a derramar-se em chuva,
medite na colheita farta
que chegará do campo e
na beleza das flores que surgirão no jardim.
Do livro: Sinal Verde F. C. Xavier-André Luiz
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Retwittei esse vídeo, lá do Sílvio Meira @srlm , e surtei com a beleza de síntese e de poesia representada nas imagens que “caminham” através do tempo, como um “atlas vivo”. Foi criado pelo diretor e compositor Kenji Williams, que o vem apresentando, desde o ano passado, na Europa, EUA e Japão. A música, new age, é tocante, a linguagem é poética, conquanto, o impacto da destruição é visivelmente cruel. Confiram.
Posted at 14:25 in C&T, CT&I, Cultura, Música, Natureza, Poesia, Tecnologia, Viagem, Vídeo | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Recomendado pelo filhão @elpippe que tuitou as "imagens e texto estupendos"; o "Melhor Texto Que Carl Sagan Nunca Escreveu":
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Sutiã que vira duas máscaras de gás, uma técnica de fazer diamante a partir da tequila, a descoberta de que vacas com nomes produzem mais leite do que vacas anônimas, bactéria extraída das fezes de pandas gigantes para reduzir o lixo da cozinha, estsão entre as descobertas agraciadas com o prêmio IGNobel, aquelas "primeiro fazem as pessoas rir e depois pensar".
Via: Blog do Le Monde
Posted at 13:48 in C&T, CT&I, Cultura, Personalidades, Qualidade de vida, Saúde, Tecnologia | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
A biografia e a obra musical de Mercedes Sosa, agora, mais do que nunca, devem desfiar como símbolos e registros de muitas relembranças de luta, resistência, clandestinidade. Seu legado sonoro-social fluirá por longo, longo tempo ainda, animando as memórias excluídas, exiladas e anistiadas.
Gracias a la Vida (de Violeta Parra) é uma referência indelével de uma época na voz de Mercedes Sosa.
Tenho guardado, ainda hoje, como uma relíquia, o vinil Cantata Sudamericana - porquanto, agora deve virar peça rara de museu.
E olha que nas páginas da vida não tenho escrito uma simples linha de qualquer atividade política que seja, mas aprendi a reconhecer e respeitar quem escreveu com lágrimas e sangue a história da democracia na América Latina.
Up-to-date: Ao contrário do que se anunciou pela mídia - internet e rádio - Mercedes segue, com esperança da familia e de seus milhares de fãs, lutando pela vida, apesar de péssimos prognósticos. Peço desculpas aos leitores pelo vacilo e impulso de replicar uma twittada sobre uma informação não oficial que não procedia. Sorry...
Posted at 22:25 in Arte, Cultura, Cultura popular, História, Música, Personalidades | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Texto extraído do livro "Tempo e Contratempo", Edições O Cruzeiro - Rio de Janeiro, 1954, pág. sem número, publicado com o pseudônimo de Vão Gogo.
Via: Releituras
Posted at 22:57 in Poesia | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Cem brasileiros de diferentes perfis socioeconômicos, representando as regiões do país, consultados sobre questões críticas das mudanças climáticas, defenderam 3 pontos:
O grupo brasileiro está entre os 39 de diferentes países que responderam à pesquisa do Comitê Dinamarquês de Tecnologia. Em dezembro, na reunião da ONU sobre mudanças climáticas, Copenhague, capital da Dinamarca, será definido um novo acordo climático global para o pós-2012, quando termina o primeiro período de compromisso do Protocolo de Kyoto.
Via: Agência Brasil.
Posted at 22:00 in C&T, Meio ambiente, Qualidade de vida | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Eu só sei cortar mato de enxada,
amansar burro brabo e fazer broca,
dar solfejos com flauta de taboca,
tirar leite rompendo a madrugada,
meu cardápio é queijo com coalhada,
rapadura batida com feijão,
já botei muita água de galão,
enchi pote com água de barreiro.
Sou poeta, matuto e violeiro,
só conto histórias de sertão.
Helio Crisanto.
Posted at 23:57 in Cultura popular, Poesia | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Há dois anos, passaram-me este questionário para que eu respondesse. Esse, me deu o que recordar. Revirei o baú das velhas memórias. Algumas, não tinham mais qualquer vestígio de lembrança. Mas, com essa listinha, algumas bem medievais foram resgatadas direto do túnel do tempo.Como tenho uma mania recorrente de revirar baús e relembrar o passado (ótimo exercício para combater o alzheimer, conservar os neurônios funcionando e manter acesa a chama da amizade e das boas lembranças), prontamente publiquei no feito em casa.
O interrogatório provocou-me muitos lampejos de saudade, tanto de coisas que realmente vivi, como de outras que só conheci pelos meus pais e tios, ou de ouvir falar.A foto vintage, surrupiei do Flickr minha amiga Solange C, que tem coleção bacanérrima.
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Vale a pena fazer o Teste de DNA com quem não tem
vergonha de sentir saudade. Aqui, não excluí as generalidades daquelas
domésticas, relacionadas com comidas, bebidas, remédios.
"Se você der risada na maioria das questões, é sinal que sabe muito bem do que estamos falando.
Responda com sinceridade.
Você já tomou Q-Suco?
R. E como
tomei. De morango, groselha, uva. Levava pro colégio, numa garrafinha
de plástico, da minha lancheira. E, no ginásio, quando organizávamos
festinhas, vendíamos Q-Suco e salgadinhos nas feiras livres para
arrecadar a grana que precisávamos para pagar o conjunto (que era a
banda), vigilantes, etc.
Você bebia Grapette?
R. Sim, lembro vagamente que era contemporânea da Crush.
Sua primeira bebida alcoólica foi Cuba Libre?
R.
Nunca fui de tomar bebida alcoólica. Pode parecer mentira, mas vim
provar cerveja e cuba libre aos 25 anos, quando já era quase demodé.
Já comeu goiabada cascão?
R.
E como! Ainda hoje. Não sou fã de carteirinha; meu marido come bastante
e, por conta de sua presença constante em minha prateleira, às vezes,
tiro umas lasquinhas.
Você tomou leite que vinha em garrafa de vidro com tampinha de alumínio?
R.
Tomava, e comprava, levando a garrafa ou um balde de plástico. Também
tomei muito leite ainda quentinho, espumoso, tirado da vaca na hora,
diretamente no curral. Meus avós vendiam leite e eu os ajudava a encher
as garrafas. Vi muitas crianças da roça tomando leite em mamadeiras
adaptadas de garrafinhas de guaraná, em cujo gargalo colocavam uma
borracha para sugar o leite.
Já tomou Cibalena?
R. Yes. E Cibasol também ;)
Tomou Biotônico Foutoura?
R. E também Emulsão Scott. arrrgghhh!
Você cuidou de suas espinhas adolescentes com pomada Minâncora?
R. E também com Acnase e Anti Sardina (essa é bem das antiiigas).
Sua mãe usava Violeta Genciana para cuidar de seus machucados?
R. Não, minha mãe sempre teve mania de Iodex e Vick Vaporub (ela ainda usa até nos machucados!).
Seu pai usava aparelho de Gillete com lâminas removíveis?
R.
Lembro de meu avô usando navalha e de meu pai fazendo a barba com
Gillete. Durante muito tempo, eu depilava as pernas com essas lâminas.
Fazia ponta de lápis.
Sua mãe usava Leite de Colônia?
R. Ela,
minhas tias e eu. Usávamos também Leite de Rosas e Creme C da Ponds.
Achávamos a fragância deliciosa. Hoje, não suporto. Não sei se o cheiro
mudou ou foi meu olfato degenerou.
Você jogava bilboquê?
R. Não vi muita graça nesse brinquedo. Nem sabia que tinha esse nome.
Usava tampinha de guaraná para fazer distintivo de polícia?
R. Usava as tampinhas para brincar de chibiu ou fazer pratinhos quando brincava de casinha.
Soltava bombinha de quinhentos,em época de festa junina?
R. Eu me amarrava, mas a quantidade que recebia era muito limitada. Ficava tão triste quando acabava...
Brincou de queimada?
R. Muito, muito, muito.
Você assistia a Perdidos no Espaço?
R.
Não gostava desse seriado. Já Viagem ao Fundo do Mar, Rin-Tin-Tin e os
faroestes, no cinema, eu nunca perdia. E os cinemas tinham cortinas!
Você usou Glostora?
R. Usei, e me faz lembrar os puxões de cabelo que minha mãe me dava, quando me fazia os rabos de cavalo. Usei também Eucalol.
Você sabia de cor a música de Bat Masterson?
R. De cor, não, mas a melodia (que, naquele tempo, chamávamos de introdução) é inesquecível.
Sabe quem foi Phantomas?
R. Não.
Quem foi Ted Boy Marino?
R. Lembro que ele praticava uma luta chamada telecatch, mas nunca curti isso não.
Você assistia ao Repórter Esso?
R. Lembro, mas à época não era muito ligada em telejornais.
Assistia ao Toppo Giggio?
R. Pois, sim. Ele virou mania nacional. Tinha um bordão, mas não consigo lembrar qual era.
Assistia Vila Sésamo?
R. No tempo do Vila, eu só queria saber de namorar.
Você sabe quem foi Jonhnny Weissmuller?
R. Quem foi?...
Assistiu ao Vigilante Rodoviário?
R. Nunca.
Sabe quem foi Odorico Paraguassu?
R. Esse, sim. Construiu um cemitério e queria, a qualquer custo, inaugurá-lo, mas ninguém morria. rs
Você se lembra o que era compacto simples e o que era um compacto duplo?
R. Odiava o campacto porque a música acabava logo. Meu negócio era longplay,
ou, simplesmente LP. Tinha muitas músicas e demorava a acabar. Dava
para dançar um tempão, sem parar. Huuum, que saudade da minha radiola
portátil...
Você já teve um Bamba?
R. Claro, e calça faroeste e US Top.
Se lembra do Vulcabrás 752?
R. Era parte do uniforme do colégio. Um horror, aquele sapato.
Você usava japona?
R. O que é japona? Sandália japonesa?
Quando estudava, os graus eram: primário, admissão,ginásio e científico?
R. E Clássico, normal e pedagógico.
Você chamava revista em quadrinhos de gibi?
R. Ainda chamo, ué.
Sua mãe tinha caderneta no armazém?
R.
Ainda tem. Ela mora no interior, onde se compra mais em mercadinhos,
mercantis ou bodegas. Mas, já foi seduzida pelos supermercados.
Já andou de Simca Chambord?
R. No Simca do pai de Vandelúcia, uma amiga de infância. Seu pai trocava de carro todo ano.
Conheceu o Aero Willys?
R. Conheci o do pai dessa amiga. Meu pai teve uma Rural Willys.
E o Kharman Guia?
R. Um carinha que me paquerava tinha um vermelho. Como eu não gostava do sujeito, detestava também o carro. rs
Já andou de Vemaguete?
R. Andei no carro da mãe de Clélia, uma amiga de adolescência. Eu achava o máximo ver uma mulher dirigir.
Já usou gasolina azul no seu carro?
R. Não. Lembro, assim, de ouvir falar...
Sua mãe usava cera Parquetina ?
R. E também a Cachopa, a Beija Flor. Como odiava encerar a casa!
Você se lembra do sabão em pó Rinso?
R. Era o Omo de hoje.
Da televisão com seletor de canais rotativo?
R. O da minha casa era Colorado, P&B.
Sua mãe usava bombinha de laquê de plástico?
R. Ela desfiava o cabelo e fazia penteados armados, graças a esse laquê.
Ela chegou a usar meia com risca atrás?
R. Me too.
E anágua?
R. Tive duas lindas. Adorava exibí-las! E as deixava um pouco à mostra, sob a barra da saia, dando aquele "lance".
Se você respondeu SIM, para, pelo menos, 30% das questões, está confirmado seu DNA.
'DNA: Data de Nascimento Avançada.'
Não jogue sujo !!!
Você deve ter respondido SIM, a, pelo menos, 99% das perguntas.
Então, você não tem problemas de DNA...
Você teve o privilégio de viver tempos maravilhosos..."
Posted at 22:43 in Comportamento, Cotidiano, Cultura, Cultura popular, Fuleiragem, Saudade | Permalink | Comments (2) | TrackBack (0)
Posted at 23:45 in Cotidiano, Fotografia | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
Venho do Twitter trazendo uma demanda/oportunidade:
alguém tem uma idéia envolvendo mídia cidadã voltada para comunidades locais e precisa de patrocínio?
Acessem Knight Foundation - News Challenge.
Posted at 20:42 in CT&I, Tecnologia | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Querem saber?
Dizem que existem os amigos, como existem também os malas que perguntam pela sua tese.
Os amigos são os que lhe convidam pras baladas, pra beber, curtir, levar um papo, lêem os seus rascunhos. Os chatos são os que vivem a lhe perguntar quando termina, vivem lembrando os prazos, com olhar crítico se o encontram em outro lugar que não seja frente ao computador, que censuram se o vêem ligado no orkut, msn, blogando, twittando, olhando e-mails...
Por mais que amigos e malas ainda cruzem o meu caminho, depois de perrengues, brecadas e aceleradas, continuo nessa estrada. Nem adiantou muito me fingir de morta para o mundo. Estourei todos as previsões e prazos acertados com o orientador e com minha consciência, já rezei pra todo santo destrancador de tese, e continuo por aqui, quebrando a cabeça.
Podem falar que sou uma lesma. Nem escuto mais xingamentos ;)
Mas, como dizem que "um dia" acaba, claro que também vou sair dessa.
As razões para o atraso? Todas que puderem imaginar: os trancos e os barrancos, o cansaço, mudança de tema, lentidão na leitura dos textos estrangeiros, branco total, sono pelas noites maldormidas, doenças, tédio, depressão, paralisia, preguiça... Passaria dias falando sobre os diferentes estados de espírito por que passei, incluindo aqueles de alto astral e inspiração... Sim, estes também têm contado...
Gosto do que estou escrevendo, do tema, da literatura, e dos resultados parciais obtidos.
O processo criativo é que nem sempre é prazeroso. Durante a travessia, tanto há momentos e atividades chatos, como muitos lances engraçados e de prazer.
O que é maçante: escrever, escrever, ler, reler, encontrando sempre erros e eros, ou a falta de alguma coisa, mais um autor pra citar, onde já há trocentos; pensar, pensar, retornar ao texto, nem sempre produzir, sentir-se culpada, e continuar, pensando...; citações, bibliografias e rodapés - o repeteco do nome do autor; fazer a citação e esquecer de anotar a página; fazer tabela, também é chato pra caramba; as implicâncias do parceiro - pricipalmente quando não é da área acadêmica - e sua compreensão a respeito do que se está produzindo, as cobranças; o surto quando o orientador cobra o que ainda não foi feito, e a gente fica, assim, hã?..., com cara de paisagem... Tudo isso merece até ser tema de tese.
O que é gratificante (não gosto dessa palavra): é a consciência da nossa capacidade de desenvolver um pensamento crítico sobre o campo de nosso interesse; ver e sentir o processo como um parto e a tese como um filho; a autonomia para falar o que pensamos sobre o que tema; já ter defendido - penso - é o mais gratificante. Se tiver sobrevivido.
Já ouvi alguém dizer que escrever tese, é um processo masoquista. A minha opinião é que, se fazer pós-graduação for uma necessidade pessoal, uma decisão inarredável, é bom que o faça o mais cedo possível, quando se é solteiro, sem filhos, sem um casamento, uma casa pra administrar, contas para pagar.E os malas... esses, a gente deixa a vida inteira falando sozinhos... afinal, como diz Mário Prata, "tem tese que não acaba nunca, que acompanha o elemento para a velhice", porque depois tem a publicação da tese, em seguida pode vir outra tese....
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O texto de Mário Prata Uma tese é uma tese descreve, de forma bem humorada, os percalços de uma tese.
Posted at 21:27 in C&T, Comportamento, Cotidiano, Leituras | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Posted at 23:17 in Amigos, Cotidiano, Família, Fotografia | Permalink | Comments (5) | TrackBack (0)
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Entre uma pausa e outra para o recreio, venho conferir a performance de Dira Paes no novelão das oito: make up, saliência, trejeitos, enxerimentos. Nos diálogos, então, ela já chega matando...putz! Você não vale nada, mas eu gosto de você / Eu só queria saber por que...
Posted at 22:35 in Celebridades, Cultura, Feminino | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Num palácio, em Montevidéo, Uruguai.
De costas para a Pirâmide da Lua. Teotihuacán, México.
Em Taxco, no México - cidade antiga, onde se produzem as mais lindas jóias com a melhor prata do mundo.
No Castelo de Chantilly, na França.


Sanctuaire Gallo-Romain de Champlieu, nas imediações de Compiègne, numa estrada antiga que liga Sanlis a Soisson (na França).
É uma delícia passear em Amiens, principalmente, à noite, ou papear e bebericar nos seus restaurantes e cafés à beira do romântico
cais.
Nos jardins do Castelo de Compiègne, França.
Em Montpellier, no sul da França.
E com os Amigos que dão sentido a nossa vida.
Embora estes novos tempos não estejam para brincadeiras - recessão, pandemias, instabilidades climáticas - não arrefece em mim aquela falta, aquela vontade de viajar por aí, de, literalmente, pôr os dois pés na estrada.
Em tempos bicudos e com uma tese que não fecha, vejo o tempo passar celeremente e escoar por entre os dias e as noites mal dormidas.
O confinamento, mesmo por uma boa causa, tende a ser opressor, se não vislumbrar um crescimento mais adiante. Não fosse a luz que vejo no fim do beco, já teria pirado no meio dessas pilhas de livros e papéis amarfanhados. O estudo, e o esforço para compatibilizar o trabalho e as circunstâncias domésticas, é uma luta renhida, e cujo fim parece longínquo. Mas, sempre no final, a gente sabe, o esforço é compensador.
Deixe estar que, muito em breve, passarei a limpo toda essa história, os detalhes desta empreitada, os sumiços do blog, da vida social, os aperreios e a grande satisfação interna de ver um "filho/a" ser gerado.
Para aqueles que já enfrentaram a maledita deve ser uma história comum e repetida. Para quem não viveu ou ainda planeja tal coisa em sua vida, talvez se interesse por esse processo.
De modus que eu não poderia estar mais sedenta de sair um pouco dessa rotina, de viajar, de rever cores e matizes diferentes, de aspirar a brisa promissora da civilização, curtir a família comme il faut, e de correr pros abraços dos ausentes.
Bom. Essa ansiedade repentina, não vem assim, sem mais nem menos.
Depois de ter sido obrigada, premida pelas ameaças de inundações nesta casa, com as chuvas e infiltrações constantes (problemas bem comuns da zona praieira onde moro) comecei a tarefa de digitalizar os álbuns, principalmente os mais antigos. Não poderia haver uma hora pior para fazer isso, já que os prazos da tese estão se esvaindo. Enfim... não tive escolha. O mofo, a umidade estão destruindo todas as nossas lembranças.
Em dois dias, correndo atrás do preju, digitalizei cerca de duzentas fotos, inicialmente, daquelas viagens memoráveis. Decidi começar pelas mais antigas e que ainda possibilitavam uma relativa visualização. Mas, muitas imagens já foram definitivamente perdidas.
E você, caríssimo leitor, apesar da nova paixão pela maquininha digital, quando vai reconhecer que aqueles álbuns, produtos da sua rolley flex, largados no fundo do armário, ou dispersos entre as dezenas de gavetas, precisam ser resgatados, despertados e preservados? Verifique se não desbotaram, perderam a cor... Não é só a umidade que corrói as nossas lembranças, mas o esquecimento, a indiferença pelas nossas experiências e bons momentos da nossa própria existência. Nem tanto pelo apego ao passado, mas devido ao grande valor que repesenta o registro das nossas vidas. Afinal, é aí que reside também a história do nosso futuro.
Fotos: Mais, da curtição de digitalizar o analógico, os Amigos podem ver no Facebook.
Paris - a mais das mais, merece um post à parte.
Posted at 17:35 in Amigos, Fotografia, Lugares, Saudade, Viagem | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
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É filhote do outro filho. Tem oito meses e porte médio, nem grande nem pequeno. Devora a ração, mas prefere morder e enterrar o osso. Enterra até nos jarros de plantas. Inquieto, traquina, brincalhão, expressivo, comilão. Amigável, não estranha os estranhos. Vez por outra, porém, sem ter nem pra quê, cisma de latir pra desconhecidos. Elegante, clássico (tem nome inspirado na mitologia), vive maquiado, mas é de cauda empinada e da pá virada, destruidor, teimoso - quando se fala com ele, ele se finge de surdo, só escuta o que lhe convém. Acrescente-se a lista de estragos: uma rede detonada; um casaco de frio rasgado, imprestável; um celular quase devorado; uma almofada toda mordida; uma cadeira de vime desfiada; a ração do Xano sempre ameaçada. Foge do mata-mosca como o diabo foge da cruz. Sabe quando apronta, corre em rodopios e passa pitu em todo mundo. Seu maior talento, entretanto, é a chantagem, quando meneia a cabeça, faz a cara triste de cão rejeitado. Fujão, passou quase duas semanas fora de casa, trouxe consigo magreza, anemia, infecção e carrapatos. A conta da farmácia é o obstáculo para o tão necessário adestramento do bebê trapalhão.
Posted at 21:36 in Cotidiano, Família, Fotografia | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
Posted at 20:35 in Fotografia, Lugares, Natureza | Permalink | Comments (2) | TrackBack (0)
"Hiltinho Japa quebrou Mariana Boto no pau e ficou por isso mesmo".
Faço coro com toda a comunidade pessoense - que clama na internet pela Lei Maria da Penha, indignada com esta estúpida agressão -, e com Tião Lucena, destacando aqui a minha admiração por esta denúncia pública e pela "não subordinação aos poderosos". Até este momento, mantêm-se silentes e omissas as entidades e instituições guardiãs dos direitos das mulheres.
Posted at 22:47 | Permalink | Comments (2) | TrackBack (0)

Precisa sair pra balada e deseja aquele visu das celebridades, d'olhos arrebatadores... mas não sabe nem pegar no pincel? Veja aqui o passo-a-passo de como alcançar o look das estrelas, usando "sombras barateeenhas, porém dignas" - como diz a autora.
Posted at 19:58 in Feminino | Permalink | Comments (2) | TrackBack (0)
Aficionada como sou pelos resultados dos achados arqueológicos e, muito mais, quando se tratam de obras raríssimas, ou melhor, de relíquias, dei pra ficar "viajando", realmente, nessa notícia.
Autoridades do norte de Chipre acreditam ter encontrado uma versão antiga da Bíblia escrita em Siríaco, um dialeto da língua nativa de Jesus. O manuscrito foi encontrado em uma busca policial sobre suspeita de contrabandos de antiguidades. A polícia cipriota acredita que o manuscrito teria cerca de 2000 anos. Especialistas disseram que o uso de caracteres ouro sobre o manuscrito data de mais de 2000 anos. Mais informações estão no Yahoo!News
O difícil, para leigos, como eu, é separar o joio do trigo. Uma idéia para acompanhar as investigações é seguir fontes seguras e oficiais que reflitam e questionem os achados.
Posted at 13:57 in C&T, Cultura, História, Publicações | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Há quem veja nesta obra uma aberração.
Eu só queria saber por que. Se diz respeito aos padrões arquitetônicos e/ou artísticos ou, simplesmente, à visão de quem, politicamente, não concordava com a construção deste monumento na ponta do Cabo Branco. Ouvi críticas quanto aos vacilos dos mentores da obra no atendimento aos padrões de conformidade da acessibilidade. De resto, vejo muita beleza e utilidade pela sociedade.
Foto: Detalhe da torre-mirante da Estação Cabo Branco de Ciência, Cultura e Artes, de João Pessoa.
Veja também foto de Sonia Furtado.
Posted at 14:47 in Arte, C&T, Fotografia, João Pessoa, Meio ambiente, Natureza, Tecnologia | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Posted at 14:31 in Família, Fotografia, João Pessoa, Lugares, Saudade | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Posted at 00:49 in Família, Fotografia, João Pessoa, Saudade | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Divido o que conheço
De um lado é o que sou
Do outro quanto esqueço.
Por entre os dois eu vou.
Não sou nem quem me lembro
Nem sou quem há em mim.
Se penso me desmembro
Se creio, não há fim.
Fernando Pessoa
Imagem: O Pilha Blogs
Posted at 00:10 in Arte, Blogs, Citações, Fotografia, Poesia | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
2008 perdeu-se na poeira da estrada.
Não ousei fazer balanço algum, nem lista de prioridades.
A sombra de uma perda já foi suficiente pra obscurecer o brilho dos ganhos - que nem foram tantos. Sem falar que não se pode quantificar perda ou perdas que, no singular ou no plural, já são incomparáveis.
As que doem mais, na verdade, são aquelas de gente e bichos amados.
Nem tenho competência pra falar da dor de perder a minha mãe, que, por ser tão profunda e complexa, as palavras soam inúteis, inexpressivas em seu real sentido e dimensão.
Estou falando de amor, pois sei que nem todo filho é filho de uma mãe.
Órfãos sabem o sentido de uma despedida sem retorno.
Lares são desfeitos; os dias eternizam-se numa tarde cinza; as luzes esmaecem; não há mais risos de felicidade, só de conformação; não há mais o prazer da presença, nem presença que preencha o quarto vazio, a quietude que inquieta, o silêncio dos gestos, das palavras. A falta. O nada. Só a dor da perda e a saudade sem remédio, sem esperanças.
A inescapável certeza de que nunca mais se vai correr para o abraço.
Sofri grandes decepções e perdas de pessoas. Mas, pelo menos uma, seguiu o curso natural da vida. Foi buscar a felicidade, suas melhoras, seu destino.
Dois pets eu perdi no mesmo ano. Depois de dar abrigo, casa-comida-e-roupa lavada, criar laços, saíram, assim, sem mais nem menos, deixando-me de coração partido.
Por essas e outras, 2008 já foi tarde.
Posted at 23:55 in Cotidiano, Família, Saudade | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Texto de Adelia Borges:
"Janete Costa faleceu ontem, dia 28 de novembro, em Olinda, depois de longa enfermidade. Nascida em 3 de junho de 1932 em Garanhuns, PE, Janete formou-se em Arquitetura no Rio de Janeiro e desenvolveu uma carreira marcada por grandes contribuições nos campos da arquitetura de interiores, design expositivo, design de produtos e divulgação da arte popular e do artesanato brasileiros.
Casada com o arquiteto pernambucano Acácio Borsoi, Janete teve uma vida sempre rodeada de pessoas.Teve três filhos do primeiro casamento – Lucia, proprietária da galeria Amparo 60, em Recife; e Claudia e Mario Santos, arquitetos, residentes no Rio de Janeiro - e uma filha do casamento com Borsoi, a arquiteta Roberta, que mora em Olinda. Janete deixa uma legião de admiradores, que lembram dela não só como uma batalhadora obstinada, incansável, mas sobretudo como uma mulher extremamente generosa, afeto em estado bruto que derramava às pessoas ao seu redor, sem distinções de classe social, cor da pele ou qualquer outra circunstância.
Em Janete, ser brasileira – e, mais ainda, pernambucana – não foi mero adjetivo. O local de nascimento foi decisivo como norte de sua atuação, balizador. Ela teve um empenho visionário na questão de que a arte, o design e a arquitetura em nosso país precisam expressar as identidades culturais locais. Em sua trajetória, exercício profissional e vida pessoal sempre andaram junto com o exercício da cidadania. Teve uma ação decisiva em valorizar não só a arte popular brasileira, mas também os artistas, procurando sempre contemplar a questão da inclusão social e da geração de renda por meio de seus projetos.
Continue reading "Janete Costa: a pernambucana arretada que foi decorar o céu" »
Posted at 14:19 in Arte, Cultura, Cultura popular, Feminino, Personalidades | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
Foto: Uol Notícias.
Posted at 02:00 in Comportamento, Globalização, História, Personalidades | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
Acabo de chegar de mais uma das minhas introspectivas viagens ao meu interior.
Domingo foi Finados e nossa família fez a primeira visita ao último refúgio da nossa querida e inesquecível Lady Laura. Ela se encontra sepultada no povoado da Ramada, próximo da Barra, fazenda onde ela nasceu, que foi dos meus avós, e hoje é habitada por meus tios maternos.
Fomos eu, Elias, Pippe e Bebeta, minha irmã.
Como sempre costuma ser, quando visito esses lugares amados de minha infância, costumo submergir inteiramente no passado. E não poderia ser de outra forma. Parte da família ainda permanece morando no mesmo lugar. Encontrar essas pessoas é reviver as antigas emoções, relembrando a convivência feliz e cheia de presenças, mas sentindo a nostalgia do vazio deixado pelas ausências definitivas daqueles que já não se encontram entre nós. Senti-me tremendamente abatida ao adentrar naquela casa.
Foi a primeira vez que nos reencontramos com os parentes, depois que nos despedimos de mamãe, uma pessoa que era muito estimada por toda a família.
Apesar da saudade e das repetidas referências sobre sua vida, procuramos amenizar a melancolia, relaxar, e rememorar mais os momentos alegres. Fizemos almoços deliciosos. Meus tios Nivaldo, Márcia, Valdenora e Genilda prepararam um carneiro, uma suculenta buchada com sarapatel, um peru, e curimatã (peixe de água doce) ao molho de coco. Daqui, levei um peixe dourado - do qual fiz moqueca - e também o fiz acompanhar com arroz ao curry e batatas gratinadas. Ai, como comemos por esses dias. Sem esquecer o mungunzá, a coalhada com rapadura, o doce de gergelim, feitos sob as mãos habilidosas de Genilda.
As imagens falam mais do que palavras. Prefiro, então, mostrar um pouco desse ambiente e do clima que minha humilde câmara digital conseguiu flagrar. O tangível é possível de ser reconhecido. Em contraste, o sentimento que transborda a nossa alma ela jamais será capaz de apreender ou retratar.
No casarão secular da Barra, à sombra do tamarindo e da lembrança de Laurinha.
De trás pra frente: 1º fila: Pippe, meu filho; Nilbert, primo, e Nivaldo, meu tio e pai de Nilbert; na 2ª fila: Valdenora, minha tia; Bebeta, minha irmã, e Genilda, minha tia; à frente, Elias; na 3ª fila: Márcia, minha tia postiça, esposa de Nivaldo; e Silveira, meu tio postiço, esposo de Genilda, e Nidielle, filha de Márcia e Nivaldo.
Um ângulo da casa da Barra ao entardecer.
Outro ângulo da casa. Por uma trilha vicinal, chegamos ao oitão da casa da Barra, com suas costas viradas ao poente. É por onde se entra para a fazenda.
O horizonte da Barra, até onde os olhos e a saudade alcançam. Vista a partir do alpendre da casa grande. O pontinho branco na imensidão azul [clique na imagem] é a igreja da Serra do Comissário. O morro, ao centro, logo abaixo, marcado com uma trilha é o povoado da Prensa.
Lembro que este período é tempo de seca neste sertão nordestino, motivo pelo qual as paisagens se apresentam bastante áridas.
Aqui, é o marco onde se inicia a entrada para o casarão, o lugar do coração. Na estação das chuvas isso tudo enverdece e esta árvore fica totalmente lilás. Mas gosto dela também assim, ostentando uma beleza agressiva, selvagem.
Amanhã, mostrarei mais fotos da Barra.
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Seu Hermógenes Martins, uma figura proeminente de Crato, era grande amigo do meu pai. Através deles, conheci, na década de setenta, a esposa D. Aracy e as filhas solteiras do seu Hermógenes, Fátima, Célia e Norma, que seriam, até hoje, amigas do coração. O casal - assim como meus pais - já partiu, mas tenho essa família como referência de amizade ao longo da minha vida. Estamos na terceira geração sem perder o vínculo.
Na época, morávamos em cidades vizinhas (Juazeiro do Norte e Crato), e nossos encontros eram muito frequentes. Eu costumava passar fins de semana na casa deles, onde sempre fui bem acolhida. Crato era uma cidade social e culturalmente bem movimentada, além de ser ponto de encontro entre as juventudes douradas de Crato-Juazeiro e Barbalha.
Adorava acompanhar meu pai em suas visitas ao S.H., independentemente das relações de amizade que tinha com as meninas. Todo encontro com ele era sempre uma aula de cultura, conhecimento, educação e amizade. S.H. era um autodidata, estudioso das riquezas e da cultura de sua terra, de sua gente. Era um gentleman (desculpem o arcaísmo): polido, culto, de boa conversa e, de fino trato, recebia como ninguém. Sua casa era "o point" para intelectuais, artistas, amigos e hóspedes, assim como eu.
Há algum tempo, venho inspirada a escrever aqui sobre o que representou para mim aqueles belos dias no Crato. As lembranças da época, e do nosso convívio, que guardo comigo são motivos para futuros posts. Mas, antes disso, prefiro mostrar aos leitores, a apresentação de S.H. feitos por seu sobrinho-neto, do blog Sonocrato, que, além disso, conta uma historieta pitoresca acontecida nos domínios do S.H.
Seu Hermógenes e D. Aracy, na praça localizada em frente de sua casa, na rua Cel. Secundo. Foto confiscada do Orkut de Fátima, sua filha.
"A CONFUSÃO
O meu tio-avô Hermógenes Martins, tio do Luís, foi um personagem ímpar, no Crato. Homem de pouca instrução formal, mas detentor de um grande conhecimento, fruto de sua incrível curiosidade. Era o geólogo e o paleontólogo do Crato. Conhecia tudo sobre rochas e fósseis. E o Cariri é o maior depositário de fósseis de peixes do mundo. Qualquer cientista que chegasse à cidade, para desenvolver pesquisas, trazia o seu nome e endereço: Coronel Secundo, 8. Cientistas brasileiros, japoneses, americanos e europeus não davam um passo sem ter a assessoria do Tio Hermógenes.
Também dominava, como poucos, os estudos genealógicos. Foi ele quem descobriu onde nasceu o grande Delmiro Gouveia.
Outra característica, que se sobressaia sobre as demais, era a facilidade de fazer amizades. Um dos seus grandes amigos era o notável Luiz Gonzaga, o sanfoneiro e o pai dele. A amizade era tanta que o velho Januário se hospedou durante quinze dias na casa do tio Hermógenes, para submeter-se a tratamento médico, enquanto o filho, famoso e querido de todos, fazia shows pelas cidades vizinhas.
O Tio Hermógenes teve quatro filhas: Ruth, Norma, Fátima e Célia. As três últimas eram pequenas, quando se hospedou o Sr. Januário. Uma delas foi atender alguém que batia à porta e, falando com um vozeirão, disse:
- 'O velho Hermógenes está?'
- 'Está lá dentro'
- 'Pois diga que é o Luiz Gonzaga'.
A menina, meio confusa, pensando no primo Luís Gonzaga, disse para o pai:
- 'Papai, tem um negro lá fora, dizendo que é o Luis Gonzaga!!' ”
Posted at 10:59 in Amigos, Saudade | Permalink | Comments (3) | TrackBack (0)
Há muitos e muitos anos que penso à maneira de Richard Bourne, que acaba de lançar um livro sobre Lula [informações do blog Entretantos].
Antes de Lula fracassar na educação deste país, ele já havia fracassado na própria educação. Na década de oitenta, quando já era um líder admirado pela massa, julgou-se acima do conhecimento, apoiando-se no mérito de ter vencido sem uma educação formal. Aliás, digo também, não é apenas a vaidade do conhecimento que é irmã gêmea da arrogância. A burrice em não admitir a sua própria falha e em não ter lutado pelas oportunidades educacionais que a vida lhe negara, desdenhando do conhecimento, sob a argumentação de que chegou ao topo sem que aquela condição lhe fosse requisitada, é um sintoma lastimável de arrogância, e uma evidente contradição, por não ser exatamente um zeloso guardador da língua materna, da qual não entende, e cuja reforma ortográfica, acaba de sancionar.
Posted at 02:31 in Comportamento, Cultura, Personalidades | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Sábado - um pouco cansada e de saco cheio de uma figura machista, recalcada, desrespeitosa, e que se sente o ó do bobó, sem conhecimento técnico do que tanto questiona - entrei na sala de aula pronta para encarar o(a) medíocre e, quem sabe, oferecer-lhe voz e palco para que exibisse a sua "competência". Eu, normalmente discreta, porque exerço um controle férreo sobre meus próprios impulsos e sempre aciono o mantra da educação, educação!, estava naquele dia pronta para perder minhas estribeiras e dizer-lhe umas boas verdades. Mas, a sumidade, travestida em sua mediocridade, entrou muda e saiu calada, diante da manifestação de desagravo e aprovação da minha galera preferida, porquanto, tive direito a carinhos, afagos, abraços, flores, fotos, comes e bebes, e afins. Um dia que prenunciava uma onda de mar revolto, terminou com um "parabéns pra você" pra mim e com minha alma inteiramente lavada. Thanks, amigos e alunos, com vocês sou aprendiz da vida!
Posted at 22:03 in Comportamento, Cotidiano, Flores | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Ando deprimida e severamente revoltada com a violência escancarada da pedofilia grassando solta e quase sem controle neste país. Todos os dias, invariavelmnte, os jornais da minha terra denunciam e mostram os monstros que, na maioria das vezes, sem um pingo de medo das leis e nem vergonha nas caras, contam histórias com detalhes escabrosos de suas experiências, sem o menor pudor, sem dó nem piedade das crianças indefesas. Nessas horas, meus sentidos pulsam pela pena de morte.
Posted at 22:00 in Comportamento, Cotidiano | Permalink | Comments (2) | TrackBack (0)
Vamos cantar 'parabéns pra você' pra mim!
Posted at 13:55 | Permalink | Comments (4) | TrackBack (0)
A Tua Morte em Mim
A tua morte é sempre nova em mim.
Não amadurece. Não tem fim.
Se ergo os olhos dum livro, de repente
tu morreste.
Acordo, e tu morreste.
Sempre, cada dia, cada instante,
a tua morte é nova em mim,
sempre impossível.
E assim, até à noite final
Irás morrendo a cada instante
da vida que ficou fingindo vida.
Redescubro a tua morte como outros
descobrem o amor,
porque em cada lugar, cada momento,
tu estás viva.
Viverei até à hora derradeira a tua morte.
Aos goles, lentos goles.
Como se fosse cada vez um veneno novo.
Não é tanto a saudade que dói, mas o remorso.
O remorso de todo o perdido em nossa vida,
coisas de antes e depois, coisas de nunca,
palavras mudas para sempre, um gesto
que sem remédio jamais teve destino,
o olhar que procura e nunca tem resposta.
O único presente verdadeiro é teres partido.
Excerto do poema "A Tua Morte em Mim",
de Adolfo Casais Monteiro.
Foto: Mamãe com Pippe, numa viagem Brasília-Juazeiro do Norte, em 1986.
Posted at 16:39 in Cotidiano, Família, Saudade | Permalink | Comments (2) | TrackBack (0)
Se não for poético, isso...
Cumprimentos a Rip Hopkins e Godefroy de Virieu que com um leve traço conseguiu uma sanita espirituosa.
Posted at 17:41 in Arte, Flores, Humor, Tecnologia | Permalink | Comments (2) | TrackBack (0)
Sim, é grave, eu sofro de "discomgoogolation"
E você, não?...
Posted at 20:23 | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Um hormônio essencial, a oxcitocina (também conhecida como "hormônio do amor"), relacionado à lactação, ao orgasmo e ao afeto, pode ajudar a entender dinâmica neural, fornecendo explicações surpreendentes para um fenômeno importante, e que pode ser útil para compreender o processamento de diversas outras áreas do cérebro. São as conclusões a que chegaram pesquisadores ingleses, escoceses, italianos e chineses.
Mais aqui: Mente e Cérebro; Último Segundo; Matrice.
Imagem: ©NAJIN/SHUTTERSTOCK
Posted at 16:29 in C&T | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Posted at 23:46 in Cotidiano, Família, Fotografia, Saudade | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Foto: Overmundo
Posted at 12:25 in Celebridades, Cultura | Permalink | Comments (4) | TrackBack (0)
Posted at 21:01 in Família, Fotografia, Saudade | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
Por muito tempo, eu já não lembrava o que era, como era, um aboio.
Faz uma semana, retornei, depois de longos anos, ao Angico Torto, uma das fazendas do meu falecido avô, e que agora é objeto de herança. [Angico Torto localiza-se no município de Aparecida, antigo distrito de Sousa, que abriga o vale dos dinossauros, em pleno semi-árido nordestino].
Fui com uma tia fazer um reconhecimento do espólio, na condição de representante da minha mãe inesquecível.
E estava assim, distraída, quando, de repente, escutei o vaqueiro aboiar, tangendo o gado.
Senti uma fisgada no coração. Uma torrente de emoções e lembranças, irromperam como num filme.
Lembrei que, toda tardezinha, quando o meu vô Zuca e seu vaqueiro transportavam o gado do pasto para o curral, um cenário se repetia.
O sol deitava no horizonte. Sempre fazia calor. Do alpendre da casa grande da Barra, eu assistia, todos os dias, ao mesmo ritual, junto com minha avó e tios.
O aboio do vaqueiro misturava-se aos mugidos, que se misturavam à sonoridade dos chocalhos, ao galope do cavalos, ao trotar do gado, ao lamento de Luiz Gonzaga,
"Numa tarde bem tristonha
Gado muge sem parar
Lamentando seu vaqueiro
Que não vem mais aboiar
Não vem mais aboiar
Tão dolente a cantar
Tengo, lengo, tengo, lengo,
tengo, lengo, tengo
Ei, gado, oi..."
Em quinze minutos, não mais do que isso, o sol se punha. E uma brisa promissora chegava com a noite e o silêncio no campo. No coração da casa, um outro ritual se enredava: queimava-se o esterco do gado para espantar as muriçocas, acendia-se o lampião a gás, a cozinha entrava em polvorosa, cheiro de café fluía pelas entranhas da casa, enquanto ressoavam os barulhos de pratos, talheres e canecos que timbungavam dend'água dos potes. À zoada da cozinha, cruzavam-se as múltiplas e estridentes vozes que vinham do alpendre, as gaitadas espaçosas das anedotas sobre os sestros e cacoetes de Manoel Benedito. Formava-se um grupo, quase uma multidão, quase uma festa, entre familiares e convivas de seu Zuca Benício, esperando a ceia.
Sim, na Barra, o jantar era ceia. E uma ceia farta de coalhada com açúcar mascavo, munguzá com leite ou toucinho frito, batata doce, jerimum, ovos de galinha de capoeira, tapioca com manteiga de garrafa e queijo feitos em casa pela minha avó Otília. Não esquecendo a gula que, sendo um pecado à parte, exigia sempre carne com muita gordura, um perigo.
A prosa do alpendre se prolongava à mesa, que depois retornava ao alpendre. Contavam-se as novidades, falavam-se sobre pessoas conhecidas e sobre gado, sobre feiras, roçados, relatavam-se causos. Até pairar um clima de bem estar, um silêncio e o relaxamento - apesar do cansaço -, e se esticarem as redes por toda a casa.
Daí, a boca da noite vira uma fresca madrugada, noite escura, estrelada de vias-lácteas, vagalumes, cruzeiro-do-sul e almas de outro mundo. Vez em quando, lá de fora, o inesperado som de um chocalho. A noite adentra sorrateiramente, alheia às batidas do relógio, entre redes armadas e, por entre ressonares dos dormentes, despertados finalmente com a alvorada e o canto da passarada.
Daqueles tempos, até o presente, não sei o que foi feito do encantamento, daquela menina, pelo burburinho da fazenda. Do distanciamento, para tocar os estudos, formar família, e as moradas em sucessivas cidades, mais a dispersão dos parentes, as perdas dos entes queridos; só me restaram a saudade e um vazio, a partilha de um mundo desfeito, jamais reconstituído. Nada trará de volta o meu povo, o meu sertão, meu tamarindo. Somente as ilusões de reencontrar o tempo perdido, despertadas pelo aboio de um vaqueiro, "demoram-se na beira da estrada / E passam a contar o que sobrou."
Eh, ôô vida de gado.
Posted at 23:43 in Cotidiano, Cultura popular, Família, Lugares, Natureza, Saudade | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Proust disse que "a verdadeira viagem de descoberta não consiste em procurar novas paisagens, mas em ver com novos olhares". Uma das paisagens mais presentes nas janelas de minha infância, era esse morro azul, parecendo, à distância, um réptil majestoso, superior, mas rastejando. Avistava do casarão de meus avós, na Barra. Quantas vezes me peguei a fantasiar sobre a vida deste morro, sobre o que haveria lá e além dele. Como seria ele, de fato, numa visão mais próxima? Justo nos funerais da minha saudosa Lady Laura, num clima de extrema dor e introspecção profunda, eu o encarei com novo olhar. Eis que, de perto, ao vivo, mais me pareceu uma galinha chocando.
Posted at 18:15 in Cotidiano, Fotografia, Lugares, Natureza, Saudade | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
O filme publicitário e o site do Hot Wheels Crashers, da Mattel, podem ser suspensos. O Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) concordou com a denúncia de publicidade abusiva feita pelo Projeto Criança e Consumo no mês de julho.
De acordo com informações do Instituto Alana, o parecer teria afirmado que o site e o comercial de TV são direcionados ao público infantil e incitam a violência, “o que fere o artigo 37 do Código da entidade”.
A Mattel ainda pode recorrer da recomendação.
Íntegra da “Denúncia de Publicidade Abusiva: comercial televisivo e site na internet”, do Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana
Fontes: Instituto Alana, Rede Pitágoras
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