a derramar-se em chuva,
medite na colheita farta
que chegará do campo e
na beleza das flores que surgirão no jardim.
Do livro: Sinal Verde F. C. Xavier-André Luiz
Posted at 20:27 in Cotidiano, Família, Saudade | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
Há dois anos, passaram-me este questionário para que eu respondesse. Esse, me deu o que recordar. Revirei o baú das velhas memórias. Algumas, não tinham mais qualquer vestígio de lembrança. Mas, com essa listinha, algumas bem medievais foram resgatadas direto do túnel do tempo.Como tenho uma mania recorrente de revirar baús e relembrar o passado (ótimo exercício para combater o alzheimer, conservar os neurônios funcionando e manter acesa a chama da amizade e das boas lembranças), prontamente publiquei no feito em casa.
O interrogatório provocou-me muitos lampejos de saudade, tanto de coisas que realmente vivi, como de outras que só conheci pelos meus pais e tios, ou de ouvir falar.A foto vintage, surrupiei do Flickr minha amiga Solange C, que tem coleção bacanérrima.
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Vale a pena fazer o Teste de DNA com quem não tem
vergonha de sentir saudade. Aqui, não excluí as generalidades daquelas
domésticas, relacionadas com comidas, bebidas, remédios.
"Se você der risada na maioria das questões, é sinal que sabe muito bem do que estamos falando.
Responda com sinceridade.
Você já tomou Q-Suco?
R. E como
tomei. De morango, groselha, uva. Levava pro colégio, numa garrafinha
de plástico, da minha lancheira. E, no ginásio, quando organizávamos
festinhas, vendíamos Q-Suco e salgadinhos nas feiras livres para
arrecadar a grana que precisávamos para pagar o conjunto (que era a
banda), vigilantes, etc.
Você bebia Grapette?
R. Sim, lembro vagamente que era contemporânea da Crush.
Sua primeira bebida alcoólica foi Cuba Libre?
R.
Nunca fui de tomar bebida alcoólica. Pode parecer mentira, mas vim
provar cerveja e cuba libre aos 25 anos, quando já era quase demodé.
Já comeu goiabada cascão?
R.
E como! Ainda hoje. Não sou fã de carteirinha; meu marido come bastante
e, por conta de sua presença constante em minha prateleira, às vezes,
tiro umas lasquinhas.
Você tomou leite que vinha em garrafa de vidro com tampinha de alumínio?
R.
Tomava, e comprava, levando a garrafa ou um balde de plástico. Também
tomei muito leite ainda quentinho, espumoso, tirado da vaca na hora,
diretamente no curral. Meus avós vendiam leite e eu os ajudava a encher
as garrafas. Vi muitas crianças da roça tomando leite em mamadeiras
adaptadas de garrafinhas de guaraná, em cujo gargalo colocavam uma
borracha para sugar o leite.
Já tomou Cibalena?
R. Yes. E Cibasol também ;)
Tomou Biotônico Foutoura?
R. E também Emulsão Scott. arrrgghhh!
Você cuidou de suas espinhas adolescentes com pomada Minâncora?
R. E também com Acnase e Anti Sardina (essa é bem das antiiigas).
Sua mãe usava Violeta Genciana para cuidar de seus machucados?
R. Não, minha mãe sempre teve mania de Iodex e Vick Vaporub (ela ainda usa até nos machucados!).
Seu pai usava aparelho de Gillete com lâminas removíveis?
R.
Lembro de meu avô usando navalha e de meu pai fazendo a barba com
Gillete. Durante muito tempo, eu depilava as pernas com essas lâminas.
Fazia ponta de lápis.
Sua mãe usava Leite de Colônia?
R. Ela,
minhas tias e eu. Usávamos também Leite de Rosas e Creme C da Ponds.
Achávamos a fragância deliciosa. Hoje, não suporto. Não sei se o cheiro
mudou ou foi meu olfato degenerou.
Você jogava bilboquê?
R. Não vi muita graça nesse brinquedo. Nem sabia que tinha esse nome.
Usava tampinha de guaraná para fazer distintivo de polícia?
R. Usava as tampinhas para brincar de chibiu ou fazer pratinhos quando brincava de casinha.
Soltava bombinha de quinhentos,em época de festa junina?
R. Eu me amarrava, mas a quantidade que recebia era muito limitada. Ficava tão triste quando acabava...
Brincou de queimada?
R. Muito, muito, muito.
Você assistia a Perdidos no Espaço?
R.
Não gostava desse seriado. Já Viagem ao Fundo do Mar, Rin-Tin-Tin e os
faroestes, no cinema, eu nunca perdia. E os cinemas tinham cortinas!
Você usou Glostora?
R. Usei, e me faz lembrar os puxões de cabelo que minha mãe me dava, quando me fazia os rabos de cavalo. Usei também Eucalol.
Você sabia de cor a música de Bat Masterson?
R. De cor, não, mas a melodia (que, naquele tempo, chamávamos de introdução) é inesquecível.
Sabe quem foi Phantomas?
R. Não.
Quem foi Ted Boy Marino?
R. Lembro que ele praticava uma luta chamada telecatch, mas nunca curti isso não.
Você assistia ao Repórter Esso?
R. Lembro, mas à época não era muito ligada em telejornais.
Assistia ao Toppo Giggio?
R. Pois, sim. Ele virou mania nacional. Tinha um bordão, mas não consigo lembrar qual era.
Assistia Vila Sésamo?
R. No tempo do Vila, eu só queria saber de namorar.
Você sabe quem foi Jonhnny Weissmuller?
R. Quem foi?...
Assistiu ao Vigilante Rodoviário?
R. Nunca.
Sabe quem foi Odorico Paraguassu?
R. Esse, sim. Construiu um cemitério e queria, a qualquer custo, inaugurá-lo, mas ninguém morria. rs
Você se lembra o que era compacto simples e o que era um compacto duplo?
R. Odiava o campacto porque a música acabava logo. Meu negócio era longplay,
ou, simplesmente LP. Tinha muitas músicas e demorava a acabar. Dava
para dançar um tempão, sem parar. Huuum, que saudade da minha radiola
portátil...
Você já teve um Bamba?
R. Claro, e calça faroeste e US Top.
Se lembra do Vulcabrás 752?
R. Era parte do uniforme do colégio. Um horror, aquele sapato.
Você usava japona?
R. O que é japona? Sandália japonesa?
Quando estudava, os graus eram: primário, admissão,ginásio e científico?
R. E Clássico, normal e pedagógico.
Você chamava revista em quadrinhos de gibi?
R. Ainda chamo, ué.
Sua mãe tinha caderneta no armazém?
R.
Ainda tem. Ela mora no interior, onde se compra mais em mercadinhos,
mercantis ou bodegas. Mas, já foi seduzida pelos supermercados.
Já andou de Simca Chambord?
R. No Simca do pai de Vandelúcia, uma amiga de infância. Seu pai trocava de carro todo ano.
Conheceu o Aero Willys?
R. Conheci o do pai dessa amiga. Meu pai teve uma Rural Willys.
E o Kharman Guia?
R. Um carinha que me paquerava tinha um vermelho. Como eu não gostava do sujeito, detestava também o carro. rs
Já andou de Vemaguete?
R. Andei no carro da mãe de Clélia, uma amiga de adolescência. Eu achava o máximo ver uma mulher dirigir.
Já usou gasolina azul no seu carro?
R. Não. Lembro, assim, de ouvir falar...
Sua mãe usava cera Parquetina ?
R. E também a Cachopa, a Beija Flor. Como odiava encerar a casa!
Você se lembra do sabão em pó Rinso?
R. Era o Omo de hoje.
Da televisão com seletor de canais rotativo?
R. O da minha casa era Colorado, P&B.
Sua mãe usava bombinha de laquê de plástico?
R. Ela desfiava o cabelo e fazia penteados armados, graças a esse laquê.
Ela chegou a usar meia com risca atrás?
R. Me too.
E anágua?
R. Tive duas lindas. Adorava exibí-las! E as deixava um pouco à mostra, sob a barra da saia, dando aquele "lance".
Se você respondeu SIM, para, pelo menos, 30% das questões, está confirmado seu DNA.
'DNA: Data de Nascimento Avançada.'
Não jogue sujo !!!
Você deve ter respondido SIM, a, pelo menos, 99% das perguntas.
Então, você não tem problemas de DNA...
Você teve o privilégio de viver tempos maravilhosos..."
Posted at 22:43 in Comportamento, Cotidiano, Cultura, Cultura popular, Fuleiragem, Saudade | Permalink | Comments (2) | TrackBack (0)
Posted at 23:45 in Cotidiano, Fotografia | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
Querem saber?
Dizem que existem os amigos, como existem também os malas que perguntam pela sua tese.
Os amigos são os que lhe convidam pras baladas, pra beber, curtir, levar um papo, lêem os seus rascunhos. Os chatos são os que vivem a lhe perguntar quando termina, vivem lembrando os prazos, com olhar crítico se o encontram em outro lugar que não seja frente ao computador, que censuram se o vêem ligado no orkut, msn, blogando, twittando, olhando e-mails...
Por mais que amigos e malas ainda cruzem o meu caminho, depois de perrengues, brecadas e aceleradas, continuo nessa estrada. Nem adiantou muito me fingir de morta para o mundo. Estourei todos as previsões e prazos acertados com o orientador e com minha consciência, já rezei pra todo santo destrancador de tese, e continuo por aqui, quebrando a cabeça.
Podem falar que sou uma lesma. Nem escuto mais xingamentos ;)
Mas, como dizem que "um dia" acaba, claro que também vou sair dessa.
As razões para o atraso? Todas que puderem imaginar: os trancos e os barrancos, o cansaço, mudança de tema, lentidão na leitura dos textos estrangeiros, branco total, sono pelas noites maldormidas, doenças, tédio, depressão, paralisia, preguiça... Passaria dias falando sobre os diferentes estados de espírito por que passei, incluindo aqueles de alto astral e inspiração... Sim, estes também têm contado...
Gosto do que estou escrevendo, do tema, da literatura, e dos resultados parciais obtidos.
O processo criativo é que nem sempre é prazeroso. Durante a travessia, tanto há momentos e atividades chatos, como muitos lances engraçados e de prazer.
O que é maçante: escrever, escrever, ler, reler, encontrando sempre erros e eros, ou a falta de alguma coisa, mais um autor pra citar, onde já há trocentos; pensar, pensar, retornar ao texto, nem sempre produzir, sentir-se culpada, e continuar, pensando...; citações, bibliografias e rodapés - o repeteco do nome do autor; fazer a citação e esquecer de anotar a página; fazer tabela, também é chato pra caramba; as implicâncias do parceiro - pricipalmente quando não é da área acadêmica - e sua compreensão a respeito do que se está produzindo, as cobranças; o surto quando o orientador cobra o que ainda não foi feito, e a gente fica, assim, hã?..., com cara de paisagem... Tudo isso merece até ser tema de tese.
O que é gratificante (não gosto dessa palavra): é a consciência da nossa capacidade de desenvolver um pensamento crítico sobre o campo de nosso interesse; ver e sentir o processo como um parto e a tese como um filho; a autonomia para falar o que pensamos sobre o que tema; já ter defendido - penso - é o mais gratificante. Se tiver sobrevivido.
Já ouvi alguém dizer que escrever tese, é um processo masoquista. A minha opinião é que, se fazer pós-graduação for uma necessidade pessoal, uma decisão inarredável, é bom que o faça o mais cedo possível, quando se é solteiro, sem filhos, sem um casamento, uma casa pra administrar, contas para pagar.E os malas... esses, a gente deixa a vida inteira falando sozinhos... afinal, como diz Mário Prata, "tem tese que não acaba nunca, que acompanha o elemento para a velhice", porque depois tem a publicação da tese, em seguida pode vir outra tese....
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O texto de Mário Prata Uma tese é uma tese descreve, de forma bem humorada, os percalços de uma tese.
Posted at 21:27 in C&T, Comportamento, Cotidiano, Leituras | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Posted at 23:17 in Amigos, Cotidiano, Família, Fotografia | Permalink | Comments (5) | TrackBack (0)
É filhote do outro filho. Tem oito meses e porte médio, nem grande nem pequeno. Devora a ração, mas prefere morder e enterrar o osso. Enterra até nos jarros de plantas. Inquieto, traquina, brincalhão, expressivo, comilão. Amigável, não estranha os estranhos. Vez por outra, porém, sem ter nem pra quê, cisma de latir pra desconhecidos. Elegante, clássico (tem nome inspirado na mitologia), vive maquiado, mas é de cauda empinada e da pá virada, destruidor, teimoso - quando se fala com ele, ele se finge de surdo, só escuta o que lhe convém. Acrescente-se a lista de estragos: uma rede detonada; um casaco de frio rasgado, imprestável; um celular quase devorado; uma almofada toda mordida; uma cadeira de vime desfiada; a ração do Xano sempre ameaçada. Foge do mata-mosca como o diabo foge da cruz. Sabe quando apronta, corre em rodopios e passa pitu em todo mundo. Seu maior talento, entretanto, é a chantagem, quando meneia a cabeça, faz a cara triste de cão rejeitado. Fujão, passou quase duas semanas fora de casa, trouxe consigo magreza, anemia, infecção e carrapatos. A conta da farmácia é o obstáculo para o tão necessário adestramento do bebê trapalhão.
Posted at 21:36 in Cotidiano, Família, Fotografia | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
2008 perdeu-se na poeira da estrada.
Não ousei fazer balanço algum, nem lista de prioridades.
A sombra de uma perda já foi suficiente pra obscurecer o brilho dos ganhos - que nem foram tantos. Sem falar que não se pode quantificar perda ou perdas que, no singular ou no plural, já são incomparáveis.
As que doem mais, na verdade, são aquelas de gente e bichos amados.
Nem tenho competência pra falar da dor de perder a minha mãe, que, por ser tão profunda e complexa, as palavras soam inúteis, inexpressivas em seu real sentido e dimensão.
Estou falando de amor, pois sei que nem todo filho é filho de uma mãe.
Órfãos sabem o sentido de uma despedida sem retorno.
Lares são desfeitos; os dias eternizam-se numa tarde cinza; as luzes esmaecem; não há mais risos de felicidade, só de conformação; não há mais o prazer da presença, nem presença que preencha o quarto vazio, a quietude que inquieta, o silêncio dos gestos, das palavras. A falta. O nada. Só a dor da perda e a saudade sem remédio, sem esperanças.
A inescapável certeza de que nunca mais se vai correr para o abraço.
Sofri grandes decepções e perdas de pessoas. Mas, pelo menos uma, seguiu o curso natural da vida. Foi buscar a felicidade, suas melhoras, seu destino.
Dois pets eu perdi no mesmo ano. Depois de dar abrigo, casa-comida-e-roupa lavada, criar laços, saíram, assim, sem mais nem menos, deixando-me de coração partido.
Por essas e outras, 2008 já foi tarde.
Posted at 23:55 in Cotidiano, Família, Saudade | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Acabo de chegar de mais uma das minhas introspectivas viagens ao meu interior.
Domingo foi Finados e nossa família fez a primeira visita ao último refúgio da nossa querida e inesquecível Lady Laura. Ela se encontra sepultada no povoado da Ramada, próximo da Barra, fazenda onde ela nasceu, que foi dos meus avós, e hoje é habitada por meus tios maternos.
Fomos eu, Elias, Pippe e Bebeta, minha irmã.
Como sempre costuma ser, quando visito esses lugares amados de minha infância, costumo submergir inteiramente no passado. E não poderia ser de outra forma. Parte da família ainda permanece morando no mesmo lugar. Encontrar essas pessoas é reviver as antigas emoções, relembrando a convivência feliz e cheia de presenças, mas sentindo a nostalgia do vazio deixado pelas ausências definitivas daqueles que já não se encontram entre nós. Senti-me tremendamente abatida ao adentrar naquela casa.
Foi a primeira vez que nos reencontramos com os parentes, depois que nos despedimos de mamãe, uma pessoa que era muito estimada por toda a família.
Apesar da saudade e das repetidas referências sobre sua vida, procuramos amenizar a melancolia, relaxar, e rememorar mais os momentos alegres. Fizemos almoços deliciosos. Meus tios Nivaldo, Márcia, Valdenora e Genilda prepararam um carneiro, uma suculenta buchada com sarapatel, um peru, e curimatã (peixe de água doce) ao molho de coco. Daqui, levei um peixe dourado - do qual fiz moqueca - e também o fiz acompanhar com arroz ao curry e batatas gratinadas. Ai, como comemos por esses dias. Sem esquecer o mungunzá, a coalhada com rapadura, o doce de gergelim, feitos sob as mãos habilidosas de Genilda.
As imagens falam mais do que palavras. Prefiro, então, mostrar um pouco desse ambiente e do clima que minha humilde câmara digital conseguiu flagrar. O tangível é possível de ser reconhecido. Em contraste, o sentimento que transborda a nossa alma ela jamais será capaz de apreender ou retratar.
No casarão secular da Barra, à sombra do tamarindo e da lembrança de Laurinha.
De trás pra frente: 1º fila: Pippe, meu filho; Nilbert, primo, e Nivaldo, meu tio e pai de Nilbert; na 2ª fila: Valdenora, minha tia; Bebeta, minha irmã, e Genilda, minha tia; à frente, Elias; na 3ª fila: Márcia, minha tia postiça, esposa de Nivaldo; e Silveira, meu tio postiço, esposo de Genilda, e Nidielle, filha de Márcia e Nivaldo.
Um ângulo da casa da Barra ao entardecer.
Outro ângulo da casa. Por uma trilha vicinal, chegamos ao oitão da casa da Barra, com suas costas viradas ao poente. É por onde se entra para a fazenda.
O horizonte da Barra, até onde os olhos e a saudade alcançam. Vista a partir do alpendre da casa grande. O pontinho branco na imensidão azul [clique na imagem] é a igreja da Serra do Comissário. O morro, ao centro, logo abaixo, marcado com uma trilha é o povoado da Prensa.
Lembro que este período é tempo de seca neste sertão nordestino, motivo pelo qual as paisagens se apresentam bastante áridas.
Aqui, é o marco onde se inicia a entrada para o casarão, o lugar do coração. Na estação das chuvas isso tudo enverdece e esta árvore fica totalmente lilás. Mas gosto dela também assim, ostentando uma beleza agressiva, selvagem.
Amanhã, mostrarei mais fotos da Barra.
Posted at 23:19 in Cotidiano, Família, Lugares, Natureza, Saudade | Permalink | Comments (2) | TrackBack (0)
Posted at 19:53 in Cotidiano, Família, Fotografia, Saudade | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Sábado - um pouco cansada e de saco cheio de uma figura machista, recalcada, desrespeitosa, e que se sente o ó do bobó, sem conhecimento técnico do que tanto questiona - entrei na sala de aula pronta para encarar o(a) medíocre e, quem sabe, oferecer-lhe voz e palco para que exibisse a sua "competência". Eu, normalmente discreta, porque exerço um controle férreo sobre meus próprios impulsos e sempre aciono o mantra da educação, educação!, estava naquele dia pronta para perder minhas estribeiras e dizer-lhe umas boas verdades. Mas, a sumidade, travestida em sua mediocridade, entrou muda e saiu calada, diante da manifestação de desagravo e aprovação da minha galera preferida, porquanto, tive direito a carinhos, afagos, abraços, flores, fotos, comes e bebes, e afins. Um dia que prenunciava uma onda de mar revolto, terminou com um "parabéns pra você" pra mim e com minha alma inteiramente lavada. Thanks, amigos e alunos, com vocês sou aprendiz da vida!
Posted at 22:03 in Comportamento, Cotidiano, Flores | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
