07-05-2008

Refrescando a memória e matando a saudade

Perptuo1

A última vez que estive com minha amiga Perpétua, éramos adolescentes, estudantes. O tempo passou celeremente, nos distanciamos, morei em diferentes lugares. Ambas casamos, constituimos nossas famílias, sem nunca termos criado uma oportunidade de reencontro. Mas, a amizade continuou intacta aqui, no meu coração, porque ela sempre esteve também ligada à família e ao lugar onde curti meus melhores, inesquecíveis e dourados anos, e para onde, por razões inexplicáveis da vida, nunca mais retornei. Estou convicta de que o reencontro um dia acontecerá. Por enquanto, só logro emocionar-me diante da imagem confiscada, pelo orkut, da minha querida amiga, não só com suas filhas - que ainda não conheço ao vivo - mas com seus netinhos também.

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Querida amiga, não haveria melhor ocasião de matar minha saudade, do que na onda de comemorações do nascimento de sua netinha Maria, filha de sua filha Analina. Veja que foto mais apropriada na semana dedicada às mães: você, ao lado de sua bacanérrima prole.

Inteligência emocional

Frequentemente esforço-me por dominar as emoções, evitando manifestar-me sobre assuntos demasiadamente dolorosos ou revoltantes. Por que, me conheço. Quando os dramas que estão em pauta são familiares, eles me pegam inteiramente pela emoção. A emoção, que sempre nos dá lições, acorda para o significado da vida, justificando a nossa irrefutável condição humana. E, no mais das vezes, ela é o recurso milagroso que imprime um sinal de vida onde parecia não haver. Às vezes, o leve sinal de sua presença, pode redimir - ou, por outro lado, condenar - o culpado.

Mas, é verdade também que as aparências das coisas mudam de acordo com as nossas emoções internas. A emoção pode distorcer a percepção, a visão, pode enganar e nos fazer cometer equívocos.

É nesse ponto, que temo que as emoções dominem a razão, e nessa região fronteiriça tênue, fazer análises e julgamentos injustos, inoportunos de epsódios dos quais não participei, não fui testemunha ocular. Daí que, para descambar para a parcialidade, o passo é curtíssimo. E um passo mal dado, uma expressão mal formulada, numa via, numa estrada que anda na velocidade do pensamento, tem repercussões importantes na vida das pessoas, para o bem, ou para o mal.

Tecer comentários e considerações sobre delitos complexos e carregados de alto conteúdo emocional é um ato arriscado. Por isso, minha tendência é sempre de, no máximo, assistir e questionar os fenômenos públicos, particularmente e junto ao meu círculo de convivência. Mas, é claro, que frequentemente, vejo-me emaranhada em minhas próprias contradições internas, e o desejo de bradar "fala" mais alto.

Manter-me aparentemente distante dos acontecimentos polêmicos, na minha aparente acomodação cotidiana, é uma postura socialmente correta? Mas, o que é certo, o que é errado? O que é certo para uns, pode ser errado para outros.

Malgrado todas essa inquietações, e cônscia de minha fragilidade emocional, evito afirmações, julgamentos precipitados ou a sensibilização coletiva pelo blog ou e-mails.

Sou altamente vulnerável ao sofrimento infantil e dos idosos. Fico penalizada, revoltada e piegas. Vocês questionarão: e daí, todo mundo fica. O que há de impressionante nisso? Tenho um caráter materno, não só pela minha própria condição de mãe, e por amar incondicionalmente o meu filho. Como se isso não bastasse, sinto-me visceralmente mãe de todas as crianças. E, mais frequentemente do que gostaria, sinto-me, pretensiosamente, mãe da humanidade. É aí, onde mora o perigo. Perco a dimensão da minha humilde condição de pessoa igual a todo mundo, limitada, acreditando-me forte, poderosa o suficiente para aniquilar o inimigo, ou seja, o monstro ou monstra criminosa/o, torturador/a de gente, criancinhas e idosos.

Não obstante a minha consciência de direitos à cidadania, reconheço que os impulsos ocultos, extremos, devem ser evitados.

Por vivermos num estado democrático de direito, existem instituições que têm a obrigação moral e legal de manter a ordem, julgar, aplicar punições. Não podemos usar canais de grande amplitude como internet, para manifestações extremas de cidadania e gestos tresloucados de intervenção amadora e de manipulação social. Se as instituições não estão dando conta, cobremos delas, mas não podemos fazer justiça com as próprias mãos, nem fazer da nossa língua um punhal assassino.

Quantas vezes, ao ver o casal Nardoni e o monstro Josef Fritzl na televisão, cada um de nós não tem o ímpeto desejo de fazer justiça, no papel de juízes e algozes? O autocontrole e bom senso, aliados a uma boa dose de serenidade são necessários para evitar que as emoções nos deixem levar pela mídia, que criemos juízo de valor de maneira intempestiva, no calor dos fatos. Convém deixar passar a poeira emocional, a histeria coletiva. É imprescindível agir com inteligência emocional. É importante manter a cabeça no lugar. Afinal, destruir o criminoso não vai trazer de volta a vida ceifada.

É preciso lembrar que existem muitos outros problemas, que geram a violência, como a desigualdade social, a educação (a falta de), a superpopulação, o preconceito, a intolerância. Seremos bem mais efetivos se contribuirmos para criar de uma cultura de transformação social, atuando no âmago do problema principal para as gerações futuras, para que elas não venham a vivenciar o mesmo que passamos nos dias atuais.

06-05-2008

A natureza, em sua autoreconstrução/reprodução

Salamandra

Perspectivas para a regeneração de membros humanos:
O progresso rumo à regeneração de partes importantes do organismo, como acontece com a salamandra, pode revolucionar o tratamento de amputações e de ferimentos graves... Leia tudo>>
por Ken Muneoka, Manjong Han e David M. Gardiner

Foto: Petffriends

05-05-2008

Dois meses à eternidade

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Dois meses de tristeza, sem ela.
Sem ouvir sua voz ao telefone, 
seu "tudo bem com você?",
sem lhe ter pra lamentar os infortúnios,
sem lhe ter pra ligar aos domingos.
O tempo passa, inexoravelmente.
Apesar de tudo, sempre passará.
E sua presença tornar-se-á,
irremediavelmente,
definitivamente,
cada vez mais longínqua.
Dois meses, e já é uma longa ausência.
Mas, muito está ainda por vir.
Toda a eternidade, mamãe.

Gatinha

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parabéns pra você
nesta data querida!

[esta é uma das festejadas e queridas claras da minha vida; por isso, ela é tão iluminada]

04-05-2008

Pessoa

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Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

F. Pessoa

No Le Monde: Lia de Itamaracá não conta no PIB

O indicador que deveria medir a riqueza nacional ignora as relações culturais e afetivas estabelecidas num espetáculo artístico. Também não considera trabalho a criação dos filhos. Omissões como estas levam cada vez mais gente a indagar: para que serve um índice que só enxerga relações mercantis? Marcos Aurélio Souza

Retrô

Pra quem ama um clima vintage.

03-05-2008

Não tem preço

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... e pensar que muitos de nós, seres humanos (?), preferimos assistir a rinhas, vaquejadas, caças a raposas e outros bichos; espreitar a vida do vizinho; praticar a pedofilia; perscrutar a pornografia. Se reparássemos mais no inestimável valor da contemplação e da convivência com a natureza, na pureza das coisas simples, teríamos mais saúde e melhor qualidade de vida, e o mundo não estaria tão brutalizado nos dias atuais.

Confiscado da romântica proprietária do Luz do Sol.

Nobre campanha

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'Ligue-se no seu bebê. Ligue-se no seu homem'

Fonte: BBC Brasil.com, via Ciência e Saúde Uol.

02-05-2008

Como se pesar

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"Eu não consigo acreditar que estava fazendo errado todo esses anos. Tenho que avisar todo mundo!"

01-05-2008

O tesouro gaulês e as lembranças que são um tesouro

Eu me amarro em histórias de achados arqueológicos, porque descortinam mistérios guardados, mundos perdidos, me lembram velhos contos de aventuras, que narram sempre a busca de algum tesouro.

Numa antiga fazenda no oeste da França (em Laniscat), região da Bretanha, um explorador encontrou uma moeda antiga de ouro. Continuou vasculhando, encontrou mais 545 moedas de ouro e prata que haviam sido enterradas ali pelos gauleses (povo celta) há mais de dois mil anos.

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Sim, era um tesouro (no meu interior, aqui no Brasil, antigamente, chamava-se botija) escondido das legiões de Júlio César, que estavam ocupando a região. O tesouro gaulês, de excepcional interesse histórico, foi encontrado em meados de 2007 pela equipe do INRAP, em excelente estado de conservação, mas só recentemente é que sua descoberta foi divulgada. Mais detalhes em vídeo.
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Este caso me interessou particularmente, pois me levou a lembrar que, há alguns anos, conheci nos arredores de Compiègne, capital da Picardia, no norte da França, uma antiga e bela fazenda que continha vestígios da presença dos gauleses na região. Sou grata aos meus amigos Décio e Marília que me apresentaram aquele refúgio, ocasião em que fizemos um pic nic inesquecível, regado a queijos e vinhos, comme il faut.

O lugar é chamado de Sanctuaire Gallo-Romain de Champlieu, fica numa estrada antiga que liga Sanlis a Soissons, e é mesmo um verdadeiro santuário que se desenvolveu durante os séculos I e II. Além das ruínas remanescentes (um teatro, um templo restaurado e termas), à proximidade do sítio antigo, subsistem os vestígios de um priorado (creio que significa uma espécie de paróquia) romano, a igreja dedicada à Notre-Dame.

Felizmente, registramos aquele momento. Revendo as fotos recordo, com saudade, que fazia um belíssimo verão que colore e valoriza ainda mais as nossas lembranças.

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30-04-2008

M'esnoba

29-04-2008

Ah, Recife

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Dizem os bardos que uma cidade
é feita
de homens
com várias mãos
e
o sentimento do mundo.

Assim, Recife nasceu no cais
de um azul marinho e celestial,
onde suas artérias evocam:

Aurora, Saudade, Concódia,
Soledade,
União, Prazeres, Alegria e Glória.

Mas, nos deixa no chão,
atolados na lama
de sua indiferença aluviônica:

a ver navios com suas hordas
invasoras
e o Atlântico
como possibilidade
de saída...

Valmir Jordão.

Foto: by Prefeitura de Recife.
"Situada na margem esquerda do rio Capibaribe, no bairro da Boa Vista, a rua era antigamente um pântano de propriedade do comerciante Casimiro Antônio Medeiros. O local foi aterrado e, em 1806, nascia a rua da Aurora. É assim chamada porque voltada para o leste é a primeira a receber os raios do sol (aurora). Começa na rua da Imperatriz e vai até a avenida Norte, já no bairro de Santo Amaro".

Alugue livros

Quem mora em Recife pode usufruir de um luxuoso serviço. Aluguel de livros é o negócio da Loc Livros que, inclusive, faz entrega em domicílio, dentro da Região Metropolitana de Recife, pelo preço de três reais. Cada dia de aluguel custa 80 centavos, por exemplar. Há 1.800 livros em diversas áreas.

AInda não leu "A menina que roubava livros"?... Vá lá que tem.

Uma gota de amor é mais do que
um oceano de intelecto.

Blaise Pascal.

Testemunho póstumo do Carandiru

Para os estudiosos, praticantes, simpatizantes e, mesmo, os céticos  da Doutrina Espírita, o mercado editorial lança a obra "Carandiru - um Depoimento Póstumo" psicografada pelo médium Renato Castelani. O livro narra a vida terrena de Zeca, em Espírito que morreu no Complexo Penitenciário do Carandiru, em São Paulo, no fatídico dia do massacre (2 de outubro de 1992). O livro está dividido em duas partes: uma, narra a vida terrena dele, desde a infância, quando se lembra da miséria, tristeza, da pobreza em que vivia na favela; outra, depois do seu desencarne, quando ele memoriza, mentaliza outras vidas passadas, nas quais se comprometeu a evoluir e não evoluiu.

Polêmica foto de Madame Beauvoir

A revista Continente Multicultural retoma a polêmica sobre a foto de S. de Beauvoir (autora de "Segundo Sexo" e senhora Sartre) que a revista francesa Le Observateur publicou em janeiro deste ano, assinalando  o centenário de nascimento da escritora. A foto de Simone, nua, de costas, num banheiro, foi clicada, em 1952, pelo fotógrafo americano Art Shay, supostamente sem autorização. Shay, na ocasião, era estagiário da Life Magazine.

S_beauvoir_observateur

O aspecto curioso na onda de reações à foto, além dos retoques de photoshop (a foto foi publicada com retoques), é que o fã clube de Art Shay está a se espalhar muitos grupos linguísticos. Atualmente, está sendo providenciada uma obra de tradução de cartas entre Beauvoir e Nelson Algren, escritor americano. Em 12 de abril a Galerie Albert Loeb, em Paris, abriu sua exposição de fotografias de Art Shay, Traces of a Bygone America.

Para quem não vem acompanhando a repercussão, desde a sua origem, as feministas reagiram à publicação da foto, acusando a revista de machismo, sensacionalismo, desrespeito, de ter roubado a foto; fizeram passeatas, cobrando um pedido de desculpas do diretor de redação da revista, como ainda, pediram o mesmo tratamento para o sexo oposto: também queriam ver a bunda de Sartre.

Em contrapartida, a revista publicou uma entrevista de Art Shay, em que ele narra as circunstâncias da foto. Simone estava de caso com Nelson Algren - que habitava uma pocilga de 10 dólares mensais de aluguel, sem banheiro. Algren recorreu a Art, que arranjou um apartamento emprestado para Simone tomar banho. Art espreitou Simone, após o banho, penteando-se, nua, à frente do espelho. Com sua Laica, tirou a foto que se tornou famosa. Ela percebeu - segundo ele -, mas não fechou a porta, nem pediu que ele parasse, nem pediu as fotos. (Relato de Homero Fonseca). Shay declara que foi alertado por Algren que "uma francesa, como ele dizia, raramente fechava a porta, ainda mais com uma dobradiça de porta quebrada".

O evento parece não ter incomodado a S. de Beauvoir. Na sequência, Shay teria enviado as fotos para Algren, que remeteu uma delas para Simone. Ainda assim, Shay e sua mulher continuariam sendo convidados por Algren para os fins de semana em Miller Beach, onde ele e Simone costumavam ficar. Ele acha que se tivesse ido, teria fotografado ambos, nus, Simone e Nelson. E que, portanto, não acha que deva se desculpar pelo seu trabalho. (As declarações de Art Shay na integra)

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Na esteira da fama de Art Shay, o blog Antes de Tempo, dedicado à poesia, jazz e cultura, ilustra com foto de Shay, um belíssimo poema do escritor português Alexandre O'Neill, que reproduzo aqui, com os devidos créditos ao fotógrafo, ao poeta e ao autor do blog.

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A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer

A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.


Alexandre O'Neill in No Reino da Dinamarca, 1958.

Existem três tipos de mentira:
a mentira simples,
a mentira deslavada e
as estatísticas.

Benjamin Disraelli.

28-04-2008

então... é o seguinte... blá blá blá

Maravilha, esse blog também [ouvi falar dele na gnt - happy hour].

Esse fenônemo, eu presencio quase todo-santo-dia: gente que fala por falar; que se sente o ó-do-bobó, e quer, por que quer, dar seu recado de qualquer maneira; que acha que sabe falar; que acha que tudo que fala é importante, é relevante, é inédito; gente que se acha e quer deixar visto que passou por ali:

" depois de uma palestra, no momento em que se abre para as perguntas, a pessoa pedir a palavra pra elogiar a dicção do palestrante é ou não é o fim do mundo? Eu tenho muita vergonha pelos outros. Eu queria me enfiar debaixo do banco. Cala a boca, minha senhora!

e a quantidade de gente que pergunta sobre "qual é a solução", "qual a alternativa" ou similares?Meu deusssss do céu! Por que as pessoas precisam de uma solução, uma saída? Na maioria dos casos isso não dá certo.
ou diz: "Eu entendi isso assim assado. Tá certo?". Como assim, minha senhora? Quer o quê? Uma salva de palmas? Uma chuva de confetes? Um pirulito? E quando pegam a palavra de perguntam se é possível ligar o pensamento de X com Y? Tipo, num certo sentido, os grandes sistemas de pensamento se tocam em algum momento. Mas daí colocar um cara que nem foi citado na dança...e aquela pessoa que levanta e começa: "meu nome é Fulano de Tal, eu sou isso, trabalho naquilo...". Alooou? Alguém quer saber?
ahh. Também, queria o quê, Carrie White?"
Amei, Carrie.

boa, nas letras

Sempre que encontro boas coisas na net, gosto de compartilhar com os amigos.

Esta é a minha mais recente descoberta:

"O que uma mulher inteligente, sensível, bem-sucedida, seletiva, fresca e até mesmo um pouco blasé faz quando está louca pra dar? Me digam: o quê?
Eu não posso, com tudo o que eu sei da vida e com toda a fama de metida que criei ao longo dos últimos anos, simplesmente me maquiar como uma imbecil, botar um decote estúpido e ir caçar na noite. Com o agravante que estou no Rio e, aqui, se você sai assim de casa pode engravidar até chegar na próxima esquina. [...] Leia mais>>

24-04-2008

Receita de curandeiro

O rebanho do caipira estava doente e ninguém conseguia curar.Então ele ficou sabendo que tinha um curandeiro, que era a única pessoaque poderia salvar seu rebanho e o chamou. Chegando lá, o curandeiro disse que salvaria o gado do caipira, mas teria que ficar trancado no quarto com a filha do caipira - uma linda morena - para fazer o ritual. O caipira ficou meio desconfiado mas topou: afinal, era o único jeito de salvar seu rebanho.
O curandeiro foi para o quarto com a moça e começou o ritual:
- Passo o pau no seus joeio pra curá os boi vermeio!
- Passo o pau na suas coxa pra curá as vaca mocha!
- Passo o pau na sua viria pra curá as novia!
O caipira, que ouvia tudo por atrás da porta, gritou depressa:
- As vaca preta e os boi zebu... pode deixá morrê!

23-04-2008

Questões de identidade

Costumo viajar esquadrinhando cenários internos no profundo de minha alma. A mais inspiradora das viagens que fiz foi à Paris e Bruges. O que mais eu trouxe na bagagem foram sonhos, millefeuilles, religieuse e inúmeras fragâncias de boas lembranças. Não sou consumista contumaz, mas não resisto a uma sandália charmosa, nem a um relógio Alan Stein ou a uma coleção de cartões românticos vintage. Só compro roupas quando posso (ou seja, quase nunca) e a que me interessa. Meu luxo é um bom Cristobal. O Thé Vert, de Roger&Gallet, é outra paixão. Quando sobra tempo, vejo um filminho em casa, entre os favoritos, "Orgulho e Preconceito", da BBC e "Luna Papa".Já assistí a"O Baile" umas cinco vezes. Sempre que tenho tempo livre, vou à praia do Bessa, que fica quase no meu quintal. Curto shopping, mas não, necessariamente, para comprar: gosto de ver as novidades, passar horas em livrarias, tomar um capuccino. Não saio de casa sem minha bolsa, sempre tão pesada, não sei de quê. Mania mesmo é de fuçar as papelarias, comprar canetas, pastinhas sem futuro, post-its e bugigangas. Tenho um gato Xano siamês, um cachorro Xerife pinsher malino, que substiuiu o Nino fujão. Aprendo com eles, todos os dias, o valor da ternura. Fui ao México, numa viagem inesquecível. E fiquei encantada com Taxco, cidade que parece saída dos cartões de natal. Sou ciosa de meus objetos pessoais, livros, revistas, cds, dvds, até roupas e trecos. Empresto numa boa, se preciso for, mas desejo-os de volta, sãos e salvos. Tenho um xodó pelos meus brincos de design antigo. Gosto de cozinhar, mas não o de comer de todo dia. Gosto assim, esporadicamente, para bajular os amigos e os meus agregados domésticos. Sou workaholic, mas posso até matar um dia de trabalho pela companhia da minhas sobrinhas pilicuchicas Gabriela, Bruna e Maria Clara. Amo estar no planeta terra e estar sempre em diferentes lugares, seja a bucólica Barra, à glamurosa Champs-Élysées, eu gosto é de estar. Fissurada em belas paisagens, como a Serra do Araripe, minha paisagem inesquecível continua sendo a vista do Rio de Janeiro, no trecho ponte aérea para Sampa, num final de tarde. Brasília, é lugar de onde nunca deveria ter partido. Já meu paraíso é Gostoso. Vivo antenada com a parafernália tecnológica de informação e comunicação; sou internauta convicta, adoro blogar, fazer amizades na rede, navegar, trocar receitas e viajar nas viagens dos amigos, sem pagar nada. Se eu fosse rica, não passaria mais de um mês no mesmo lugar. Tenho o PC abarrotado de fotos da minha gente e das coisas pequeninas do meu redor; e de músicas, pois sou exageradamente fã de new age, da nova nouvelle vague francesa; e, irremediavelmente, viciada naquelas que trazem lembranças do meu passado. Não pratico esporte algum; se for considerar caminhada um esporte, digo que o meu preferido é dar voltas e mais voltas na Praça do Caju. Principalmente, depois de alguns excessos gastronômicos.  À luz do abat-jour, leio sempre um bom livro, o da hora é "A  Vingança de Gaia", de James Lovelocke. Na escrivaninha, sempre um livro técnico para estudos da tese, o de agora é "Closing the Gap in Education and Technology". Com amigos encontro grande parte do sentido desta vida. Gosto de tomar vinho com amigos e amigas, de longos papos com Eulina, Sávia, Emília, Elisabete e Lúcia Chianca. A expectativa presente é ver o filho formado, trabalhando. Os encontros em família são os momentos mais caros de minha simples existência, hoje marcados pelas grandes ausências de meus pais.

22-04-2008

Fragmentos para o dia do Planeta Terra

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Ensinem a seus filhos que a terra é nossa mãe. O que quer que prejudique a terra, prejudica os filhos da terra. Quando os homens cospem na terra, estão cuspindo em si mesmos. Isto nós sabemos. A terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto nós sabemos. Todas as coisas estão ligadas entre si como o sangue une cada família... O homem não teceu a teia da vida; ele é apenas um dos seus fios. O que quer que ele faça à teia está fazendo a si mesmo. 

Declaração do chefe Joseph Seattle (1854) .

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Gandhi disse: "Be the change you want to see in the world."

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Toi_aussi_tu_fais_partie_de_la_biod

Você também, você pertence à biodiversidade (Foto de Yann Arthus-Bertrand, 2007).
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I can change the World with my own two hands?

Hands

With my own two hands 

I can change the world
With my own two hands
Make a better place
With my own two hands
Make a kinder place
With my own two hands
I can make peace on earth
With my own two hands
I can clean up the earth
With my own two hands
I can reach out to you
With my own two hands
Im gonna make it a brighter place
Im gonna make it a safer place
Im gonna help the human race
With my own
With my own two hands
I can hold you
With my own two hands
I can comfort you
With my own two hands
But you got to use
Use your own two hands
Use your own
Use your own two hands
With our own
With our own two hands
With my own
With my own two hands

(Ben Harper, 2003)

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Preceitos Ecológicos do Padre Cícero 

Não derrube o mato nem mesmo um só pé de pau;
Não toque fogo no roçado nem na caatinga;
Não cace mais e deixe os bichos viverem;
Não crie o boi nem o bode soltos; faça cercados e deixe o pasto descansar para se refazer;
Não plante em serra acima nem faça roçado em ladeira muito em pé; deixe o mato protegendo a terra para que a água não a arraste e não se perca a sua riqueza;
Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar água de chuva;
Represe os riachos de cem em cem metros, ainda que seja com pedra solta;
Plante cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou outra árvore qualquer, até que o sertão todo seja uma mata só;
Aprenda a tirar proveito das plantas da caatinga, como a maniçoba, a favela e a jurema; elas podem ajudar a conviver com a seca;
Se o sertanejo obedecer estes preceitos, a seca vai aos poucos se acabando, o gado melhorando e o povo terá sempre o que comer. Mas, se não obedecer, dentro de pouco tempo o sertão todo vai virar um deserto só.

(Secretaria da Ouvidoria-Geral e do Meio Ambiente (Soma), do estado do Ceará).

21-04-2008

Em termos de garimpar [e confiscar, aussi, obrigada!] o desconhecido da blogosfera, ando na fase mais fértil de minha vida blogueira. Essa, que copiei-colei do Caryorker, não é a cara do Lula?

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, perguntou a Lula o que ele achava do Itamarati pedir uma intervenção da OEA no caso Colombia x Equador.

- Alô, Lula? É o Amorim.
- Desembucha Celso.
- O caso da Colombia ter invadido o Equador é um problema para OEA
- Amorim, para mim num tem esse negócio de OÉA. Para mim Ó é Ó e A é A.

Isis

Estou ficando fanzona da destrambelhada Rakelli.

Foto:  Tiago Chediak

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Ame-o ou deixe-o

Uterus_vase

Onde você acha que este vaso ficaria melhor? No consultório do seu ginecologista? Muitos diriam: leva isso pra longe daqui.... Por que a rejeição, o preconceito? Afinal, todas temos um útero. A sua mulher, sua namorada tem. Mas, nossas mesas, buffets ou prateleiras precisam ter um útero? Onde ficaria melhor?

À primeira vista, o Uterus Vase da Plug & Stéphanie Rollin é um recipiente, cuja forma e acabamento inquietante provoca sentimentos ambivalentes.

Embora a forma do órgão reprodutor feminino seja conhecido por todos, a partir de ilustrações em livros de biologia ou anatomia, raramente fala-se sobre ele abertamente. Ainda mais raras são as ocasiões para festejá-lo. Além de objeto decorativo, poderia ser um artefato pedagógico? para explicar às crianças de onde vêem os bebês?

No entanto, a beleza estatuária e a brancura pura deste bom vaso de porcelana trás de volta a dignidade a um tema humano intrínseco, que se tornou celebrado em imagens eróticas excessivamente consumidas. A enigmática notoriedade da sua forma, quanto ao vaso, reflete a real profundidade de um assunto tratado respeitosamente por seus criadores.

Concebido em uma edição limitada de vinte, o vaso é constituído de várias camadas de laca e verniz em torno de um núcleo de resina.

Veja aqui Design Milk

Treco

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Mulher adora treco, né mesmo?  Este é tipicamente feminino. Este pequeno homem de aço, todo vestido de preto, está sempre pronto para segurar sua mala, quando você estiver em um café ou restaurante.

Tenho um gancho assim, parecido, mais antiguinho, que segura a bolsa por mim, aonde quer que eu vá. Nas reuniões, as cadeiras, inadequadas, não têm ganchinho para pendurar a bolsa; nas salas de aula, as carteiras nem sempre comportam a bolsa em baixo; no ambiente de trabalho, estamos sempre procurando um cantinho discreto onde possamos 'proteger' nossa bolsa; etc. Que fazer? Largar nossa louis vuitton no chão quando chegarmos ao nosso restaurante favorito?

Como minha câmera está sem bateria agora, fico devendo a foto do similar.

Por $20CAD no uptoyoutoronto.com

A insone

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Via: Creations From Everyday Life

Com a ajuda de Deus

Diz que era um lugar de terra seca e desgraçada, mas um matuto perseverante um dia conseguiu comprar um terreninho e começou a trabalhar nele e, como não existe terra bem tratada que deixe quem a tratou bem na mão, o matuto acabou dono da plantação mais bonita do lugar.

Foi quando chegou o padre. O padre chegou, olhou para aquele verde repousante e perguntou quem conseguira aquilo.

O matuto explicou que fora ele, com muita luta e muito suor.

— E a ajuda de Deus— emendou o sacerdote.

O matuto concordou. Disse que no começo era de desanimar, mas deu um duro desgraçado, capinou, arou, adubou e limpou todas as pragas locais.

— E com a ajuda de Deus— frisou o padre.

O matuto fez que sim com a cabeça. Plantou milho, plantou legumes, passou noites inteiras regando tudo com cuidado e a plantação floresceu que era uma beleza.

O padre já ia dizer que fora com a ajuda de Deus, quando o matuto acrescentou:

— Mas deu gafanhoto por aqui e comeu tudo.

O matuto ficou esperando que o padre dissesse que deu gafanhoto com a ajuda de Deus, mas o padre ficou calado. Então o matuto prosseguiu. Disse que não esmorecera. Replantara tudo, regara de novo, cuidara da terra como de um filho querido e o resultado estava ali, naquela verdejante plantação.

— Com a ajuda de Deus— voltou a afirmar o padre.

Aí o matuto achou chato e acrescentou:

— Sim, com a ajuda de Deus. Mas antes, quando Ele fazia tudo sozinho, o senhor precisava ver, seu padre. Esta terra não valia nada.

Stanislaw Ponte Preta. Gol de padre e outras crônicas. 6.ª ed. São Paulo: Ática, 2000, p.106-8 (com adaptações).

20-04-2008

De Karina para a Vó

Fiquei comovida com a homenagem de minha sobrinha, postando essa música no orkut, dirigida a minha mãe. Realmente, a música traduz a relação entre as duas. K., morava com mamãe, que lhe abria a porta todas as noites quando ela chegava da universidade; depois que ela partiu, K. teve de, tristemente, desmontar a casa da Vó, e voltar para sua própria casa, seguir em frente... 

Porta Aberta
Luka
Composição: Luka

Os dias passam devagar
A noite me diz que você não vai voltar
Os móveis saem do lugar
Eu corro o mundo e não consigo te alcançar...

Sem você meu rádio fica mudo
Minha TV fica sem cor
Meu violão fica sem som
Sem você meu corpo não reflete mais no espelho
Minha casa cai
Sem você eu perco o chão...

Então me aceite como eu sou
Não me peça pra mudar essas manias que você já perdoou
Eu vou levando a vida, ah!
Eu vou tentando disfarçar
Mas vou deixar a porta do meu quarto aberta

Caso você queira voltar
Ah, Ah, Ah, Ah, Ah, Ah, Ah, Ah...
Caso você queira voltar
Ah, Ah, Ah, Ah, Ah, Ah, Ah, Ah

Os dias passam devagar
A noite me diz que você não vai voltar
Os móveis saem do lugar
Eu corro o mundo e não consigo te alcançar...

Sem você meu rádio fica mudo
Minha TV fica sem cor
Meu violão fica sem som
Sem você meu corpo não reflete mais no espelho
Minha casa cai
Sem você eu perco o chão...

Então me aceite como eu sou
Não me peça pra mudar essas manias que você já perdoou
Eu vou levando a vida, ah!
Eu vou tentando disfarçar
Mas vou deixar a porta do meu quarto aberta

Caso você queira voltar
Ah, Ah, Ah, Ah, Ah, Ah, Ah, Ah...
Caso você queira voltar
Ah, Ah, Ah, Ah, Ah, Ah, Ah, Ah

(Refrão)

Letra, daqui.

De Monteiro pra Montreux

Flávio José será atração no Festival de Montreux

Famoso evento suíço anuncia tributo aos sons da Paraíba

Montreux, aos pés dos Alpes suíços, será a capital da Paraíba. Ontem, o famoso Festival de Jazz da cidade anunciou seu programa para a edição de julho e, pela primeira vez, dedicará toda uma noite ao forró. Até um vaqueiro que, pelas noites da Paraíba se transforma em músico, ganhará os palcos consagrados de Montreux.

Com o título de Paraíba Meu Amor - Forró Night, a programação do festival para o dia 11 de julho incluirá Chico Cesar, Flávio José, Hamilton de Holanda, Pinto do Acordeom, Aleijadinho de Pombal e Trio Tamanduá. O músico francês Richard Galliano também fará parte do show com seu acordeom, ao lado dos brasileiros.

Se quiser, leia mais>>

Zumbis

Extraído do Blog República Vermelha:

O CASO ISABELA – OS ZUMBIS QUE A GLOBO PRODUZ
CASO VIGIADO

Família diz que caso Isabella substitui Big Brother
Plantão | Publicada em 19/04/2008 às 09h51m
Diário de S. Paulo

SÃO PAULO - Da janela do sobrado azul onde mora, em frente ao 9º distrito policial, no Carandiru, zona norte de São Paulo, a dona-de-casa Rosemary de Oliveira Alves, de 30 anos, não perde um "episódio" do caso Isabella, como se acompanhasse um de seus programas de TV favoritos.

- A gente aqui tinha o Big Brother Brasil 24 horas por dia. O pessoal até brincava comigo perguntando o que eu ia fazer quando acabasse. Terminou o BBB e começou a história da Isabella - diz Rose, mãe de três filhos e madrasta de uma menina de 10 anos.

A tragédia é encarada pela família como novela da vida real. Devido aos depoimentos de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, ontem os visitantes foram muitos.

- Fiz almoço para umas 15 pessoas. Minha sogra veio dormir em casa por causa disso. Vieram também minhas duas cunhadas, três sobrinhas, quatro senhoras da igreja e até uma prima do meu marido que mora aqui perto - conta a dona-de-casa.

Alvanira Marques da Silva, de 71 anos, sogra de Rose, não esconde a obsessão pela história.

- Acompanho desde o primeiro dia. Isso está mais enrolado que novela. Espero que se resolva. Para o povo, já está resolvido.

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A gente aqui tinha o Big Brother Brasil 24 horas por dia. Terminou o BBB e começou a história da Isabella
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Qual o espírito que mobiliza tanta gente a abandonar o conforto de seu lar, com intenções e interesses diversos? O psicanalista Alfredo Jerusalinsky tem sua teoria para explicar o comportamento de parte do cordão dos "justiceiros".

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Guia Google para as causas globais

15 coincidências incríveis

Vez por outra, umas coincidências intrigantes me ocorrem, mas não tanto quanto estas.

19-04-2008

Hoje é dia de índio

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Índios potiguaras da aldeia Cumaru de Baía da Traição (PB)

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Indios potiguaras da aldeia de Barra de Camaratuba (Baía da Traição-PB).

Os potiguaras são um grupo indígena que habita o litoral norte da Paraíba, junto aos limites dos municípios de Rio Tinto, Baía da Traição e Marcação (na Terra Indígena Potiguara, Terra Indígena Jacaré de São Domingos e Terra Indígena Potiguara de Monte-Mor) e no Ceará, nos municípios de Crateús (na Terra Indígena Monte Nebo); Monsenhor Tabosa e Tamboril (Terra Indígena Mundo Novo / Viração ou Serra das Matas). Falam o potiguara, um idioma da família tupi-guarani.

A grande reserva paraibana dos índios potiguaras está no município de Baía da Traição. Conta com uma população de mais de dez mil índios, distribuídos em vinte e quatro aldeias, espalhadas em uma área de mais de trezentos km quadrados de reserva ecológica, dos quais quatorze são de praias virgens. A área da reserva, oferece um cenário belíssimo, onde a mata atlântica, rios, lagoas e estuários, misturam-se à cultura tradicional dos índios potiguaras, formando um contexto único, uma verdadeira relíquia antropológica, onde a natureza, a cultura indígena e seus conflitos com o colonizador, ainda estão fortemente vivas e preservadas.

Em tupi-guarani, potiguar equivale a “comedor de camarão”, por este motivo, vários descendentes da tribo dos potiguaras adotaram, ao serem submetidos ao batismo cristão, o sobrenome Camarão, sendo o mais famoso deles o combatente Felipe Camarão. 

Compilado e adaptado da Wikipedia, daqui e daqui.

O índio e o meio ambiente

Robert Whelan, sociólogo inglês, em seu livro, Bárbaros na Floresta: o Mito do Nobre Ecosselvagem, desmistifica a idéia vigente entre os ambientalistas de que os índios são os mais autênticos defensores da natureza. Os maias, por ex., destruíram 75% da península de Yucatan, no México. Nos EUA, milhares de búfalos do Wyoming foram mortos por tribos nativas.

Para o estudioso inglês, índio ecologicamente correto é uma idéia sem fundamento.

Whelan disse à Veja (24.05.2000) que  “os índios tinham  - e têm – tanta consciência ecológica quanto o operador de uma motosserra na Amazônia” [...] “As pessoas têm uma visão idealizada de como os índios vivem”. Ou seja, ontem, como hoje, sua [dos índios] maior preocupação é com a própria sobrevivência.

Essa, é bem corriqueira, na internet:

Um casal decide passar férias numa praia do Caribe, no mesmo hotel onde passaram a lua-de-mel vinte anos atrás. Por problemas de trabalho, a mulher não pôde viajar com seu marido, deixando para ir uns dias depois. Quando o homem chegou e foi para seu quarto do hotel, viu que havia um computador com acesso à internet, então decidiu enviar um e-mail a sua mulher, mas errou uma letra sem se dar conta e o enviou a outro endereço...
O e-mail foi recebido por uma viúva que acabara de chegar do enterro do seu marido e que ao conferir seus e-mails desmaiou instantaneamente. O filho, ao entrar em casa, encontrou sua mãe desmaiada, perto do computador, que na tela poderia se ler: Querida esposa: Cheguei bem. Provavelmente se surpreenda em receber noticias minhas por e-mail, mas agora tem computador aqui e podem-se enviar mensagens às pessoas queridas. Acabo de chegar e já me certifiquei que já está tudo preparado para você chegar na sexta que vem. Tenho muita vontade de te ver e espero que sua viagem seja tão tranqüila como está sendo a minha.

Obs: Não traga muita roupa, porque aqui faz um calor infernal!!

Fucking flies

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Beleza Pura!

Via: The Annoted Budak

Lá em nós

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Eis que a blogosfera descobre o nosso Cariri.

De quarentena

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De Bruna, para mim:

- Tia, faltei à escola por três semanas porque estava com conjunto de vite.

Foto: Bruna com o gato Fofinho, de Maria Clara.

Luna Papa em DVD: imperdível

Lunapapa

Foi preciso esperar oito anos pelo lançamento em DVD do melhor filme que vi nesses anos. Finalmente, Luna Papa foi lançado no Brasil, pela Lume Filmes. E já estou aqui com meu exemplar (não pirateado) para uma sessãozinha privé com os melhores amigos.

Mesmo sem ter a menor idéia de onde ficava o Tadjiquistão, nenhum outro filme me deixou uma impressão tão forte quanto Luna Papa, desde quando o vi, no ano de 2000, em Compiègne, na França.

Luna Papa é uma grande sacada, um filme mágico porque é um filme de arte que foge do padrão hermético dos famosos filmes de arte. É um filme surrealista que tem narrativa, tem um enredo linear que prende e surpreende o expectador, até o último momento. Luna Papa é para aqueles cinéfilos que valorizam os filmes produzidos fora da estrelada Hollywood, e não  entram nos grandes circuitos comerciais.

Embora seja um filme asiático, não é a Ásia típica que nos mostra. Luna Papa descortina uma diversidade asiática singular com traços russos e islâmicos. Um mosaico multicultural remanescente do decadente império soviético, que Bakhtyar Khudojnazarov tão bem desenhou com apoio da Alemanha, do Japão, do Uzbekistão, da Austria, da Suissa, da França, e da Russia - nada mais intercultural.   

18-04-2008

Encaixotados

Passengers_boxed_in

Os encaixotados sem bagagem.

Foto: Kim Du Toit

Cultura da morte

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Prestem atenção neste caso:

Esta estudante de arte da Yale University, Aliza Shvarts, vem causando controvérsias, ao criar uma "instalação", composta de um cubo pendurado do teto, onde, em ambos os lados, rola um video, exibindo uma pintura feita com - pasmem -... sangue dos seus abortos. Ela também mistura sangue (da mesma fonte), com vaselina, colocando esta substância entre as duas folhas de plástico que envolvem o cubo.

Aliza Shvartz conta que ela se fez inseminar "tão frequente quanto foi possível" de modo a engravidar, e de se ter utilizado  de ervas para abortar e obter a matéria para seu trabalho.

Insensível ao horror de suas ações, essa "monstra" afirma que os doadores de esperma submeteram-se a testes para doenças sexualmente transmissíveis ...

Várias protestos seguem pela internet contra o que a maioria considera que este ato representa: que o liberalismo moderno não é apenas errado - é doente, é mau e obsceno.

Agora leiam aqui  o que a "monstra" diz de sua "arte".

Via: lifenews.com e Moonbattery.

Ravi chegou!

Este gatinho veio preencher um vazio que Maíra e Paulo nunca imaginaram que existia em seus vidas.

Ravi_bb_de_mara

09-04-2008

Última alvorada