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Sejam pés brancos, amarelos ou negros
São sempre pés dignos de sua caminhada!
Dos pés bem calçados aos descalços
Deviam ser pés bem tratados,
Muito bem conservados.
Pés descalços que falam por si!
Fazem realçar em plástico moldado,
Por atilhos, tiras entre dedos
Bem se livram de enredos
Caminhando o dia inteiro
Por serem pés iluminados!
Livres! Pés de mensageiro!
Com sua imagem de pobreza
Vingam outros em riqueza!
Fortes e fracos mas, são afirmados!
Ainda hoje co-habitam entre nós
Pés descalços que falam por si!
Pés descalços falam por si, Pinhal Dias
Posted at 04:22 in Fotografia, Natal, Natureza, Poesia | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Será flor que se cheire?...
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Imagem feita nos domínios do Hotel Porto do Mar, na Via Costeira, em Natal, RN.
Posted at 15:37 in Flores, Fotografia, Lugares, Meio ambiente, Natal, Natureza, Viagem | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Infelizmente, dias feriados sempre se esvaem celeremente. É como diz a marchinha de carnaval, "é de fazer chorar quando o dia amanhece e obriga o frevo acabar / Oh, quarta-feira ingrata, chega tão depressa, só pra contrariar."
Com frevo ou sem frevo - e apesar da péssima reputação que os feriados do carnaval representam pra'quela gente sisuda que acha que o país só começa a trabalhar depois do carnaval - felizmente, os feriados cumpriram-se ao que se propunham: lavar a alma do povo; permitir uma breve reflexão na quarta-feira de cinza sobre a ilusão da vida ou, ao contrário, sobre a importância de estar vivo e poder soltar as amarras, esquecendo os recalques nos embalos dos deus momo, para se arrepender na inexorável quarta-feira.
E, na melhor das hipóteses, nada fazer, ficar só ao deus-dará, esticando-se numa rede, lendo um bom livro, sonhando com anjos, tomando umas e outras, suspirando no colo da pessoa amada; ou simplesmente, restabelecendo as energias, esquentando os motores para, finalmente, começar o ano trabalhista, como na opinião dos antagonistas do ócio.
Há décadas que não brinco o carnaval; festa que, para mim, ao longo do tempo, mudou muito a sua feição, seus traços culturais, os seus sons e as suas emoções.
Ainda assim, o carnaval, com tudo o que lhe diz respeito, continuou arrastando multidões. E, parece-me, nos últimos anos, vem retornando aos seus ritmos originais, tradicionais. A cada ano, os blocos de frevo vem ganhando mais espaço nas ruas do país, a exemplo do Bola Preta no Rio, Galo da Madrugada em Recife, Muriçocas e Cafuçu em João Pessoa, que se consolidam cada vez mais, atraindo as novas gerações.
Particularmente, aprecio muito, muito mais o frevo do que o samba. E o axé - nem me fale - não suporto. Por enquanto, ainda não me sinto suficientemente preparada para retornar ao frevo [já fui foliana incondicional], preferindo, hoje, ir pra janela 'ver a banda passar'. Quem sabe, quando/se retornarem também os blocos nos clubes sociais; quem sabe, me arrisco ano que vem...
Por isso, preferi vir com a família para Natal. Pertinho de casa, estrada boa, tranquila, boa rede hoteleira, boas praias, bons restaurantes. O carnaval da cidade é pouco movimentado, observamos poucos blocos em alguns bairros da cidade (Pirangi, por exemplo), sob medida pra quem procura também outros movimentos ou só descanso.
Afinal, por esse comentário, pode parecer que a cidade fica vazia nesse período, o que não é verdade. Está cheia de turistas, os hotéis, praias e restaurantes estão lotados.
A prefeitura da cidade informou apoio a cinco polos carnavelescos em diferentes bairros da cidade, o que, aparentemente, não é visto pelo turista, devido à fraca repercussão. Os nomes dos blocos são, no mínimo, curiosos (mas isso faz parte de toda cultura carnavalesca): Banda do Siri, Zé Priquito, Cobra Coral, Só Nois, Seu Boga, As Raparigas, Baiacú na Vara, Suvaco do Careca, Q Fuxico, Piabinha, Pinto Pelado, Linguarudo, Kengo Tem, Psyu, Caixa D’Agua e Cheiro de Alecrim.
E como já falei outras vezes aqui, tenho uma antiga relação emocional com Natal, de quando, na década de setenta, morava alí pertinho, em Santa Cruz. Sempre me agrada voltar e voltar. Desfrutar das delícias do presente reaquecendo a memória do passado. E, relembrar passado de juventude, quando se tinha os pais vivos, a alegria e o amor ainda intactos, é sempre agradável a um velho coração.
Como somos visitantes habituais, há poucas atrações novas na cidade para nós. Na verdade, procuramos, na maior parte do tempo, refazer antigos percursos, fazer programas amenos, curtir praia, hotel, restaurantes, ruas da cidade.
Natal possui uma boa rede hoteleira, por isso, quando podemos, buscamos conhecer novas unidades. Desta vez, a nossa preferência foi pelo Hotel Porto do Mar. Alás, não foi realmente uma preferência; foi o único onde encontramos vaga e que possuía uma boa avaliação no TripAdvisor.
Mas já nos servimos do Pirâmide Natal, Visual Praia Hotel, Parque da Costeira, Golden Tulip Interatlântico. Pelo menos os mais recentes, Porto do Mar, Visual e Golden Tulip, estão em boas condições, e retornaríamos a qualquer um deles, sem restrições. Quanto ao Pirâmide e Parque da Costeira já faz mais de dois anos, não sei se ainda estão nas melhores condiçoes que encontramos.
A avenida que podemos ver na foto à frente do hotel é a famosa Via Costeira, cujo nome oficial é Dinarte Mariz, uma avenida repleta, obviamente, de hotéis de médio e grande porte. Um pouco além da avenida podem-se visualizar as dunas que tanto caracterizam a paisagem de Natal.
O hotel situa-se na Av. Senador Dinarte de Medeiros Mariz, 455, Parque das Dunas, Via Costeira, Natal.
Numa avaliação pessoal, não é um hotel de luxo, mas é bom, recomendo, e voltaria a me hospedar nele. Os pontos fortes do hotel são: aconchego, atendimento excelente dos seus funcionários nos quesitos limpeza, governança, recepção, restaurante, sempre atenciosos, simpáticos; café da manhã variado, com frutas frescas em boa quantidade e qualidade; uma sopinha quente e deliciosa, de legumes ou de cebolas, para fechar o dia; os jardins são bem cuidados; na lateral do nosso ap tinha uma varanda com bela vista para o mar; e, do final do corredor, que é uma varanda imensa, podia-se admirar a linda alvorada, um sol imenso a se derramar generoso sobre as espumas brancas de um mar bravio que batia e rebatia nas rochas escuras; hotel ótimo para descanso, pois fica bem afastado do agito de Ponta Negra; a piscina é grande, limpa e de boa profundidade.
Não obstante... vale apontar algumas restrições: o hotel se localiza numa área distante da praia de Ponta Negra, o point de maior agito da cidade, onde estão os melhores bares e restaurantes - ideal para quem vem de carro ou participa de excursões, pois o deslocamento de táxi, a partir do hotel, encarece muito a viagem; rede wi-fi é paga e cara, pagamos R$100,00 pelos cinco dias de uso da internet; nosso ap ficava frequentemente infestado de incômodas formigas, aquelas miudinhas, que não podiam ver doce e chocolate, e invadiam insolentemente o nosso notebook; o restaurante à hora do café, ou seja, a partir de determinada hora, não lembro qual, era um transtorno, ficava lotado, com fila na porta, faltavam mesa, pratos, copos e talheres pra tanta gente.
[As imagens acima são do site oficial do Hotel Porto do Mar.]
Flagrantes dos nossos passeios em Natal
Imagem de Iemanjá, postada num ponto de agito, em plena Praia do Meio.
Fortaleza da Barra do Rio Grande, mais conhecida como Forte dos Reis Magos, fundada em 1599, ao lado da barra do Rio Potengi, e próximo à Ponte de Todos. Uma vista aérea permitiria ver sua forma poligonal.
Abaixo, a Ponte Newton Navarro, mais conhecida por Ponte de Todos:
Gostaria de tê-la fotografado ao por-do-sol, mas as condições do tempo variavam muito de sol claro a nublado, com nuvens carregadas.
Posted at 17:27 in Família, Fotografia, Gastronomia, Lugares, Natal, Natureza, Praias, Restaurante, Viagem | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.
[Sophia de Mello Breyner]
Final da tarde de ontem, na via Costeira, em Natal. As águas são de um azul marítimo, profundo, com ondas enfurecidas; mas, ora ostentam também um verde cinza, com águas mansas, quase em repouso.
Aqui a chuva tem caído todos os dias, em intervalos assistemáticos. Quando acontece um sol forte, vem acompanhado daquele calorão e, então, pode ter certeza: will rain a sunny day, como se quisesse o inverno irromper-se.
O tempo transmuta-se para um cinza melancólico e frio, cobre mar e céu de névoas e brumas, uma chuva repentina lava os canteiros e os bueiros, alagando ruas, tornando-as intransponíveis. É um fenômeno intenso e lesto. Logo mais, em minutos será verão outra vez, volta o calor insano que pede abanos e ares condicionados - e, quem dera, nessa hora, ao menos, uma leve brisa de aracati!
Posted at 11:22 in Fotografia, Lugares, Natal, Natureza | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Posted at 09:43 in Casa, Flores, Fotografia, Natureza | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Posted at 22:30 in Citações, Fotografia, Lugares, Meio ambiente, Natureza, Rio de Janeiro, Viagem | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Às voltas com o planejamento das viagens [adoro a viagem do planejamento], sempre , sempre, garimpo informações aqui e ali, nos blogs oficiais e em outros nem tanto; mas, que me dão também a exata noção de que cada viagem é sempre um aprendizado. Até mesmo para os mais escolados, o aprendizado dá-se, na maior parte das vezes, pelas informações compartilhadas, e como também pela crítica que fazemos dos erros e dos micos que, tanto nós como o os outros, cometemos.
Como em todos os contextos desta vida, a internet e o google, tem sido as ferramentas mais valiosas para a garimpagem dessas informações. Sem ela, sei não... Valorizo muito também os guias impressos, que nem sempre são fáceis de conduzir, pesando na mala e na bolsa.
Agora, por exemplo, vejo que o site Froommer's publicou uma lista básica de 10 dicas úteis do que não se deve nem pensar em usar ou vestir em viagens.
A primeira delas é a famigerada pochete. Você ainda usa essa incômoda bolsinha? Pois a pochete é um dos acessórios mais abomináveis. Assim como as sandálias com meias. Sapatos com saltos agulha também são um risco, um perigo e atentado ao bom senso. Crocs, então, foram feitos para serem odiados e escondidos embaixo da cama.Tênis brancos, além de fazerem os pés parecerem maiores, expõem cada detalhe de sujeira. Também os shorts e outras roupas curtas e decotadas devem ser evitados. Imagine que alguns templos religiosos não permitem roupas curtas, assim como não permitem a entrada de turistas com os ombros nus. Providencie logo um xale ou bolero, se não quiser abrir mão do seus decotes. Roupas e acessórios cravejadas com botões e tachinhas de metal podem atrasar a fila e trazer transtornos nos postos de controle de segurança dos aeroportos. Vestir maiô em vez de biquini é a atitude mais acertada, se o destino são as praias da Europa, Ásia, Austrália, ou no Oriente Médio.
Foi dado o recado. Não pague esses micos.
Posted at 23:24 in Comportamento, Cultura, Viagem | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Posted at 20:30 in Casa, Cotidiano, Família, Fotografia, Poesia | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Posted at 01:31 | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Posted at 01:23 in Fotografia, Lugares, Meio ambiente, Natureza, Rio de Janeiro, Viagem | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Quando se abre na manhã,
rubra como sangue está.
O orvalho não a toca
com medo de se queimar.
Aberta à luz do meio-dia
é dura como um coral.
O sol assoma nos vidros
só para a ver fulgurar.
Quando nos ramos começam
os pássaros a cantar,
e quando a tarde desmaia
nas violetas do mar,
torna-se branca, tão branca
como uma face de sal.
E logo que a noite toca
brando corno de metal,
e as estrelas avançam
enquanto se esconde o ar,
no risco fino da sombra,
começa-se a desfolhar.
[Rosa Mutável. In: Trinta e seis poemas e uma aleluia erótica, Federico Garcia Lorca]
Imagem:
Rosa captada por minhas lentes no jardim do Forte de Copacabana, junto ao altar de Santa Bárbara.
Posted at 17:56 in Flores, Fotografia, Poesia, Rio de Janeiro | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Pescador da barca bela,
Onde vás pescar com ela,
Que é tão bela,
Ó pescador?
Não vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Ó pescador!
Deita o lanço com cautela,
Que a sereia canta bela...
Mas cautela,
Ó pescador!
Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela
Só de vê-la,
Ó pescador!
Pescador da barca bela,
Inda é tempo, foge dela,
Foge dela,
Ó pescador!
[Barca bela - Almeida Garrett]
Posted at 18:07 in Fotografia, Lugares, Natureza, Poesia, Rio de Janeiro, Viagem | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Posted at 20:57 in Família, Fotografia, História, Juazeiro do Norte, Lugares, Saudade | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
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Posted at 18:29 in Poesia | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Posted at 21:01 in Flores, Fotografia, Lugares, Rio de Janeiro, Viagem | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
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Posted at 16:33 in Brasília, Fotografia, Fuleiragem, Humor, Lugares, Viagem | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Você já foi conferir no CCBB Rio, a exposição INDIA Lado a Lado?
Hoje é o último dia e o CCBB ficará aberto até meia-noite.
Ontem, mais de 10.000 pessoas visitaram esta exposição que já ultrapassou a marca de 600.000 visitantes.
Eu vi a exposição em dezembro, adorei, e, se pudesse, iria de novo.
Posted at 17:41 in Arte, Cultura, Moda, Música, Rio de Janeiro | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Notícia ruim, que a gente não gostaria de ter que dar; mas, se dermos, estaremos ajudando a denunciar a praga que se alastra por cidades e vilas, sem distinção. As drogas já são caso de calamidade pública. Aquilo que víamos na cracolândia de São Paulo, como um caso à parte, já é - num processo incrivelmente rápido - uma desolação geral em pequenas cidades do interior do nosso Estado.
A edição de hoje do jornal Correio da Paraíba diz que "a Paraíba já tem 'cracolândia' e internações por usuários de drogas crescem 600%". A Confederação Nacional de Municípios (CNM) informa que João Pessoa, Campina Grande, Patos e Sousa (minha cidade) tem, pelo menos, 25 áreas que concentram o tráfico e o consumo de drogas. Das 164 cidades paraibanas pesquisadas, 133 (81%) posssuem circulação do crack. Cabedelo, Itabaiana, Pilar, Ingá, Santa Luzia, Patos, Sousa e Itaporanga estão entre as que apresentam alto nível de consumo da droga. João Pessoa, Santa Rita, Campina Grande, Soledade, Picuí, Uiraúna e Cajazeiras estão no nível considerado médio.
"Cerca de 80% dos internos por drogas ilícitas que chegam a esse local [Casa de Saúde São Pedro] são dependentes de crack. A chamada 'pedra da morte' rende aos traficantes até 500% em lucros, segundo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes de João Pessoa."
Essa praga deixa de ser um problema unicamente de polícia, mas passa a ser também um problema de saúde pública. As políticas públicas em nosso Estado estão atrasadas com poucas alternativas de tratamento, informação e assistência à população. Os investimentos em saúde, precisam estar integrados no combate ao tráfico de drogas no campo da segurança pública.
As recomendações da CNM é que as ações devem ser contínuas; começar pela infraestrutura dos locais, como limpeza e iluminação; presença ostensiva da polícia; estrutura para atender à demanda, antes de realizar este tipo de operação.
Informações da Secretaria Estadual de Saúde
Existem 71 CAPS - Centro de Assistência Psicossocial*:
- 8 com foco em álcool e drogas (Cabedelo, Cajazairas, Campina Grande, Guarabira, Patos, Piancó, Sapé e Sousa);
- 1 (no bairro da Torre, em João Pessoa) tem autorização para receber pacientes de todo o Estado. Sua capacidade máxima é de apenas 14 leitos, sendo 12 para homens e dois para mulheres.
Em João Pessoa, existe o Complexo Juliano Moreira, com uma ala de 16 leitos para dependentes químicos.
* Em outra fonte, o Governo informa que a "PB é primeira em número de CA no Brasil, com 68 serviços implantados."
Posted at 12:34 in Cotidiano, João Pessoa, Lugares, Qualidade de vida, Saúde | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Posted at 15:57 in Fotografia, João Pessoa, Meio ambiente, Natureza | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Quando fiz a foto, lembrei demais da poesia.
"Se ao menos soubesses tudo o que eu não disse
ou se ao menos me desses as mãos como quem beija
e não partisses, assim, empurrando o vento
com o coração aflito, sufocado de segredos;
se ao menos percebesses que eram nossos
todos os bancos de todos os jardins;
se ao menos guardasses nos teus gestos essa bandeira de lirismo
que ambos empunhamos na cidade clandestina
Quando as manhas cheiravam a óleo e a flores
e o inverno espreitava ainda nas esquinas como uma criança tremendo;
se ao menos tivesses levado as minhas mãos para tocar os teus dedos
para guardar o teu corpo;
se ao menos tivesses quebrado o riso frio dos espelhos
onde o teu rosto se esconde no meu rosto
e a minha boca lembra a tua despedida,
talvez que, hoje, meu amor, eu pudesse esquecer
essa cor perdida nos teus olhos."
(Joaquim Pessoa)
Localização:
Plataforma do teleférico do Pão de Açúcar, Rio de Janeiro, RJ.
Posted at 23:37 in Fotografia, Poesia, Rio de Janeiro | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Quinta-feira é sempre dia de muita inspiração e flores para mim.
A maioria delas, tenho publicado lá no Flickr.
Capturei esta rosa charmosa no jardim do Forte de Copacabana, junto ao altar de Santa Bárbara.
Para arrematar, vai um um verso de Fernando Pessoa.
Os críticos podem dizer que
determinado poema, longamente ritmado,
não quer, afinal, dizer senão que o dia está bom.
Mas dizer que o dia está bom é difícil, e
o dia bom, ele mesmo, passa.
Temos pois que conservar o dia bom em
memória florida e prolixa, e
assim constelar de novas flores ou de
novos astros os campos ou os céus da
exterioridade vazia e passageira.
[F. Pessoa]
Posted at 13:26 in Flores, Fotografia, Natureza, Poesia | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Esta foi a música mais tocada, nas férias, em nossos dispositivos aqui em casa.
Ainda escuto e escuto para matar a saudade das minhas sobrinhas.
As crianças, minhas pilicuxicas queridas, adoram Adele e a música [cuja letra, nada tem a ver com elas] e eu também, sou fascinada pela voz, interpretação, pela combinação de uma melodia, com mensagem simples, sem cair na vulgaridade. Gosto, particularmente, deste vídeo, pelo cenário parisiense.
Posted at 13:09 in Comportamento, Cotidiano, Cultura, Família, Música, Saudade | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Olhar uma moeda é como folhear um livro de História. CCBB
Dinheiro não é tudo, mas é 100%. Falcão
Galeria de Valores do Centro Cultural Banco do Brasil-CCBB, no Rio de Janeiro.
Exposição permanente.
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Fim de Tarde
Foi ali, que te vi passar
Vindo da rua de pedras
Aquela que ia até ao rio
Que banhava a encosta da serra
Que beijava as nuvens no horizonte
E da rua escura, de pedras,
Foste com o rio, até à serra
Banhar-se de luz, nas pedras,
Nas cores do fim de tarde
E lá, nas pedras da serra
Onde se faz mais longa minha espera
Sei que ficas a pensar
Que se põe a olhar
A beleza que encerra
O fim de tarde
E na singeleza desse encontro
Tudo se transforma nesse encanto
Na paz do momento
Todo encantamento
Se faz verdade
Se faz saudade
No fim de tarde
[Fim de Tarde, Paulo Gondim]
Imagem: Ao cair da tarde, no Forte de Copacabana, Rio de Janeiro.
Posted at 00:24 in Fotografia, Lugares, Natureza, Rio de Janeiro, Viagem | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Posted at 21:14 in Citações, Cultura, Poesia | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Antes de colocar as minhas antigas impressões sobre o Parque Zoobotânico Arruda Câmara (popularmente conhecido como Bica) de João Pessoa, prefiro, apresentar primeiro as imagens que hoje fizemos (eu e Elias), na Bica, com as minhas sobrinhas.
Só quando tiver um tempinho, voltarei para imprimir aqui as descrições do passeio e das espécies que vimos/conhecemos. Isso, porque fizemos muitas, muitas fotos. Leva tempo selecionar, entre tantas que tiramos, apenas algumas. Por essa razão, atualizarei no blog, neste mesmo post, uma descrição do ecopasseio. Não sei se conseguirei discriminar corretamente cada espécie, mas creio que o registro fotográfico da beleza que capturamos (pelas lentes, lógico) também é muito válido.
As nossas pequenas adoram tudo o que se relaciona à natureza, sejam plantas, pedras, vento, chuva, céu, estrelas, água, animais - principalmente animais. Um programa com elas, em contato direto com natureza, vira uma festa, porque curtem simplesmente tudo, e ainda tem uma energia para caminhar, conversar, comentar sobre tudo o que está diante dos olhos, trocar idéias, tropeçar, rir das topadas. Elas tem, também, uma percepção aguçada, que vão esmiuçando, pari passu, sobre a ecologia, a biodiversidade, e a importância de cada espécie, com a qual se aproximam, para a vida no planeta. As crianças de hoje tem demonstrado mais sensibilidade no trato com meio ambiente do que a maioria dos adultos. Pelo menos na nossa família, elas são as estrelas (perdoem-me os adultos), as fadinhas do meu planeta. Neste campo, eu só aprendo - e muito - sobre este mundo com elas!
A Bica está mais para jardim zoobotânico. Seu nome deriva-se de uma fonte de água potável que data de 1782. É um recanto bucólico, um dos mais pitorescos da cidade, considerado um santuário ecológico situado no centro da cidade. O parque é tombado pelo IPHAEP (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba) desde 1980.
Uma lenda indígena valoriza, ainda mais, a Bica como patrimônio cultural. Trata-se do amor entre dois jovens de duas tribos inimigas, a índia Aipó, filha de um cacique potiguara e o valente guerreiro Tambiá, da tribo cariri. A rixa entre os tribos impedia o casamento. Feito prisioneiro, Tambiá recebeu como "esposa da morte" a filha do inimigo. Executado na floresta, ele recebeu a última mensagem de sua amada. Durante cinquenta luas, Aipé chorou sobre a tumba do amado. Do seu pranto originou-se a fonte do sítio, a partir de então, chamada Fonte Tambiá.
A seguir, flagrantes do nosso passeio, que durou toda a manhã de hoje... e que passou voando!
As dimensões das palmeiras imperiais da Bica dão uma idéia da importância da flora nativa dos parques locais, que conferem a João Pessoa o atributo ser uma das cidades mais verdes do mundo. A cidade ainda retém uma significativa concentração de Mata Atlântica em espaços isolados, como no Parque Arruda Câmara (Bica), nos espaços no entorno da UFPB e na Mata do Buraquinho. Esse “pulmão verde”, compreende 40m² de áreas verdes por habitante, quase o triplo da média ideal recomendada pela ONU, que é de 15m².
Escola Piolin
A Escola Piolin é uma escola de arte alternativa, localizada dentro da Bica, e que tem sido responsável pela descoberta de grandes talentos em João Pessoa. Um dos seus fundadores, o famoso palhaço Xuxu, ainda é representado pelo ator e diretor de teatro Luís Carlos Vasconcelos, que também foi representante da cultura municipal . Como diretor de teatro Luiz Carlos destacou-se com a peça “Vau da Sarapalha”, aclamada pelo público e crítica no Brasil e no mundo há mais de duas décadas.
A maior parte da fauna contida na Bica são as aves, entre pássaros, aves de rapina e patos.
Uma reforma recente na Bica, valorizou os espaços aves de rapina, dos pequenos mamíferos e das aves de pequeno. No lugar destinado às aves de pequeno porte, tivemos o privilégio de caminhar por dentro com os pássaros soltos e fotografá-los à vontade.
Asas para voar
"Nenhum pássaro aprende a voar dentro de uma gaiola."
Ararajuba
Esta princesa linda (ou será um príncipe?), que ostenta as cores da nossa bandeira, chama-se ararajuba, também conhecida por guaruba, guarajuba e tanajuba. Guaruba deriva do tupi: guará = pássaro, yuba = amarelo. Gosta de construir ninhos em árvores altas e ocas. Olha só, o cano colocado, propositadamente, em seu abrigo. Adora viver em bandos. Mas, a ocorrência dos graves desmatamentos na Amazônia, extinguindo o seu habitat, é uma ameaça também a sua sobrevivência.
Gavião-Carijó
Gavião, Buteo magnirostris, também conhecido por gavião-carijó, muito presente nas minhas lembranças de infância, lá na roça de meu avô Zuca Benício. Era o terror das galinhas. Quando avistávamos um deles rondando nossos terreiros, devíamos alertar aos adultos para 'tangê-los' para longe de suas ninhadas. Ainda lembro que sempre ficávamos atentos aos enormes ninhos de gravetos arrematados por folhas, geralmente no topo das áravores frondosas.
Como toda espécie de rapina, tem o seu papel no equilíbrio da fauna, como regulador da seleção. Os gaviões evitam uma superpopulação de roedores (ratos, morcegos) e aves pequenas (pombos nos centros urbanos), eliminando também 'indivíduos' defeituosos e doentes.
Uma tendência nos últimos tempos, é que sua presença começa a ficar cada vez mais frequente nos centros urbanos.
Macaco-Prego
Macaco-prego é a designação genérica da antiga espécie de macacosCebus apella. Essa espécie vive nas Américas, 60% dos quais vivem no Brasil. Alimenta-se de frutos, nozes, sementes, flores, insetos, ovos e pequenos vertebrados.Costumam viver em bandos de até cinquenta indivíduos, e são considerados os primatas mais inteligentes das Américas. É o único neotropical que faz uso de frequente de ferramentas em ambiente natural, como as pedras, utilizadas para quebra de frutos encapsulados (cocos). Usam, ainda, varetas para capturar larvas de insetos e mel de ocos de árvores e pedras para cavar o solo em busca de raízes comestíveis
A Bica possui uma paisagem campestre verde, linda e acolhedora, margeada por regatos de água límpidas, arbustos perfumados, que proporcionam passeios a pé e de quadriciclos, além de um lago que possibilita passeios de pedalinho. Um lindo recanto para piquenique.
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Flora e fauna fotografados na Bica (Parque Zoobotânico Arruda Câmara), em João Pessoa-PB.
Referências:
Parque Zoobotânico Arruda Câmara - Diretor: Edílson Lima.
Localização: Rua Gouveia Nóbrega, s/n, Roger - João Pessoa / PB
A Bica está aberta às visitas públicas de terça-feira a domingo, das 7h30 às 17h, com a bilheteria funcionando até às 16h. Fica fechada para visitação nas segundas-feiras, funcionando com expediente interno normalmente.
O parque possui estacionamento próprio, lanchonete, banheiro e toda a estrutura de apoio, como telefones e guias.
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Em nosso quarto dia no Rio, fizemos um tour aos monumentos do centro antigo da cidade. Partimos do hotel, cedo da manhã, para o Centro, em busca das atrações culturais, monumentos, museus, Cinelândia. Como já falei aqui no blog, a nossa atenção no Rio está voltada para os cartões postais da cidade. Nesse sentido, conhecer o centro histórico é indispensável ao turista.
Saindo do Savoy, pegamos o metrô na estação Cantagalo, na direção do Centro Antigo, que corresponde ao centro histórico, administrativo e financeiro da cidade. E se caracteriza por possuir desde prédios históricos até modernos arranha-céus. Esse é o lado curioso da denominação de antigo e histórico para o Centro do Rio, posto que a região tanto abrange antigas construções e monumentos, como um complexo de estilos arquitetônicos, que mescla modernos arranha-céus, edificações do início do século XX e do período colonial, do primeiro e segundo reinados no século 19.
Sei também que esta região é repleta de excelentes livrarias e sebos onde se encontram antigos livros bares populares e muito frequentados, gafieiras e clubes de dança populares.
Outra característica marcante do Centro do Rio é que a maior parte das suas áreas do é dinâmica, movimentada durante o dia e vazias à noite e nos finais de semana.
A forma mais prática de acesso ao Centro é via metrô, conforme fizemos. Facilmente se chega ao Largo da Carioca e Av. Rio Branco, desendo na Estação Carioca ou na Estação Cinelândia (são vizinhas, quase coladas uma na outra).
Saindo da zona sul, também prático de ônibus, passando na rua 1º de Março, e descendo na Praça XV e Centro Histórico do Rio, próximo da Av. Rio Branco. A vantagem desse trajeto é poder-se admirar a paisagem urbana, desde a Baía de Botafogo, apreciando o complexo do Pão de Açucar, e o Aterro ou Parque do Flamengo.
Vista aérea do centro do Rio de Janeiro. Imagem: wikipedia.org
Nossa primeira parada foi na Praça Marechal Floriano, conhecida como Cinelândia (assim chamada desde a década de 30, devido ao grande número de teatros, boates, bares e restaurantes que se instalaram na região, e aos cinemas que lá existiam até o início dos anos 1970). A Cinelândia foi onde se deram algumas das manifestações políticas mais importantes da história nacional. Ainda hoje é o local favorito para exibições de ativistas políticos nacionalistas e de extrema-esquerda.
É nessa região onde ficam os tantos monumentos históricos importantes e lindos, além de todo o cenário urbano, dinâmico, razão porque ficamos, a princípio, na dúvida sobre por onde começaríamos nosso roteiro de visitas.
A primeira visita foi ao Museu Nacional de Belas Artes, depois que passamos na Biblioteca Nacional e, por não termos agendado a visita, só pudemos conhecer o hall; em seguida, passamos pela frente do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde não chegamos a entrar, mas fizemos algumas fotos de sua fachada.
Fechamos o circuito Cinelândia, almoçando no restaurante Amarelinho da Cinelândia, um autêntico filé, com arroz, farofa e fritas, ragado ao melhor chopp da Cinelândia e Coca Zero. Mais carioca, impossível.
Após o almoço, saímos [quase correndo] da Cinelândia na direção da Confeitaria Colombo, ávidos por uma deliciosa sobremesa.
Biblioteca Nacional
O edifício da Biblioteca Nacional, cujo projeto é assinado pelo engenheiro Sousa Aguiar, tem um estilo eclético, no qual se misturam elementos neoclássicos e art nouveau.
Fica situado na Av.Rio Branco, 219, praça da Cinelândia, compondo com o Museu Nacional de Belas Artes e o Theatro Municipal um conjunto arquitetônico e cultural de grande valor.
Fachada do Prédio da Biblioteca Nacional
Hall da Biblioteca Nacional
Elias, no Hall da Biblioteca Nacional
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
O Theatro Municipal do Rio de Janeiro é considerado um dos mais belos prédios da cidade, a principal casa de espetáculos do Brasil e uma das mais importantes da América do Sul. Inaugurado 1909, o Theatro tem recebido os maiores artistas internacionais, assim como os principais nomes brasileiros, da dança, música e da ópera. o Theatro Municipal do Rio de Janeiro é a única instituição cultural brasileira a manter simultaneamente um coro, uma orquestra sinfônica e uma companhia de ballet.
Cúpula do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. É notória a influência francesa. O desenho do prédio foi inspirado no da Ópera de Paris, construída por Charles Garnier.
Museu Nacional de Belas Artes
Visitamos o Museu Nacional de Belas Artes, criado em 1937, que mais parece um palácio, cujo edifício sediou, inicialmente, a Escola Nacional de Belas Artes, construída em 1908.
O acervo contém cerca de 70 mil itens, compreendendo, obras de pintura, escultura, desenho e gravura brasileira e estrangeira.
Na coleção de pintura brasileira estão representados os melhores do segmento representativo do século XIX, que é o melhor do Brasil. Encontramos obras de de grandes artistas do período, como, Vitor Meireles, Agostinho da Mota, Pedro Américo, Almeida Júnior, Belmiro de Almeida, Rodolfo Amoedo, entre outros.O Museu expõe também importantes obras artísticas brasileiras do século XX, de artistas como Eliseu Visconti, Tarsila do Amaral, Alberto da Veiga Guignard e Candido Portinari. São cerca de 2.200 peças que compõem a coleção, que cobre mais de dois séculos da pintura realizada no Brasil.
São tantas obras de valor inestimável, que fica difícil comentar mesmo a maioria delas. Aquelas que mais me chamaram a atenção, foram as de Pedro Américo, particularmente, por ser um paraibano reconhecido mundialmente; em segundo lugar, pelas dimensão e qualidade de suas obras. A que mais me impressiona, é a Batalha do Avaí, pela grandeza; seguida de Judith rende graças a Jeová, pela alta definição dos detalhes e realismo nas expressões de Judith.
Judith rende graças a Jeová por ter conseguido livrar sua pátria dos horrores de Holofernes, 1880. Pedro Américo (1880).
Em seguida, detalhes dos assoalhos do Museu Nacional de Belas Artes.
Confeitaria Colombo
A Confeitaria Colombo tem mais de 100 anos de história. Até hoje, procura preservar a própria história, mesmo que a qualidade dos produtos e serviços não sejam mantidos com a mesma preocupação. Tornou-se patrimônio cultural e artístico do país. Foi, por exemplo, a confeitaria preferida de Olavo Bilac - onde tinha uma mesa reservada -, e muito frequentada, também, por importantes figuras da antiga República; celebridades como Rui Barbosa, Chiquinha Gonzaga, Villa Lobos, Virginia Lane, Getúlio Vargas, entre outros.
Nas poucas vezes que fui ao Rio sem ser a trabalho - creio que, no máximo, umas três vezes -, em nenhuma, deixei de ir à Confeitaria Colombo. Caminhar pelo o Largo da Carioca sem desfrutar de um lanche ou um chá tradicional na Confeitaria é quase um pecado.
Depois de almoçarmos, Elias, Pippe e eu, no Amarelinho da Cinelândia, fomos comer nossa sobremesa na Colombo. Aproveitamos, e atravessamos também a Rua do Ouvidor, uma via ainda super movimentada, e que já foi a principal rua do Rio de Janeiro do século XIX. Passamos pelo Convento de Santo Antonio, mas, a pressa em chegar à Colombo, nos fez dispensar a visita.
Sempre me encantei com a arquitetura e decoração da Confeitaria. Ao mesmo tempo em que ela lembra um grande bistrô, com marcas culturais francesas em sua arquitetura, ostentando elementos de art-noveau; o local ainda está incorporado à vida carioca atual, em pleno funcionamento e bastante visitado. Se no passado foi frequentado por antigos presidentes e senadores, ainda hoje vive lotada, com filas de espera que ultrapassam a sua porta.
Apesar de ter observado e concordado, em parte, com algumas críticas, no Tripadvisors, sobre o declínio dos seus serviços, a Colombo ainda desperta na gente não só o desejo de experimentar todas as suas iguarias, mas o de comer ininterruptamente; como também, de reter na memória não só os seus sabores, mas a sua compleição física, seu glamour, a sua personalidade histórica...
Como está registrado em seu próprio site, "a Confeitaria Colombo é até hoje considerada uma das mais importantes obras de arquitetura e decoração da belle époque carioca. Da claraboia ao piso, tudo é arte e beleza."
Por isso, saí-me a fotografar tudo, em todos os detalhes, como vocês poderão ver, a seguir.
Fotos e embalagens de produtos do século passado são comercializados pela Confeitaria.
A confeitaria diz que oferece mais de 500 cardápios antigos. Comentários vistos no Tripadvisor dão conta que a confeitaria hoje vive mais da tradição, não inova na cozinha e a qualidade é apenas razoável. Hoje, pudemos conferir que, realmente, o serviço deixa a desejar. A fila de espera é lenta, nem todo/a/s o/a/s garçons/garçonetes atendem bem. Como o local vale a visita, decidimos manter a paciência.
Ainda seriam as louças da Cia. Vista Alegre?... Já se encontram bastante maltratadas pelo tempo.
A receita desse tipo de doce tradicional português, foi trazido no século passado, e confeccionados por confeiteiros vindos de Portugal.
Esse protiferole chegou assim mesmo, quase desmanchado. Os três pratos que pedimos chegaram em tempos diferenciados. Cada um de nós foi servido em um momento distinto. Creio que a/s cozinha/s funciona/m por especialidade, pois os pratos pareciam chegar de diferentes direções e por garçons diversos.
Os espelhos belgas, o belíssimo mobiliário em jacarandá, e as bancadas de mármore italiano, demonstram a passagem do tempo e o descaso com a preservação do patrimônio.
Referências:
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Marechal Floriano S/N - Centro, Rio de Janeiro - RJ - Cep 20031-050 - Tel: 2332-9191 / 2332-9134.
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Nossa programação de hoje no Rio de Janeiro já estaria sob medida para uma véspera de natal com os passeios que fizemos aos melhores cartões postais da cidade, o Corcovado e o Pão de Açúcar. Mas, para o natal e, ainda melhor, para uma noite de natal, uma noite feliz em família, a nossa noite também foi coroada.
Lá para as duas da tarde, ao retornarmos dos passeios, estávamos famintos, cansados e encantados com a cidade do Rio de Janeiro. Foi muita ação (haja escadas e sobe-desce de van) e emoção e em muita intensidade. Porque o Rio continua sendo a 'cidade maravilhosa'. Então carecíamos, urgentemente, de um chopp estupidamente gelado e um suculento prato de... moqueca! P., infalivelmente e sempre, desejando a bebida dos seus sonhos, a sua Coca Zero.
Lembramos da dica de nossa amiga L.C., e fomos averiguar o restaurante que nos indicou: o famoso Caranguejo. Ela nos disse que a comida era de boa qualidade, quando lhe perguntei se seria uma boa escolha para ceia de natal. A princípio, pelo nome, me parecia um tanto regional demais para a ocasião. Por isso, resolvemos testá-lo no almoço, pois um chopp com frutos do mar combinaria com o calor imenso que fazia.
O Caranguejo, na comida, foi uma deliciosa e agradável surpresa. Especializado em frutos do mar, fomos servidos por garçons atenciosos, que nos serviram, de imediato, bolinhos de bacalhau e pastel de camarão, seguidos de uma moqueca mista dos deuses, com arroz e pirão, como nunca vi. O pastel estava bom, mas o bolinho de bacalhau, sem graça. Já, a moqueca, uma delícia fumegante.
O local é simples, quase rústico, e apertadinho, as mesas quase coladas, se expandem pela calçada, costume bastante apreciado pelos restaurantes e lanchonetes do Rio. Aliás, o restaurante lembra mais um botequim, está sempre cheio e há fila de espera. Quem estiver apressado, também pode comer/beber em pé.
O restaurante é um dos points mais badalados do Posto 4 da moçada que vem da praia. Mas, achamos a comida caríssima, assim como a dos restaurantes cariocas, de modo geral; e, comparativamente, ao conforto que oferece.
Uma mancha na reputação do restaurante é o banheiro sujo. Não fui, não vi, mas ouvi os comentários.
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Depois de um merecido repouso no Savoy, especulamos sobre como seria nossa 'noite feliz', o que faríamos, onde jantaríamos. Optamos por evitar locais badalados demais, shows, eventos. No máximo, encararíamos um jantar, pois, independente de ser natal, obviamente, jantaríamos.
Na internet, pesquisei sobre os restaurantes que estariam abertos. Fiquei sabendo que, além dos famosos (Porcão, Fasano, Bistrô do Leme, Gula Gula, Atlantis) que estariam oferecendo a famosa "ceia de natal", a preços impensáveis; e poucos restaurantes estariam abertos. Não tínhamos interesse em gastar fortuna em "ceia de natal", sem contar que os restaurantes cariocas já são normalmente muito caros. Assim, se não encontrássemos um restô razoável, nos conformaríamos com uma refeição simples em um dos cafés 24 hs que funcionam em Copacabana.
No início da noite, enquanto fiquei lendo, P. foi correr na orla, e E. foi sentar no calçadão. Na volta, E. deparou-se com um restaurante aberto, o Príncipe de Mônaco, e ficou sabendo que estaria funcionando até meia-noite. E lá, nesse Príncipe de Mônaco, sobre o qual nenhuma referência encontrei no Google, nem mesmo o endereço, que é na Miguel Lemos, 18, em Copacabana, foi onde comemoramos o nosso natal.
O local, ligeiramente mais amplo do que o Caranguejo, mas aparentemente do mesmo padrão, revelou-se no delicioso cardápio e no excelente atendimento. Quando chegamaos, estava quase vazio, mas em pouco tempo lotou, e, pelo público, o restaurante nos pareceu agradavelmente família; pois, o ambiente se contagiou rapidamente de risos de crianças, altos papos, tilintar de pratos e copos, numa atmosfera alegre, que mais lembrou a de uma cantina italiana. Comemos bem um prato à base de lagosta e outro de bacalhau.
Foi uma noite divina, tranquila, e o clima entre nós estava aconchegante. Um natal calmo, feliz e sem grandes prestensões, foi o que logramos brindar, exatamente como havíamos planejado.
Referências:
Restaurante O Caranguejo
Endereço: Rua Barata Ribeiro, 771 - Copacabana - Rio de Janeiro , RJ Fone: 55 21 2235-1249 [Fica na esquina com a Xavier Silveira, frente da estação de metrô Cantagalo]
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2ª Etapa do nosso tour: Pão de Açúcar e Centro-Catedral
Pão de Açúcar
O complexo do Pão de Açúcar está localizado no bairro da Urca. É composto pelo Morro do Pão de Açúcar, morro da Urca e morro da Babilônia. É, juntamente com a estátua do Cristo Redentor, o maior cartão postal da cidade do Rio de Janeiro e um dos mais famosos do Brasil. O complexo é margeado pelas águas da baía de Guanabara, constituindo-se numa referência turística internacional para a cidade.
O Bondinho do Pão de Açúcar é uma atração complementar, com a visão do seu vai-vem já incorporada à paisagem carioca. O passeio desse teleférico, interligando a Praia Vermelha e o Morro da Urca ao Pão de Açúcar. Idealizado em 1908 e inaugurado em 1912, tornou-se o 1º teleférico instalado no país e o 3º do mundo.
Custo a acreditar que grande parte dos cariocas nunca subiu ao Corcovado e PA. A visita aos dois pontos turísticos vale a pena, é um passeio de tirar o fôlego, imperdível e inesquecível. Visitar o Rio e não visitar o PA é como fazer uma viagem até o meio do caminho.
Ainda estávamos extasiados com a vista panorâmica do Corcovado, quando o passeio no PA nos apresentou um cenário com 360º de paisagens deslumbrantes, que incluem as praias do Leme, Copacabana, Ipanema, Flamengo, Leblon; Pedra da Gávea, o imponente maciço da Tijuca e o Corcovado, com a imagem do Cristo Redentor; Baía da Guanabara, com a enseada de Botafogo; centro da Cidade; Aeroporto Santos Dumont; Ilha do Governador; Niterói; Ponte Rio- Niterói; e, ao fundo a Serra do Mar, com o pico "Dedo de Deus". Ficamos alucinados com tanta beleza de encontro cidade e natureza; além de admirados com a tecnologia.
Dizem que o PA é a montanha brasileira que tem o maior número de vias de escaladas, calculadas em cerca de 60 vias. Enquanto os bondinhos viajam idefinidamente, os alpinistas preferem chegar ao PA por outros caminhos e asssumindo o seu próprio risco.
Uma dica, é visitar o PA à tarde e presenciar o pôr do sol e contemplar o Rio de Janeiro à noite, com todo o esplendor da cidade iluminada. Imagine as grandes fotos que se podem fazer.
Como chegar: O acesso ao PA é feito pela Av. Pasteur Nº 520, no bairro da Urca. A partir do centro ou da zona sul da cidade, pode-se chegar, de ônibus, na estação. O ônibus Turístico City Rio, linha azul e laranja, tem ponto na praça General Tibúrcio, em frente à estação. Uma opção é descer na Enseada de Botafogo e prosseguir contornando a Baía, conhecendo o Iate Clube do Rio de Janeiro e vários edifícios tradicionais. Um trajeto que dura aproximadamente meia hora. A entrada é em frente à praça; na estação do teleférico compram-se os ingressos.
Na estação, aproveite para conhecer as lojas de souvenirs. Encontram-se também WCs, centro de informações, telas e fotos da história do bondinho. A plataforma do bondinho é ampla, conta com lanchonetes, restaurante, bares, lojas e WCs, com trilhas no meio da vegetação, e mirantes naturais onde as vistas perfazem 360o. A segunda plataforma conta com os mesmos serviços da 1ª, porém sem restaurante.
Bilhetes: A abertura da bilheteria dá-se às 08h00 e o fechamento às 19h50. O fechamento do parque acontece sempre 1 (uma) hora após o encerramento da bilheteria. O teleférico faz viagens de 20 em 20 min ou quando atinge a capacidade máxima (65 pessoas). Adultos pagam R$ 53,00, crianças de 6 a 12 anos pagam R$ 26,00 e abaixo de 5 anos não paga nada. Idosos a partir de 60 anos e portadores de necessidades especiais tem 50% de desconto.
É importante destacar a existência de elevadores para portadores de necessidades especiais e de banheiros adaptados tanto no Morro da Urca como no Morro Pão de Açúcar.
Referências:
Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar - CCAPA
Avenida Pasteur, 520 - CEP 22290-240 Rio de Janeiro, RJ - Brasil
Tel.: 55 21 2546-8400 - Fax.: 55 21 - 2542-1641
Email: bondinho@bondinho.com.br
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Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro
Saindo do Pão de Açúcar, fizemos um tour pelo Parque do Flamengo, em direção ao Centro da cidade - que estava praticamente deserto, com as lojas e bancos fechados, por ser uma tarde de sábado -, terminando com uma visita à Catedral Metropolitana, que se localiza no centro financeiro da cidade.
O edifício da igreja tem um formato (arquiteto Edgar de Oliveira da Fonseca) inusitado, em forma de cone/pirâmide; com 106m de diâmetro na base e 96m de altura. A porta principal é decorada com 48 baixo-relevos de bronze, com o tema da fé.
Internamente, os vitrais em fortes e diversificadas cores, envolvem as paredes nos 4 pontos cardeais, filtrando a luz do sol que se projeta em cores variadas, modificando-se a cada hora do dia, criando uma atmosfera mística. Os desenhos de cada faixa de vidro são diferenciados pela cor.
"Do escultor Cozzo é também a cruz latina - com a Virgem Maria num lado e São João Evangelista no outro - que fica por cima do altar-mor, sustentada do teto por dois cabos de aço, fazendo lembrar a profecia de Cristo: 'Eu, uma vez elevado da terra atrairei todos a mim' (JO 12,32)."
Como o tempo de nosso passeio estava estourado, vimos o essencial da igreja. Deixamos de conhecer o Museu de Arte Sacra, que fica no subsolo. Soubemos, na ocasião, que o museu contém uma fonte usada para batizar os príncipes da Familia Real, uma estátua de N.S. do Rosário, o trono de D.Pedro II e a Rosa de Ouro concedida à Princesa Isabel pelo Papa Leão XIII celebrando sua assinatura do Ato de Abolição da Escravatura no Brasil.
Referências:
Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro
Endereço: Av. República do Chile, 245 - Centro
Missas: de segunda a sexta-feira, 11h00, e domingo às 10h00.
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Viajei ontem pela TAM, partindo de João Pessoa, enquanto Elias e Pippe, vieram pela Azul; partimos e chegamos, praticamente, no mesmo horário, com diferença de poucos minutos. Chegamos ao Rio, no Galeão, à tardinha, no melhor do pôr-do-sol. O cenário da aterrisagem foi de cinema.
Tive de fazer uma boa caminhada, dentro do próprio areroporto, para ir ao encontro de E. e P., que desembarcaram numa outra plataforma. Não lembro quando foi a última vez que estive no Rio, mas sei que foi antes da reforma do aeroporto. A princípio, achei confusos os portões e as novas (para mim) esteiras; mas, em segundos, me recondicionei ao novo lay-out.
O Savoy é um hotel antigo, não é luxuoso, embora seja grande. Ocupamos um ap no 6º andar e não chega a nos incomodar com o barulho da rua. Vista para a N. Sra. de Copacabana. Gosto de me hospedar em hotel limpo e onde somos bem tratados. Esse é o caso do Savoy, até o momento. Apenas o piso do quarto fica devendo: de textura manchada, encobre a sujeira que aparece em nossas sandálias. O banheiro é antigo, pia pequena para nosssas necessaires. A tv é legal. O café da manhã é razoável, com o essencial que se pode esperar de um bom café da manhã. A mim, é suficiente ter frutas e queijos frescos, e um delicioso mingau de aveia - que adoro. Mas a internet não é gratuita - R$ 22,00 ao dia.
A nossa permanência no Rio deverá estender-se até o dia 30. Mas, quando fiz a reserva, a rede hoteleira mantinha em suspenso as marcações para o 'pacote reveillon', pois só aceitariam hóspedes que permanecessem no hotel naquele período considerado 'pacote reveillon'. E esse periodo ainda não havia sido determinado. Na ocasião, consegui fazer apenas a reserva no 'pacote natal', 23 a 28 de dezembro; e quando retornei pra ver se já estavam abertas as reservas para o reveillon... os hotéis não aceitavam reservas para o período 29 a 30 de dezembro, e, ainda assim, já estavam lotados. De qualquer modo, não está em nossos planos passar reveillon, este ano, no Rio, pois programamos outros destinos.
Mas, como, lá no meu interior, diz-se que amigo vale mais do que $ na praça, a partir do dia 28 vamos contar com a hospedagem luxuosa de nossa amiga L.C. que mora na Barata Ribeiro, e estando em João Pessoa, nos convidou a ocupar o seu ap nos próximos dias. A partir desse dia, nossa estadia está resolvida, embora seria mais prazerosa, se ela, minha amiga, estivesse em nossa companhia. Entretanto, a sua gentileza, ainda que com sua ausência, tornará nossos dias no Rio muito mais agradáveis.
Ontem, logo, ao chegarmos, nos deparamos com o 'calor carioca'. Chamo de 'carioca' aquele calor que remete, invariavelmente, ao chopp. O povo carioca é insuperável no consumo e na qualidade do chopp. Por isso, o nosso impulso para o chopp foi irresistível. Foi a primeira coisa que fizemos, depois de termos deixado as malas no hotel, e verificado as programações culturais, os guias de passeios.
Chegamos também com fome. [Lá se foram os tempos em que as empresas aéreas serviam refeições!]. Traçamos um maravilhoso filé, com chopp 'estupidamente' gelado, num restaurante próximo ao posto 5.
Voltando ao hotel, tratamos de acertar logo para o dia seguinte (hoje) os passeios aos 'cartões postais' da cidade (Corcovado, Pão de Açúcar, etc.). Como era véspera de Natal, supúnhamos que não teríamos muitas opções de contratação de passeios para o dia de amanhã, por ser feriado do Natal. [Já ficamos cientes de que haverá poucas opções de restaurantes, inclusive].
Fizemos a aquisição do pacote por intermediação do Hotel Savoy mesmo. Optamos pelo percurso Corcovado e Floresta da Tijuca - Pão de Açúcar e Centro Histórico da Cidade, em 4 horas.
Hoje, o dia foi bem movimentado. A van nos pegou no hotel às 07h30 e já vinha com alguns turistas. Afora nós três, Elias, Philippe e eu, os demais turistas eram estrangeiros que não falavam português. Um grupo pequeno, mas agradável. E o guia, of course, era bilíngue.
Abaixo, um flagrante do Cristo, antes da subida:
O Corcovado é uma cordilheira do maciço da Tijuca, bastante famoso pela estátua do Cristo Redentor, de 38m de altura, inaugurada em 1931. O morro possui 710m de altura e se encontra no Parque Nacional da Tijuca. A estátua é uma das 7 maravilhas do mundo moderno e um dos principais símbolos do nosso país.
A subida, dá-se pela Floresta da Tijuca - belíssima, em toda a sua exuberância. Passamos também, rapidamente, pelo bairro de Santa Teresa, um das regiões mais charmosas da cidade .
O local onde está o Cristo Redentor é servido por elevadores e escadas rolantes, o que facilita bastante a circulação e o conforto das pessoas, principalmente daquelas com dificuldade de locomoção e sujeitas a vertigens (como eu).
Embasbacamo-nos com o cenário do Rio de Janeiro aos nossos pés, com a vista para as praias da cidade, estádio Maracanã, Sambódromo, e Lagoa Rodrigo de Freitas.
Tudo devidamente registrado pelas nossas lentes. Usei minhas câmeras Sony e Canon, enquanto P. fazia os seus cliques pelo iPhone. Para quem curte fotografia como eu, estávamos num paraíso privilegiado ante nossos olhos. O calor intenso, abafado, e o tempo meio fechado, nublado, na maior parte do passeio, não foram empecilhos para a captura de boas imagens, como vocês podem observar. Melhor seria com sol, mas, ainda assim, nada tirou o brilho do nosso deslumbramento. A primeira vez que fui ao Corcovado, foi em 1981; e a emoção, o fascínio que senti pela manhã, diante da perfeição daquela natureza, foi até maior, dada a perspectiva e a compreensão de mundo que tenho hoje.
Nós, integrados na mesma emoção.
A 'japonesa', fazendo o que mais gosta.
Referências:
Savoy Othon Travel
Endereço:
Av. N.S. de Copacabana, 995 Copacabana - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 22060-001
Tel: 55 21 2125 0200 / Fax: 55 21 2125 0201
Corcovado
Floresta da Tijuca
Pão de Açúcar
Centro Histórico da Cidade do Rio de Janeiro
Fotos do hotel, do site do Savoy Othon Travel.
Posted at 22:34 in Família, Lugares, Rio de Janeiro, Viagem | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Parto hoje, com marido e filho, ao Rio de Janeiro. Há décadas que eu não visito o Rio na condição de turista. Como é a primeira ida do meu filho à cidade, nos esforçamos por planejarmos uma programação de turistas típicos. Intimamente, eu estou precisando me sentir integrante de um cenário urbano que não tenha ainda perdido seu elo com a natureza. Por isso, lembramos do Rio como destino certo para passarmos o Natal.
Posted at 14:18 in Família, Lugares, Natureza, Rio de Janeiro, Viagem | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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“I will honor Christmas in my heart, and try to keep it all the year. ”
― Charles Dickens
Feliz Natal para todos os Amigos e Familiares!
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Quando morrer
eu vou morrer
de saudade de mim.
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Para minha felicidade, andaram escarafunchando os baús de Juazeirinho.
Como resultado, algumas das relíquias caíram estrategicamente no meu notebook. Certamente, porque o respectivo marido faz parte da cena. E, menos, porque alguém teria adivinhado que sou aficionada nessa coisa de fotografia vintage. Gosto de relembrar ou de imaginar o passado, perscrutar o clima da cena, os humores das pessoas, os costumes da época, o olho do fotógrafo. Gosto de ver o filme, através da foto.
O registro, dizem, é de 1952. Foto tirada, supostamente, na calçada de uma escola das antigas, da cidade de Juazeirinho, na Paraíba. Talvez, até seja uma das que se chamavam de “escolas particulares”, e que, geralmente, funcionavam na casa da própria professora.
Muitos são os aspectos que se sobressaem a mim nesta fotografia. A partir do meu ‘olhar’, bien sür. No geral, surpreende a perspectiva de visão do fotógrafo. Percebam que ele ‘mirou’ a cena meio que de lado. Fico imaginando as contorções para enquadrar tanta gente, sem cortar cabeças, membros; e se alguns não conseguiram aparecer, simplesmente por uma questão de estatura. O tempo de exposição deve ter sido um esforço à parte. Até que ele conseguisse que todos ficassem inertes, em sentido, de olhares fixos em sua figura (yeahh, todos olham para o retratista), já devia estar suando em bicas. Afinal, Juazeirinho é um lugar de clima quentíssimo, desértico, sem nuvens. Porquanto, deduzo que a foto não foi feita à sombra.
Os detalhes interessantes são inúmeros. E, a cada momento, consigo perceber mais coisas. A moda, por exemplo. As garotas, todas vestindo babados e mangas bufantes, ostentando maravilhosos cachos nos cabelos, arrematados por amplos laços de fitas, quase todos de cor clara. Isso foi marcante nessa década, as roupas femininas eram glamurosas. Ainda alcancei, nos anos 60 os traços remanescentes : a cintura marcada, as saias rodadas e franzidas.
Reparem que as professoras não estão desleixadas. Vestem com simplicidade. Na época, as mulheres eram bem cuidadas, por mais simples que fossem seus estilos de vida, como as jovens da foto. Ainda assim, as faces exibiam, no mínimo, rouge carmim e batom vermelho. Lembro de grandes marcas de cosméticos dessa época (minha mãe e tias usavam): Ponds, Helena Rubinstein... Como na foto, as mulheres costumavam repartir os cabelos ondulados ao meio, ou usavam também coques e rabos de cavalo, ou com mechas curtas e franjas.
Os meninos de roupa de linho, cinto fino e suspensórios – tendência que perdurou até os anos sessenta.
Chamo a atenção para os calçados, ninguém de sandálias ou chinelos, tipo havaianas. Penso que estas ainda não existiam.
Enfim, boa sacada do fotógrafo – não creio que fosse um lambe-lambe -, foto linda, composição maravilhosa, retrô, e deliciosamente, provinciana.
Posted at 22:45 in Fotografia, Lugares, Moda, Saudade | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
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Esta máxima aguça os meus questionamentos sobre a neurociência e a genética comportamental. Pelo menos, naquilo que os genes não influenciaram, além da aparência e do intelecto, a convivência familiar aproxima estas duas crianças, de tal forma que as semelhanças comportamentais tornaram quase incontestável a tese de que 'quem sai ao pai, não degenera'.
Posted at 11:10 in Comportamento, Cotidiano, Família, Fotografia, Saudade | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Posted at 15:13 | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Posted at 21:46 in Fotografia, João Pessoa, Lugares | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Posted at 09:33 in Flores, Fotografia | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Posted at 21:44 | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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MINHA AMIGA: Bom dia...o dia hj ta preguiçoso
IRMÃO DELA: Bom dia, bom trabalho prá você.
AMIGA DELA: Gatinha muita coragem e muita luzzz pra te... Vai ser otimo o dia preguiçoso!!!
Dia Seguinte:
MINHA AMIGA: AMANDO CADA VEZ MAIS...TE AMO MEU NÊGO!!!
FILHA DELA: EU TE AMOOO E VOU GRITARRR PRA TODO MUNDO OUVIRRRR.... kkkkkk
IRMÃ DELA: É isso aí.......ama pra valer!!!* _ *
3 Minutos Depois...
MINHA AMIGA: Gente hj estou tao inspirada, amar é bom demais....
EU E OUTRAS 2 PESSOAS: Curtimos
FILHA DELA: kkkkkkk.... paim tá cortando o barato dizendo pra vc sair da net e trabalhar mãe...kkkk
IRMÃ DELA: kkkkkkkk e é pq ela está se declarando pra ele hein!!!!!!!
MINHA AMIGA: aff..a pessoa nem pode expressar seus sentimentos..rsrsrs
IRMÃ DELA: rsrsrsrs
FILHA DELA: kkkkkkkkkk
Posted at 20:38 | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Posted at 21:28 in Comportamento, Cultura, Fotografia, Meio ambiente, Natureza | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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Depois de longo período submersa em profundo silêncio, eu emirjo com uma pérola contada por uma jovem amiga:
"Como é que pode uma pessoa ser desastrada assim como eu?? Fui a um velório e, chegando lá, fui me encostar numa porta e só ouvi a pancada: Quase derrubo a tampa do caixão! :( Que vergonha!".
Nunca fiz coisa igual, mas já me aconteceu muita coisa parecida... oh, sou a rainha em enfiar os pés pelas mãos. Não ouso nem contar os meus tropeços.
Posted at 15:14 in Amigos, Comportamento, Cotidiano, Humor | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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"Pourquoi sommes-nous toujours fascinés par ces images du passé? Parce que nous sommes des espèces de dieux quand nous regardons en arrière. Dieu connaît tous les temps et Il connaît tous les avenirs. Nous ne connaissons qu'un avenir: c'est l'avenir du passé". Jean d'Ormesson.
[Por que nós sempre nos fascinamos pelas imagens do passado? Porque somos uma espécie de deuses quando olhamos para trás. Deus conhece todos os tempos e Ele conhece todos os futuros. Nós não conhecemos senão um futuro: o futuro do passado.]
Via, Sou conservador, sim, e daí? (blog)
Imagem: Londres, torre do Palácio de Westminster e Big Ben, perspectiva vista do Jardim da Rainha. Janeiro de 2011.
Posted at 16:13 in Europa, Fotografia, Londres, Lugares, Viagem | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
Technorati Tags: "big ben", "queen's garden", "torre do palácio de westminster", 2011, fotografia, garden, image, jardim, london, londres, lugares, queen, rainha, trip, viagem
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Posted at 11:14 in Flores, Fotografia, Natal, Viagem | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
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