotel, encarece muito a viagem; rede wi-fi é paga e cara, pagamos R$100,00 pelos cinco dias de uso da internet; nosso ap ficava frequentemente infestado de incômodas formigas, aquelas miudinhas, que não podiam ver doce e chocolate, e invadiam insolentemente o nosso notebook; o restaurante à hora do café, ou seja, a partir de determinada hora, não lembro qual, era um transtorno, ficava lotado, com fila na porta, faltavam mesa, pratos, copos e talheres pra tanta gente.
[As imagens acima são do site oficial do Hotel Porto do Mar.]
Flagrantes dos nossos passeios em Natal
Imagem de Iemanjá, postada num ponto de agito, em plena Praia do Meio.
Fortaleza da Barra do Rio Grande, mais conhecida como Forte dos Reis Magos, fundada em 1599, ao lado da barra do Rio Potengi, e próximo à Ponte de Todos. Uma vista aérea permitiria ver sua forma poligonal.
Abaixo, a Ponte Newton Navarro, mais conhecida por Ponte de Todos:
Gostaria de tê-la fotografado ao por-do-sol, mas as condições do tempo variavam muito de sol claro a nublado, com nuvens carregadas.
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De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.
[Sophia de Mello Breyner]
Final da tarde de ontem, na via Costeira, em Natal. As águas são de um azul marítimo, profundo, com ondas enfurecidas; mas, ora ostentam também um verde cinza, com águas mansas, quase em repouso.
Aqui a chuva tem caído todos os dias, em intervalos assistemáticos. Quando acontece um sol forte, vem acompanhado daquele calorão e, então, pode ter certeza: will rain a sunny day, como se quisesse o inverno irromper-se.
O tempo transmuta-se para um cinza melancólico e frio, cobre mar e céu de névoas e brumas, uma chuva repentina lava os canteiros e os bueiros, alagando ruas, tornando-as intransponíveis. É um fenômeno intenso e lesto. Logo mais, em minutos será verão outra vez, volta o calor insano que pede abanos e ares condicionados - e, quem dera, nessa hora, ao menos, uma leve brisa de aracati!
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Às voltas com o planejamento das viagens [adoro a viagem do planejamento], sempre , sempre, garimpo informações aqui e ali, nos blogs oficiais e em outros nem tanto; mas, que me dão também a exata noção de que cada viagem é sempre um aprendizado. Até mesmo para os mais escolados, o aprendizado dá-se, na maior parte das vezes, pelas informações compartilhadas, e como também pela crítica que fazemos dos erros e dos micos que, tanto nós como o os outros, cometemos.
Como em todos os contextos desta vida, a internet e o google, tem sido as ferramentas mais valiosas para a garimpagem dessas informações. Sem ela, sei não... Valorizo muito também os guias impressos, que nem sempre são fáceis de conduzir, pesando na mala e na bolsa.
Agora, por exemplo, vejo que o site Froommer's publicou uma lista básica de 10 dicas úteis do que não se deve nem pensar em usar ou vestir em viagens.
A primeira delas é a famigerada pochete. Você ainda usa essa incômoda bolsinha? Pois a pochete é um dos acessórios mais abomináveis. Assim como as sandálias com meias. Sapatos com saltos agulha também são um risco, um perigo e atentado ao bom senso. Crocs, então, foram feitos para serem odiados e escondidos embaixo da cama.Tênis brancos, além de fazerem os pés parecerem maiores, expõem cada detalhe de sujeira. Também os shorts e outras roupas curtas e decotadas devem ser evitados. Imagine que alguns templos religiosos não permitem roupas curtas, assim como não permitem a entrada de turistas com os ombros nus. Providencie logo um xale ou bolero, se não quiser abrir mão do seus decotes. Roupas e acessórios cravejadas com botões e tachinhas de metal podem atrasar a fila e trazer transtornos nos postos de controle de segurança dos aeroportos. Vestir maiô em vez de biquini é a atitude mais acertada, se o destino são as praias da Europa, Ásia, Austrália, ou no Oriente Médio.
Foi dado o recado. Não pague esses micos.
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Quando se abre na manhã,
rubra como sangue está.
O orvalho não a toca
com medo de se queimar.
Aberta à luz do meio-dia
é dura como um coral.
O sol assoma nos vidros
só para a ver fulgurar.
Quando nos ramos começam
os pássaros a cantar,
e quando a tarde desmaia
nas violetas do mar,
torna-se branca, tão branca
como uma face de sal.
E logo que a noite toca
brando corno de metal,
e as estrelas avançam
enquanto se esconde o ar,
no risco fino da sombra,
começa-se a desfolhar.
[Rosa Mutável. In: Trinta e seis poemas e uma aleluia erótica, Federico Garcia Lorca]
Imagem:
Rosa captada por minhas lentes no jardim do Forte de Copacabana, junto ao altar de Santa Bárbara.
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Pescador da barca bela,
Onde vás pescar com ela,
Que é tão bela,
Ó pescador?
Não vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Ó pescador!
Deita o lanço com cautela,
Que a sereia canta bela...
Mas cautela,
Ó pescador!
Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela
Só de vê-la,
Ó pescador!
Pescador da barca bela,
Inda é tempo, foge dela,
Foge dela,
Ó pescador!
[Barca bela - Almeida Garrett]
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Posted at 21:01 in Flores, Fotografia, Lugares, Rio de Janeiro, Viagem | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
Posted at 16:33 in Brasília, Fotografia, Fuleiragem, Humor, Lugares, Viagem | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Você já foi conferir no CCBB Rio, a exposição INDIA Lado a Lado?
Hoje é o último dia e o CCBB ficará aberto até meia-noite.
Ontem, mais de 10.000 pessoas visitaram esta exposição que já ultrapassou a marca de 600.000 visitantes.
Eu vi a exposição em dezembro, adorei, e, se pudesse, iria de novo.
Posted at 17:41 in Arte, Cultura, Moda, Música, Rio de Janeiro | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Notícia ruim, que a gente não gostaria de ter que dar; mas, se dermos, estaremos ajudando a denunciar a praga que se alastra por cidades e vilas, sem distinção. As drogas já são caso de calamidade pública. Aquilo que víamos na cracolândia de São Paulo, como um caso à parte, já é - num processo incrivelmente rápido - uma desolação geral em pequenas cidades do interior do nosso Estado.
A edição de hoje do jornal Correio da Paraíba diz que "a Paraíba já tem 'cracolândia' e internações por usuários de drogas crescem 600%". A Confederação Nacional de Municípios (CNM) informa que João Pessoa, Campina Grande, Patos e Sousa (minha cidade) tem, pelo menos, 25 áreas que concentram o tráfico e o consumo de drogas. Das 164 cidades paraibanas pesquisadas, 133 (81%) posssuem circulação do crack. Cabedelo, Itabaiana, Pilar, Ingá, Santa Luzia, Patos, Sousa e Itaporanga estão entre as que apresentam alto nível de consumo da droga. João Pessoa, Santa Rita, Campina Grande, Soledade, Picuí, Uiraúna e Cajazeiras estão no nível considerado médio.
"Cerca de 80% dos internos por drogas ilícitas que chegam a esse local [Casa de Saúde São Pedro] são dependentes de crack. A chamada 'pedra da morte' rende aos traficantes até 500% em lucros, segundo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes de João Pessoa."
Essa praga deixa de ser um problema unicamente de polícia, mas passa a ser também um problema de saúde pública. As políticas públicas em nosso Estado estão atrasadas com poucas alternativas de tratamento, informação e assistência à população. Os investimentos em saúde, precisam estar integrados no combate ao tráfico de drogas no campo da segurança pública.
As recomendações da CNM é que as ações devem ser contínuas; começar pela infraestrutura dos locais, como limpeza e iluminação; presença ostensiva da polícia; estrutura para atender à demanda, antes de realizar este tipo de operação.
Informações da Secretaria Estadual de Saúde
Existem 71 CAPS - Centro de Assistência Psicossocial*:
- 8 com foco em álcool e drogas (Cabedelo, Cajazairas, Campina Grande, Guarabira, Patos, Piancó, Sapé e Sousa);
- 1 (no bairro da Torre, em João Pessoa) tem autorização para receber pacientes de todo o Estado. Sua capacidade máxima é de apenas 14 leitos, sendo 12 para homens e dois para mulheres.
Em João Pessoa, existe o Complexo Juliano Moreira, com uma ala de 16 leitos para dependentes químicos.
* Em outra fonte, o Governo informa que a "PB é primeira em número de CA no Brasil, com 68 serviços implantados."
Posted at 12:34 in Cotidiano, João Pessoa, Lugares, Qualidade de vida, Saúde | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Posted at 15:57 in Fotografia, João Pessoa, Meio ambiente, Natureza | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Quando fiz a foto, lembrei demais da poesia.
"Se ao menos soubesses tudo o que eu não disse
ou se ao menos me desses as mãos como quem beija
e não partisses, assim, empurrando o vento
com o coração aflito, sufocado de segredos;
se ao menos percebesses que eram nossos
todos os bancos de todos os jardins;
se ao menos guardasses nos teus gestos essa bandeira de lirismo
que ambos empunhamos na cidade clandestina
Quando as manhas cheiravam a óleo e a flores
e o inverno espreitava ainda nas esquinas como uma criança tremendo;
se ao menos tivesses levado as minhas mãos para tocar os teus dedos
para guardar o teu corpo;
se ao menos tivesses quebrado o riso frio dos espelhos
onde o teu rosto se esconde no meu rosto
e a minha boca lembra a tua despedida,
talvez que, hoje, meu amor, eu pudesse esquecer
essa cor perdida nos teus olhos."
(Joaquim Pessoa)
Localização:
Plataforma do teleférico do Pão de Açúcar, Rio de Janeiro, RJ.
Posted at 23:37 in Fotografia, Poesia, Rio de Janeiro | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Quinta-feira é sempre dia de muita inspiração e flores para mim.
A maioria delas, tenho publicado lá no Flickr.
Capturei esta rosa charmosa no jardim do Forte de Copacabana, junto ao altar de Santa Bárbara.
Para arrematar, vai um um verso de Fernando Pessoa.
Os críticos podem dizer que
determinado poema, longamente ritmado,
não quer, afinal, dizer senão que o dia está bom.
Mas dizer que o dia está bom é difícil, e
o dia bom, ele mesmo, passa.
Temos pois que conservar o dia bom em
memória florida e prolixa, e
assim constelar de novas flores ou de
novos astros os campos ou os céus da
exterioridade vazia e passageira.
[F. Pessoa]
Posted at 13:26 in Flores, Fotografia, Natureza, Poesia | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)